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Frases do mês: Maio

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Aqui no blog, todo início do mês, será publicada uma coletânea das frases destacadas durante a leitura dos livros do mês anterior! São as melhores citações, frases e diálogos que chamaram atenção ao longo da leitura! Este mês teremos frases dos seguintes livros:

  • Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven
  • A História de Nós Dois – Dani Atkins
  • O Maravilhoso Agora – Tim Tharp

Algumas são lindas e bastante reflexivas! Aproveitem e boa leitura!

“Não nos lembramos de dias, nos lembramos de momentos” – Por Lugares Incríveis

” A esperança está em aceitar sua vida como ela se apresenta agora, mudada para sempre. Se puder fazer isso, a paz virá em seguida.” – Por Lugares Incríveis

” O que percebo agora é que o que importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa” – Por Lugares Incríveis

“-Você colocou as necessidades das pessoas que ama antes das próprias necessidades. Você dá, em vez de receber e o faz tão sem esforço que não acho que se dê conta de quanto isso é grandioso.” – A História de Nós Dois

“… não abra mão dos seus sonhos Emma. São os sonhos que nos fazem quem somos.” – A História de Nós Dois

” Se aquela seria a última vez, eu estava decidida a não desperdiçá-la pensando em todas as coisas que poderiam ter sido.” – A História de Nós Dois

” Não se preocupe o tempo todo sobre quem tem o poder na relação. Se você a faz feliz, esse é o maior poder que você pode ter.” – O Maravilhoso Agora

” … a vida é feita de tardes de quinta-feira. É só ir vivendo uma depois da outra e deixar o resto dar conta de si mesmo.” – O Maravilhoso Agora

” A vida é um oceano, e quase todo mundo está agarrado a um tipo de sonho para se manter na superfície.”  – O Maravilhoso Agora

 

Livro X Filme: O Maravilhoso Agora

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Quando escolhi o livro para fazer a resenha, confesso que primeiramente fui atraída pelo filme, pois sou fã do ator Milles Teller. Porém, segui a indicação de vários leitores de que deveria primeiro ler o livro e depois ver o filme; e realmente concordo que seja o melhor caminho.

Minha impressão como espectadora é que o diretor, James Ponsoldt, e os roteiristas Michael H. Weber e Scott Neustadter, optaram por fazer um filme mais leve, juvenil e focado no romance dos atores principais, do que em contar a história do livro em sua essência. Boa parte da carga densa da história foi retirada: estupro, drogas, vandalismo, agressões… E diversas modificações me incomodaram: a exclusão de personagens (os padrastos sumiram!), a troca do nome de alguns personagens, características físicas tão citadas no livro não foram levadas em conta (Cassidy não era “maravilhosamente gorda”?) e a forma superficial como trataram a questão do alcoolismo que é um ponto chave do relacionamento entre Aimme e Sutter. Mas o que me deixou realmente muito insatisfeita foi a modificação feita na história e essência dos personagens principais.

Começando por Aimee, vivida pela talentosa Shailene Woodley (atriz principal da série Divergente e de A Culpa é das Estrelas), e que foi a adaptação que mais me chateou. Enquanto no livro a personagem é solitária e carente, ao mesmo tempo demonstra resiliência pois, aceita suas dificuldades e segue em frente mesmo com os traumas que sofreu – o estupro, o abuso da mãe e do padrasto e a morte do pai – no filme ela é reduzida a uma menina pobre, inteligente e de pouca interação social. O tema estupro não é abordado no filme, o contexto da morte do pai alterado e a presença do impertinente padrasto, excluída. Aimme passou de uma personagem intrigante (na resenha do livro chego a levantar a questão de como teria sido enriquecedor para o livro se em algum momento tivéssemos a narrativa dela) a uma menininha boba e apaixonada, daquelas de dar tédio, mas sem a devoção e o apego psicológico que tem por Sutter no livro, ficando muito superficial.

Com relação à Sutter, entendo que deixá-lo menos egoísta e detestável dando a ele traços de humanidade era necessário – considerando também que o talento e carisma de Milles Teller (ator também da série Divergente e do premiado Whiplash) ajudam a criar empatia com o telespectador. Porém, com acontecimentos importantes sendo alterados (o jantar na casa da irmã, por exemplo), e relacionamentos não destacados no livro explorados – a relação amistosa entre ele e o professor e, principalmente, entre ele e a mãe – algumas horas parecia que eu estava assistindo a outro enredo com outro personagem completamente diferente. Anularam a essência do personagem que tanto me desagradou, e mesmo assim o personagem não chega a cativar. Mais uma vez ficou superficial, um “Sutter pela metade”, reduzido um menino traumatizado pelo abandono do pai e inconsequente.

E finalmente no filme, o espectador consegue o final que tanto torce ao ler o livro: a mudança na postura de Sutter (que no filme, não é tão chocante quanto seria no livro), com ele se reaproximando da família, buscando seus objetivos de forma responsável e indo ao encontro de Aimee. O filme, diferente do livro, mostra o fechamento de seu enredo, possuindo um “fim” de fato.

Concluindo, acho que este não é apenas um daqueles casos em que “o livro é sempre melhor que o filme”. Mesmo com atores talentosos (Cassidy inclusive é representada por Brie Larson, ganhadora do Oscar de melhor atriz em 2016 e Bob Odenkirk, o maravilhoso Saul de Breakin Bad como Bob/Dan), O Maravilhoso Agora deixa a desejar em termos de adaptação, edição e direção. O resultado final, infelizmente, é um filme superficial e um pouco confuso, que acredito que não me impressionaria mesmo sem nunca ter lido o livro.

Para quem quiser conferir ele está disponível no Telecine, Now e Netflix.

 

Sobre o Autor: Tim Tharp

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Tim Tharp vive em Oklahoma – Estados Unidos, onde escreve romances e ensina no departamento de Ciências Humanas na universidade de Rose State. Além de ter um bacharelado da universidade de Oklahoma e um mestrado na universidade de Brown, Tim Tharp já atuou como trabalhador braçal, pedreiro, ajudante psiquiátrico, motorista de longa distância e balconista em uma loja de discos. Seu primeiro romance foi agraciado com o prêmio nacional de ficção Milkweed. Seu primeiro livro para jovens adultos foi nomeado o melhor livro da American Library Association em 2007. Seu novo livro, O Maravilhoso Agora, foi um dos finalistas do National Book Award.

Fontes: goodreads e skoob

Resenha: O Maravihoso Agora, Tim Tharp

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ATENÇÃO:

Esta é uma resenha crítica que contém fatos importantes da história.

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Na maioria dos livros em que uma história é contada, o autor normalmente busca criar uma empatia, alguma espécie de identificação entre o personagem principal e o leitor. Isto definitivamente não acontece em O Maravilhoso Agora, do autor Tim Tharp. A antipatia para com o personagem principal surge desde o início da leitura; ao longo do livro procura-se compreender o mesmo para, no desfecho, detestá-lo.

O protagonista da história é Sutter – 18 anos cursando seu último ano e empregado em uma loja de roupas masculinas. Já no início da narrativa, Sutter descreve as pessoas com que se relaciona de forma peculiar, enaltecendo características fúteis de cada um: a namorada é gorda, o melhor amigo baixinho e afeminado, a mãe e a irmã ambas artificiais e interesseiras, o padrasto abobado, etc. Extremamente crítico, julga-se melhor que todos à sua volta, considerando um ato de bondade permitir que as pessoas desfrutem de sua presença, algo que justifica com o lema “abraçando o diferente”. Sem dúvidas, egoísmo será uma das palavras mais lidas ao longo dessa resenha, pois praticamente define o personagem.

Mas logo as camadas e traumas mais profundos do garoto vêm à tona. Abandonado pelo pai, a quem idolatra cegamente, fica claro que sua solidão está sempre sendo mascarada pela enorme quantidade de álcool que consome, as inconsequentes noites de festa, o bom humor forçado e sem limites, além de seus relacionamentos amorosos superficiais pois não permite se envolver. Egocêntrico, finge para si mesmo que é feliz, outro de seus lemas – “viver o agora” – não permitindo que sofrimentos do passado venham à tona e nem planejando seu futuro, pois considera tudo descartável. Para que este modus operandi funcione, vive proporcionando a si próprio e aos seus amigos e namoradas “picos” de diversão regada a álcool, drogas e atitudes inconsequentes, algo que com o passar do tempo cansa os que estão à sua volta.

Tentando convencer a si próprio de que não é egoísta, sendo capaz de colocar os sentimentos alheios antes dos seus (algo que sua então ex-namorada, Cassidy, acusa ser um dos motivos para terminar a relação), o garoto interfere na vida de seus amigos e os faz de “projetos pessoais”. Mas, quando deixa de ser o centro das atenções, o resultado não o agrada – algo que podemos observar quando Sutter inicialmente ajuda Ricky apresentando-o à garota que ele julga ser apropriada, mas depois que o namoro se consolida passa a desagradá-lo. O fato de o amigo estar feliz numa relação a dois, não querendo viver da forma inconsequente com a qual estavam acostumados, torna-se incompreensível para o protagonista que, após inúmeros momentos de crise, perde o vínculo com seu melhor amigo.

É em um destes momentos de solidão que ele conhece Aimme, e a garota torna-se seu novo projeto. Quando a vida da garota, seus dramas e a forma como ela lida com eles são apresentados, a personalidade de Sutter passa a ser injustificável para o leitor. Mesmo considerando a resiliência e apatia de Aimee perante suas dificuldades, a maneira como ela constrói seu futuro positivamente enaltece ainda mais a imaturidade e o egoísmo de Sutter.

A relação entre os dois começa como amizade e acaba tornando-se um sentimento real para ambos, mesmo que Sutter tenha dificuldades em assumir isso. Muitas vezes o protagonista justifica que o envolvimento só existe para dar confiança e ajudar a menina, mas fica claro que também está se envolvendo. Aliás, este parece ser seu único sentimento nobre: o amor que sente por Aimee. Amor que não o impede de sentir-se extremamente atraído por sua ex, colocando seus desejos acima dos sentimentos de sua namorada ao flertar com Cassidy.

Ao longo da história fica nítido que o relacionamento de Sutter com Aimee, apesar de dar autoconfiança a ela, é extremamente destrutivo e tóxico para a menina. Em uma necessidade cega de agradar o namorado, a personagem passa a beber demais, sair demais mesmo precisando levantar cedo para trabalhar, vê seu rendimento escolar cair e rompe com uma de suas amigas mais próximas. Carente, Aimme sente um amor e devoção por Sutter nada saudáveis. Recusando-se a enxergar os defeitos de seu namorado, Aimee está sempre justificando os erros de Sutter, colocando a culpa nos outros e até nela mesma. A personagem irrita até que o momento em que faz o leitor sentir pena, pois parece não ter amor próprio, e muitas vezes é difícil compreender suas atitudes. Seria extremamente enriquecedor se em algum momento do livro o leitor pudesse conhecer o ponto de vista dela da história, e não apenas através dos “olhos” do narrador.

Mesmo depois de uma intervenção de seus amigos, Sutter se recusa a reconhecer o mal que faz à Aimee. Até que Aimee sofre não um, mas dois acidentes causados por erros de Sutter e mesmo assim não o culpa. A partir daí Sutter de fato compreende que não é o melhor para Aimee, tendo sua única atitude altruísta em todo o livro: incentivando-a a seguir seu caminho sozinha (mesmo amando-a).

Pode-se dizer que a origem da personalidade peculiar de Sutter vem de seu pai e o pouco que se lembra dele, algo que se evidencia no encontro dos dois. Ambos têm problemas com álcool (na memória de Sutter, o momento em que seu pai sentiu maior orgulho dele foi quando, ainda criança, ele bebeu uma grande quantidade de cerveja), comprometimento e confundem falta de senso de ridículo com popularidade e diversão. O personagem não gosta do que agora sabe sobre o pai – antes sua visão era infantil e romantizada – e consegue reconhecer nele os mesmos defeitos que possui, mas isto não basta para provocar em si uma mudança de postura.

Com relação ao final do livro, é necessário tempo para pensar, absorver e entender. E após esta reflexão entende-se que é condizente com o que foi contado, porém não deixa de ser frustrante (até agora ainda não me decidi sobre o fechamento do enredo de tão “em aberto” que termina). O romance se desenvolve, os fatos acontecem, passamos a compreender os personagens envolvidos, criamos expectativas, a mensagem é dada pelo autor, o protagonista começa a sua mudança, tem um caminho claro a seguir e… não segue! E a expectativa do leitor vai “ralo abaixo”. Concluindo, Tim Tharp construiu uma bela narrativa, com boas passagens e não deixa de transmitir sua mensagem, exaltando o egoísmo do protagonista(?) até a última linha, quando não dá ao leitor, o final tão esperado.

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O Maravilhoso Agora: Sinopse

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O Livro desta semana é o romance “O Maravilhoso Agora” do autor Tim Tharp; a história ganhou adaptação para o cinema, estrelado por Miles Teller e Shailene Woodley (ambos da série Divergente). Ainda esta semana será publicada a resenha do livro e um post Livro X Filme. Por enquanto, vejam a sinopse do livro abaixo! Até logo!

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” Sutter Kelly é O Cara, o rei das festas. Porém, diferente dos amigos adolescentes, não está preocupado com o futuro, está mais interessado em viver o agora. Com um 7Up batizado nas mãos ele está pronto para qualquer coisa. Mas nem tudo anda bem para ele. Vive discutindo com a mãe, o pai há anos não dá notícias, e sua namorada Cassidy lhe deu um pé na bunda. Mas, em meio a esse caos, a doce Aimee pode despertar Sutter para outra realidade. E, pela primeira vez, ele tem o poder de fazer a diferença na vida de alguém, ou de arruiná-la para sempre.”

Fonte: Editora Record