Arquivo de Tag | arainhavermelha

Frases do mês: Julho

frasesjulho

Como acontece todo início de mês, este post é destinado à coletânea das frases destacadas durante a leitura do mês anterior! Referente à Julho, teremos frases dos seguintes livros:

  • A Rainha Vermelha – Victoria Aveyard
  • Pax – Sara Pennypacker
  • Melancia – Marian Keyes

Pax merece destaque, o livro possui belas passagens. Aproveitem e boa leitura!

“A Guerra prateada deles é paga com sangue vermelho.” – A Rainha Vermelha

“Fiz todo este trajeto e de repente estou de volta à arena para assistir aos prateados demonstrarem tudo o que não somos.” – A Rainha Vermelha

“Respiro fundo quando me dou conta de que não posso mais corar, de que preciso esconder o rubor da minha pele, o sangue vermelho.” – A Rainha Vermelha

“Não é porque não está acontecendo aqui, que não está acontecendo.” – Pax

“Muito menos queria ouvir sobre maçãs, sempre à sombra das árvores que pairavam inclementes acima.” – Pax

“Peter volta e meia pensava que as responsabilidades da vida deveriam ter cercas assim, altas e claras.” – Pax

“- Tenho mais do que preciso – disse ela ao se sentar. – Aqui tenho paz.

– Por causa do silêncio?

– Não. Porque estou exatamente onde deveria estar e fazendo exatamente o que deveria fazer.  – Pax

“Quando você decide o que quer fazer, o projeto passa a ser o chefe.” – Pax

“A verdade mais simples pode ser a coisa mais difícil de enxergar quando envolve a nós mesmos.” – Pax

“- Eu não tenho nenhuma verdade mágica para guiar você. A viagem é sua, não minha.” – Pax

“Soube então, que a vida não respeitava circunstâncias… A vida simplesmente vai em frente e faz o que tem vontade, sempre que tem vontade.” – Melancia

“Já ouvi falar de pessoas que chegaram atrasadas ao seu próprio enterro, mas tive a distinção incomum de chegar atrasada ao meu próprio nascimento.” – Melancia

“… Porque eu me sentia como se estivesse no inferno. E compará-lo com o inferno de outra pessoa não diminui em nada a dor do meu.” – Melancia

“Mas acho que percebi que meu casamento importava mais para mim do que meu amor-próprio. O amor-próprio não mantém você aquecido à noite.” – Melancia

“Se você deixa de ter alguém ou alguma coisa, sente sua perda e depois, passado algum tempo, preenche o buraco que ficou em sua vida, a ausência, aos poucos, fica menor e afinal, desaparece.” – Melancia

“Supere isso e, se não puder superar, supere o vício de falar a respeito.” – Melancia

“A raiva é boa, disse a mim mesma. A raiva afasta a dor. A raiva me dá poder.” – Melancia

“Sabem como é. Às vezes, você conhece uma pessoa maravilhosa, mas apenas por um rápido instante… E essa pessoa toca sua vida por um momento, mas de uma forma especial. E, em vez de lamentar o fato de ela não poder ficar com você por mais tempo ou por você não ter a oportunidade de conhecê-la melhor, não é mais sensato ficar satisfeito por ter chegado a conhecê-la um dia?” – Melancia

Resenha: A Rainha Vermelha, Victoria Aveyard

A-Rainha-Vermelha

“Todo mundo pode trair todo mundo.”

Em quase todas as críticas, resenhas e notas sobre o livro A Rainha Vermelha, as similaridades com obras como Jogos Vorazes, Divergente e Game of Thrones, são citadas de forma quase unânime e, nesta resenha, não haveria como ser diferente. No início do livro, o leitor é apresentado à narradora da história: a jovem de temperamento forte chamada Mare. Ela é habitante de um vilarejo pobre chamado Palaphitas, cuja população é explorada por uma classe privilegiada. Essa configuração é bem similar à de Katniss (Jogos Vorazes) e remete à realidade inicial de Tris (Divergente).

As referências não param por aí: uma sociedade distópica, revoltas populares, demonstrações opressoras de força, amor juvenil, figuras femininas fortes (ditando os rumos da história) e habilidades extraordinárias; todas estas características são encontradas nas quatro obras. Pode parecer, colocando desta maneira, que a história escrita pela americana Victoria Aveyard é “mais do mesmo”, mas está muito longe disto.

A população de Norta, em A Rainha Vermelha, é dividida de acordo com a cor de seu sangue: os de sangue vermelho são seres humanos ordinários e os de sangue prateado são portadores de habilidades especiais, tais como a capacidade de manipular elementos naturais, ler mentes e induzir pessoas. Neste desvantajoso cenário, os vermelhos são governados através de um regime monárquico, de forma opressora pelos prateados. Enquanto os habitantes de vilarejos “vermelhos” trabalham em demasia, são enviados à guerra e vivem em situações de extrema pobreza, os prateados ostentam luxo e riqueza.

As habilidades dos prateados conferem a eles controle e poder sobre os vermelhos. Os poucos que discordam da forma com a qual são explorados, ou não obedecem às leis criadas pela classe opressora, acabam severamente punidos e até mesmo, mortos. Sendo assim, existe entre os vermelhos um enorme sentimento de revolta, mas também medo, pois se consideram e são considerados inferiores perante seus poderosos governantes.

Dentro deste contexto, a trajetória de Mare é marcada pela guerra; integrante de uma família de cinco irmãos, três foram enviados para a batalha, e seu pai, retornou da mesma deficiente. Logo, a convocação de seu melhor amigo, Kilorn, leva a protagonista a tomar atitudes desesperadas.

E é neste momento que a protagonista toma conhecimento da Guarda Escarlate, organização formada por vermelhos que buscam direitos igualitários e melhores condições de vida e trabalho. Para isso, atuam de forma violenta, atacando os prateados e suas construções, pois acreditam ser a única maneira de serem reconhecidos e respeitados pela classe opressora.

Ao tentar conseguir a quantia para ingressar na Guarda e fugir do vilarejo, Mare conhece Cal, príncipe e futuro Rei de Norta. Sem saber de quem se trata, porém muito intrigada com a atenção que ele lhe dispõe, Mare o deixa a par de sua situação, confessando suas inseguranças, sentimentos e insatisfações para o prateado. Comovido e interessado, Cal solicita que a jovem seja convocada para trabalhar como criada dentro do Castelo, com o intuito de livrá-la da guerra.

Já no castelo, por acidente Mare descobre também ter poderes, algo considerado impossível para um vermelho. A personagem é, então, obrigada pelo Rei Tiberius e pela perigosa Rainha Elara a participar de uma manobra política: sua identidade é alterada, fingindo que ela é uma prateada. Além disso, Mare é nomeada noiva de Maven, irmão mais novo de Cal. Tudo para que o fato de que vermelhos também podem ser poderosos não venha à tona, desestabilizando ainda mais a ordem política que, neste ponto, esta sofrendo severas ameaças da Guarda Escarlate.

A dinâmica entre os irmãos é um dos pontos centrais que “costuram” a história. Enquanto Cal aceita seu destino e se prepara para assumir o lugar do pai, concordando com a dinâmica política estabelecida, também deseja ser um governante mais justo; já Maven, que cresce à sombra do irmão mais velho, mostra-se completamente contrário à segregação e exploração dos vermelhos. A relação dos dois com Mare irá se transformar e confundi-la diversas vezes ao longo da trama, o que irá resultar em consequências marcantes.

Diferente das outras obras literárias citadas, neste caso, o sentimento da protagonista pelos irmãos afeta, e ao mesmo tempo corresponde, aos fatos políticos que se desencadeiam no enredo. O romance é crucial, mas não desvia do foco principal da história: a disputa pelo governo de Norta. Desenvolve-se então uma complexa trama política e emocional, carregada de reviravoltas, juramentos, desconfianças e segredos.

Com a narrativa extremamente detalhada e bem construída, o leitor fica a par de todo o conturbado caminho vivido pela protagonista: a descoberta de seu poder, sua desconfiança e ódio para com os prateados, a dualidade de sentimentos por Cal e Maven, o medo de Elara, a dor da perda, a dedicação à causa, e finalmente: a compreensão do que é trair e ser traída.

Engana-se quem pensa que A Rainha Vermelha tem como objetivo contar a história de um triângulo amoroso. Com mudanças repentinas no curso da história, somadas a personagens complexos e contraditórios, trata-se de uma trama extremamente política. Aborda temas como preconceito, justiça, valores familiares, amizade, confiança, ambição, benevolência, estratégia e um toque de romance. Com um final aparentemente previsível, porém surpreendente (no maior estilo George R. R. Martin que, para quem não sabe, é uma das maiores referências da escritora), a obra é daquelas que prende o leitor, passa sua mensagem, faz refletir e deixa as lacunas certas abertas para sua continuação.

—————————————————————————————————————————————–

Nota da Leitora Dinâmica (alerta Spoiler!):

Quando comecei a leitura, parecia que a semelhança com a obra de George R. R. Martin se resumia apenas aos nomes, cores de Casas e um trono desejado. Porém, ao chegar o fim da história, fica impossível não traçar um paralelo da relação entre Elara e Maven com a de Cersei e Jeoffrey em Game of Thrones. Aliás, pode-se dizer que Elara é uma temida espécie de “Cersei com poderes sobrenaturais”, o que deixou a dinâmica final da história, excepcional.

13277947_1138224019577971_16695235_n

Sobre a autora: Victoria Aveyard

victoriaaveyard

Victoria Aveyard é uma escritora americana de 25 anos, formada com BFA em Screenwriting (algo como produção de roteiros) pela Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles e representada pela Suzie Townsend em New Leaf Literary & Media, Inc. O livro A Rainha Vermelha, vencedor em 2015 do prêmio Goodreads Choice Awards Melhor Debut Novel, é o resultado de um difícil ano em sua vida, pois a escritora havia terminado a faculdade  e estava desempregada.

Dividindo seu tempo entre a sua cidade natal, East Longmeadow – Massachusetts e Los Angeles, ela atualmente trabalha no terceiro volume da série A Rainha Vermelha dentre outros projetos literários e também para o cinema. Fã de Game of Thrones e Netflix, tem como orgulho pessoal ter viajado de Edimburgo à Londres sem a ajuda de um GPS.

Fontes: Skoob e Página pessoal da autora.

 

Site da escritora: http://victoriaaveyard.com/

Blog da escritora: www.victoriaaveyard.blogspot.com

Página no facebook: https://www.facebook.com/victoriaaveyard

Twitter: @victoriaaveyard

A Rainha Vermelha: Sinopse do Livro

rainhavermelha

A Rainha Vermelha é o primeiro de uma série de quatro livros, escritos por Victoria Aveyard, lançado no Brasil em junho de 2015 pela Editora Seguinte. Em janeiro deste ano foi lançado um livro chamado A Coroa Cruel, contendo dois contos da série – Canção da Rainha e Cicatrizes de Aço – seguido do segundo volume, A Espada de Vidro, em fevereiro. O terceiro livro, Kings Cage (ainda sem título oficial divulgado em português), tem data de lançamento prevista para fevereiro de 2017. Estima-se que o último volume seja lançado em 2018 (a autora já revelou em entrevistas à diversos veículos de comunicação que precisa de um ano para escrever cada livro).

Como a série teve grande aceitação do público e consequentemente um alto número de vendas, recentemente a Universal Pictures divulgou a compra dos direitos do primeiro e segundo volumes para uma adaptação cinematográfica. Alguns nomes já estão sendo confirmados para a produção, dentre eles: Gennifer Hutchison (Breaking Bad) como responsável pelo roteiro, a produção a cargo da BenderSpink – famosa por filmes como Efeito Borboleta e o Chamado – e de Pouya Shahbazian, produtor da série Divergente. Com relação à direção, os rumores de que a atriz Elizabeth Banks (que atuou na série Divergente e dirigiu o segundo volume de A Escolha Perfeita) seria a responsável foram confirmados e já aconteceu até um encontro com a escritora:

a rainha vermelha 1

Agora, só resta aos fãs aguardar o lançamento do filme e dos novos volumes da série. Para amenizar a espera, A Rainha Vermelha será o livro da semana aqui no Leitora Dinâmica! Vejam, então, a sinopse do primeiro volume da série – e, em breve, a sua resenha! Boa Leitura!

SINOPSE:

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

Fonte: Editora Seguinte