Resenha do Livro: Agora e para sempre, Lara Jean – Jenny Han, Ed. Intrínseca

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Saber a hora de parar. Acredito que isto seja essencial para o escritor, mas entendo a questão comercial, contratos, marketing, etc. E aí infelizmente escritores fantásticos terminam trilogias igualmente maravilhosas com volumes fracos. E eu sinto muito que isto tenha acontecido com Jenny Han.
A própria escritora já falou que não tinha planos de escrever um terceiro livro, mas diante do justificado sucesso dos dois primeiros volumes da série “Para todos os garotos que já amei”, outro foi solicitado. E antes que vocês me matem nos comentários aqui embaixo entendam: o livro não é ruim mas está muito aquém da qualidade dos outros dois.
Li em dois dias e fiquei com a sensação de que não tinha lido história nenhuma, não absorvi nada. O livro tem algumas temáticas interessantes, como a frustração de Lara Jean ao não entrar na faculdade que sempre sonhou, o embate de Margot e a madrasta, a relação de Peter com o pai, o confronto entre Lara J. e a mãe de Peter, a primeira vez do casal protagonista… Todos plots ótimos mas MUITO pouco ou quase não desenvolvidos. Li esperando consequências dos atos, ações e ao final do livro – com exceção do casamento – parecia que os personagens estavam iguais ao início dele. Não houve uma “curva de amadurecimento” – ok, talvez um pouco por parte de Lara Jean – mas infinitamente menor do que nos volumes anteriores.
Amo Jenny Han, li todos os livros dela com exceção da série com Siobhan Vivian (que já está na fila), mas fiquei frustrada com este livro. Talvez por ter me apaixonado pelos outros e me impressionado muito com eles. Na minha opinião, a escritora poderia sim ter parado ao fim do segundo livro e a história teria sido concluída com excelência.

To the Bone, novo filme da Netflix com Lily Collins

Sou fã confessa da @lilyjcollins desde “Espelho espelho meu” (me julguem!) então fiquei muito feliz quando, esta semana, a @netflix@netflixbrasil divulgou o trailer de To the Bone @tothebonemovie .

O filme conta a história de Ellen (interpretada por Collins), uma garota que luta contra a anorexia. O elenco possui outros nomes de destaque como Keanu Reeves, Liana Liberato e Alex Shap.

O drama, com direção de Marti Noxon de Objetos Cortantes, estreia em 24 de julho! Vamos aguardar!

Crítica: Orange is the new Black, 5a temporada

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É difícil começar a assistir uma série como Orange is the new black e não viciar. As duas primeiras temporadas tiveram um fôlego incrível, e confesso que ao assistir o season finale da 2a, dei tantas demonstrações de empolgação que minha mãe perguntou o que estava acontecendo quando entrou na sala. Por empolgação também comprei o livro que deu origem a série – mas confesso que nunca o li.
E aí veio uma terceira temporada MUITO sem graça e chata; arrastada, sem muitas reviravoltas e com um final digno de encerramento de série. Então quando a 4a temporada foi lançada, não me interessei, tinha decidido que iria abandonar a história.
Um ano se passou e vi, sem querer, ao preview do que seria já a 5a temporada, prestes a ser lançada. Minha curiosidade foi atiçada novamente e assisti ambas – 4a e 5a – quase que continuamente. E fiquei muito satisfeita com o resultado!
Com uma nítida mudança na configuração, a trama passou a focar em outras personagens do núcleo principal, não apenas em Piper, e com isso a história ganhou fôlego e uma gama enorme de assuntos a serem tratados, além de colocar em evidência o vasto e talentoso elenco que possui.
Os produtores abriram mão de plots que não funcionavam mais e repetiram os que deram certo (Uzo Aduba é sempre um acerto!). Acertaram também em ambos os seasons finale, onde o final é aberto, com o episódio terminando no ápice da tensão da trama (destaque para os minutos finais da 5a temporada, com uma reviravolta digna de Game of Thrones). É claro que algumas arestas ainda precisam ser aparadas, como a presença insignificante e irritante das personagens “viciadas” Leane e Angie. Já Laverne Cox teve muito menos destaque do que merecia, o que foi uma pena.
Com certeza o ponto alto foi a atuação de Danielle Brooks como Taystee – digna de premiação.
OITNB termina sua 5a temporada com saldo positivo, e deixa um bom gas para a sexta (e possível) última temporada! À aguardar!

A Guerra que Salvou a Minha Vida, Kimberly Bradley – Darkside Books

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Na minha última visita à Saraiva, ao entrar na livraria, minha atenção foi completamente capturada por ele. Tenho um fraco por capas e edições bonitas e essa logo me chamou atenção.
Quando peguei o livro em mãos e vi que a editora era a DarkSide (outro ponto fraco meu) eu já tinha certeza que iria levar o livro e nem tinha lido a sinopse.
E ao ler meus olhos se iluminaram; A Guerra que Salvou a Minha Vida, da escritora Kimberly Bradley, conta a história da Segunda Guerra pelos olhos de uma menina refugiada em seu próprio país, e que como diz a contracapa, “teve a chance que Anne Frank não teve”. Não me lembro exatamente quando a Segunda Guerra tornou-se um tópico de extremo interesse para mim, mas me lembro de implorar ao 10 anos para assistir A Lista de Schindler (ela não deixar, e eu assistir escondido em algum momento). A esta altura eu ja tinha lido “O diário de Anne Frank” e a medida que os anos foram passando, fui consumindo todo o material possível relacionado ao assunto, de documentários a filmes, principalmente os focados nos campos de concentração. Com a correria da vida e o grande volume de leitura, acho que não lia nada sobre a temática desde O menino do pijama listrado.
No final, a capa bonita de uma editora querida, provou-se um livro que estou contando os segundos para ler. Em breve, conto para vocês o que achei! Grande beijo!

Resenha do livro: Eu e Você no fim do Mundo

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O livro “Eu e você no fim do mundo” da escritora americana Siobhan Vivian (responsável por diversos romances como a série “Olho por olho”, escrita em parceria com Jenny Han, de “Para todos os garotos que já amei”), me chamou atenção no momento em que vi o post da Intrínseca.
O enredo conta a história de Keeley, uma menina muito bem humorada e impulsiva, cuja cidade – Aberdeen – deve ser evacuada devido a uma iminente inundação. Diante do fim de suas vidas como são e de seus lares, a protagonista e seus amigos veem no acontecimento a oportunidade de aproveitar ao máximo o tempo que ainda tem juntos; e Keeley de declarar finalmente sua paixão pelo veterano Jesse Ford.
Mesmo conhecendo e gostando da escrita de Siobhan, o livro me surpreendeu; a temática de “fim do mundo” onde os personagens reagem das mais diversas e extremas formas possíveis sempre me agrada. Todo o contexto envolvendo a personagem principal é bem desenvolvido e resolvido, desde o campo familiar, até suas amizades e conflitos pessoais.
Se houve algum ponto que possa ser ressaltado como negativo, para mim seria o final. Não o desfecho em si,mas a forma como ele foi “acelerado” perante o desenrolar do livro como um todo. Minha percepção foi de que seriam necessários três capítulos extras para o fechamento, de maneira que ele se equiparasse com o restante do enredo. Faltaram algumas lacunas a serem preenchidas e melhor explicadas. Mas isto realmente não interfere na qualidade do livro como um todo.
O livro está classificado como “young adult” (aliás demorei certo tempo para encontra-lo na Saraiva, que juntou a seção aos livros infantis – revejam isto por favor!), mas considerei uma leitura extremamente madura. Indico!
Ps (com mini spoiler): durante a leitura fui nutrindo uma raiva absurda pelas “amigas” de Keeley, Morgan e Elise, algo que se confirmou ao final do livro. Apesar de seus erros e sua infantilidade, Keeley também é muito magoada e até mesmo humilhada pelo restante do “trio”. Mesmo assim, a protagonista tenta pedir perdão e recebe inúmeras grosserias em resposta. Terminei o livro com uma raiva colossal de Morgan, que escreveu aquela carta ridícula para mais uma vez magoar a dita “amiga”

Dear White People, Netflix:

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Assisti ao primeiro episódio de Dear White People, nova produção da Netflix baseada no filme homônimo, logo na semana de estreia e não me empolguei; achei confuso, com um enredo que andava em círculos e uma “protagonista” sem carisma. Apesar da curiosidade em torno das polêmicas provocadas pela série, que foi acusada por muitos nos Estados Unidos como “apologia e violência contra brancos, reduzindo-os a esteriótipos racistas”, deixei o seriado de lado, ali na minha lista, sem dar muita atenção.
Até que em uma noite de insônia resolvi dar uma nova chance e tive uma grata surpresa. A dinâmica, onde cada episódio é focado em um personagem envolvido na trama central prende a atenção do telespectador, e as discussões propostas são mais que válidas nos dias de hoje. O uso de alguns casos reais de racismo nos Estados Unidos deu veracidade e embasamento para os acontecimentos do enredo.
Os destaques vão para os episódios focados em Reggie e Gabe. O primeiro pelo choque sofrido pelo personagem ao constatar que a cor de sua pele se sobrepõe a todo seu esforço e dedicação, exaltando sua vulnerabilidade; o segundo por mostrar que mesmo a mais politizada das pessoas pode ter o racismo entranhado em suas origens, repetindo padrões e argumentos condenáveis. Aliás, a presença de Gabe e seu papel como um todo – do início ao fim do programa – “abre caminho” para muitas discussões produtivas (mesmo com a bem mediana interpretação de John Patrick Amedore, de Efeito Borboleta).
Maratonei em um dia e gostei muito do resultado final, a temporada consegue concluir de forma satisfatória os plots abertos e ainda deixa ganchos positivos para uma possível segunda temporada. Apesar da pouca mídia de divulgação e da baixa receptividade – se comparada a outras produções da Netflix – especula-se que a segunda temporada já esteja sendo escrita por Justin Simien.
Indico muito a serie, que me deu pontos de vista diversos sobre um problema antigo e sério que infelizmente, ainda persiste.

Feliz dia dos Namorados!

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Aquele casal que você – e todo mundo – deve respeitar.

❤️Feliz dia dos Namorados❤️ gente!

Atrasadinho, hehe!

Caso alguém não saiba, na foto: Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

(Se ainda não sabe quem são, corre pro Wikipedia!😱)

Publicado em 12 de junho de 2017

Bibliotecas do Mundo: Biblioteca Pública de Nova York

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Na série “Bibliotecas do Mundo” temos as imagens da Biblioteca Pública de NY, possuidora do quarto maior sistema do mundo! Devido ao seu tamanho e acervo, precisa de um número impressionante de filiais diferentes – cerca de 93 – distribuídas por Manhattan, Bronx e Staten Island.

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A mais conhecida e “monumental” de todas as instituições é a Filial Central na Quinta Avenida, que é tão famosa por sua coleção de livros quando por suas aparições cinematográficas, que inclui filmes como Bonequinha de Luxo e um episódio do conhecido seriado Seinfeld.
Apesar de pública, é gerenciada pelo poder privado, através de uma corporação não-lucrativa, operando com financiamento público e privado conjuntamente.
Mesmo com o silêncio do local, muitos dizem sentir dificuldades de dar foco às leituras, diante de um ambiente tão incrível, com destaque para o Salão de Leitura Principal Rose.

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Já entrou para a lista dos “sonhos de consumo de viagens”!

Fonte: site Momondo
www.momondo.com.br