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Resenha: Atypical – Netflix

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Divulgada de forma despretensiosa, a série Aypical, produção da Netflix pode ter sido uma das séries de maior destaque em termos de humor e inteligência que assisti nos últimos tempos. A trama criada por Robia Rashid gira entorno de Sam, um jovem autista de 18 anos que inicia uma busca pela parceira ideal. Ao mesmo tempo em que a história narra a jornada do personagem principal, também mostra a forma como o transtorno afeta seus familiares e todos à sua volta.

Quando comecei a assistir a série, achei o personagem de Sam caricato demais, lembrando bastante o Sheldon de The Big Bang Theory. Mas, ao poucos, o ator Keir Gilchrist vai achando seu tom, e consegue cativar o telespectador. Aliás, não existe nenhum personagem fraco ou irrelevante em Atypical; todos os envolvidos na trama possuem falas inteligentes e personalidades interessantes (do barman ao namorado da irmã de Sam). É impossível não destacar a atuação de Brigette Lundy-Paine como Casey, irmã de Sam. Pelos olhos da garota podemos enxergar outra visão do transtornno, onde a irmã que ama, protege e cuida do irmão, também se frustra com a atenção e o cuidado que o mesmo demanda – o que foi feito de forma muito humana e realista pelos roteiristas da série.

Aliás, se pudesse resumir Atypical em uma palavra, seria equilíbrio; o humor e o drama são oferecidos ao público na medida certa, e as informações sobre o transtorno também. Por mais que o autismo seja o pano de fundo da trama, ele não é o foco principal dela.

Diferente de outra produção do canal com temática parecida – 13 reasons why – nenhum diálogo é demasiadamente dramático ou cômico, ambos caminham juntos por toda a temporada, sendo impossível isolar as cenas por gêneros. Este artificio enriqueceu bastante a história e a forma como ela é contada. Concluindo, mais uma vez a Netflix acerta em cheio em uma aposta, e entrega uma série inteligente e de qualidade para públicos de diferentes idades, abordando um tema que deve ser discutido, repensado e liberado de “tabus”.

Alias Grace, nova produção da Netflix.

Foi divulgado o teaser da série Alias Grace, produção também adaptada de uma obra de Margaret Atwood, escritora de “O conto da aia”, que deu origem ao sucesso The Handmaids Tale, do canal Hulu.
Alias Grace será transmitida pelo canal canadense CBC e distribuída mundialmente pela Netflix.
Adaptada do livro baseado em fatos reais, Vulgo Grace, de 1996 e publicado no Brasil em 2008 pela editora Rocco, a série de 6 episódios conta a história de Grace Marks (interpretada por Sarah Gadon) e se passa no século XIX, no Canadá.
A protagonista será uma imigrante irlandesa acusada juntamente com outro empregado, de assassinar seu patrão e Nancy – sua amante grávida, que também é governanta da casa onde trabalha. Importante ressaltar que Nancy será interpretada por Anna Paquin.
Com data de estreia prevista para 25 de setembro estima-se que a produção esteja disponível simultaneamente na Netflix.

Se for metade do que The Handmaids Tale foi, promete!

Resenha: To the Bones, Netflix

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Eu estava muito ansiosa com a estreia de To the Bones, filme cujo direitos foram comprados pela Netflix logo após a 1a exibição em um festival. Estrelado por Lilly Collins no papel principal, a trama conta as dificuldades de uma jovem com transtornos alimentares em sua recuperação.
Apesar das cenas fortes e chocantes (avisadas logo no início pela netflix), o filme trata o assunto com respeito e sutilezas impecáveis, sem fugir da realidade e da gravidade da situação. Resumindo, trata de forma humana, real e sem glamour.
Para quem viu Lilly Collins como Branca de Neve em Espelho, espelho Meu, o choque visual e também com o amadurecimento da atriz será grande. Aliás todas as atuações são dignas de destaque, desde a mãe egoísta, as companheiras de reabilitação e até mesmo Keanu Reeves como orientador. Mas o parabéns vai mesmo para Alex Sharp como Luke – na minha opinião, brilhante.
Sem dar spoilers, a sequência final é linda, bem dirigida e extremamente poética. To the bone é um filme denso, que aborda temas graves mas que mesmo com todo o drama, consegue ter comédia, romance e cenas de muita beleza e poesia – além de uma bela fotografia.
Assistam, assistam e assistam!
Ps1: a ausência do pai diz muito mais para o contexto do que sua presença. Ilustra como a falta da figura paterna pode afetar de diversas formas negativas o psicológico de uma jovem em formação e todo o campo familiar em seu entorno.
Ps2: a perturbadora e belíssima cena final entre a protagonista e sua mãe deu margem a muitas interpretações e só quem assistiu consegue ter alguma opinião; e pensar novamente e mudar de opinião…. e ai por diante.

Gypsy, nova série da Netflix.

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Dei uma pausa na minha maratona pessoal de Gossip Girl (sim, estou vendo novamente pois acompanhar uma série no período A.N – antes Netflix – era difícil, eu perdia vários episódios, enfim) para assistir a Gypsy, série produzida pela Netflix e estrelada por Naomi Watts.
Como já falei para vocês aqui, a trama gira entorno da psicóloga Jean Holloway e a maneira como ela interage com seus pacientes e família. E sim, falando assim parece bem sacal e apesar de ser exatamente isto, Gypsy é uma série densa e Jean uma personagem extremamente complexa.
O 1o episódio empolga muito, possui um dinamismo excelente, já o restante, nem tanto. O ritmo passa a ser muito lento e mesmo com a trama cativante, a série fica um tediosa, digna de cochilos. Pontos ficaram pouco explicados, incluindo a personalidade e passado dos personagens – apesar dos minutos em excesso por episódio.
Com a “enrolação” a produção perdeu um pouco o “encanto”. E no season finale, a quantidade de pontas soltas deixa claro que as apostas da produção para uma segunda temporada foram altas.
Merecem destaque a trama envolvendo a questão de gênero da filha de Jean, e a atuação de Billy Crudup, no papel de marido da personagem principal. Vemos o ator roubando a cena de Naomi Watts diversas vezes, mesmo achando que acertaram na escalação da atriz (apesar da minha implicância pessoal com o trabalho dela). No geral é uma série de boa qualidade, bem dirigida (surpreendente, já que estamos falando do mesmo diretor do vergonhoso 50 tons de cinza) e com ótima fotografia, mas com alguns furos graves de roteiro. Se o objetivo era demonstrar que todo ser humano possui um lado psicologicamente perturbado e inúmeros segredos, este objetivo foi atingido – mesmo que de forma exagerada e sem muito contexto.
Não há uma 2a temporada confirmada mas, sinceramente, não seria nenhuma surpresa caso não houvesse renovação.

Atypical, nova série da Netflix.

@netflixbrasil divulgou em sua página o trailer de Atypical, sua nova produção, protagonizada por Keir Gilchrist. Fiquei curiosa para assistir, aborda as dificuldades de um adolescente com espectro de autismo e parece ter “uma pegada” de 13 Reasons Why, só que de uma forma mais positiva. Estreia logo logo dia 11 de agosto! Vamos conferir.
Ps. Me parece que a atriz que interpreta a Paige é a Jenna Boyd, a Bailey de Quatro amigas e um jeans viajante. Olha o tamanho dela! To ficando 👵🏼!