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Gypsy, a nova série da Netflix.

Está disponível na Netflix a série Gypsy. Criada por Lisa Rubin e com Naomi Watts no papel principal, a trama conta a história de Jean Halloway, uma psicóloga renomada e que aparentemente possui uma vida estabilizada; casada com o advogado Michael Halloway, com quem tem uma filha, Jean começa a desenvolver relacionamentos ilícitos e conturbados com seus pacientes e pessoas ligadas à eles.
Com 10 episódios, o thriller psicológico mostra uma mulher tomando atitudes extremas e sucumbindo ao desejo – algo que pode colocar tudo a perder.
Apesar de uma certa implicância com a atriz, estou curiosa sobre a série, me interesso bastante por suspenses inteligentes, o que me parece ser o caso. À conferir!

Sense 8 retornará para um episódio final de duas horas!

@netflixbrasil@netflix confirmou e @sense8 voltará para um episódio final especial de duas horas! Felicidade para os fãs, que assim como eu, queriam respostas (e o Wolfgang a salvo❤️)!

Ponto pra netflix que ouviu as milhões de reclamações dos fãs – especialmente brasileiros – e decidiu dar um fechamento para a série!

Agora é só aguardar!

The Handmaid’s Tale, nova série do Hulu

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Precisamos falar sobre The Handmaid’s Tale, a nova série do Hulu, plataforma similar ao Netflix. Baseada no livro “O Conto da Aia”, lançado em 1985 por Margareth Atwood, a série encerrou recentemente, sua 1ª temporada de 10 episódios com louvor. A história –uma distopia – acontece nos EUA, em um mundo pós-terrorismo onde mulheres encontram inúmeras dificuldades para gerar filhos.

Após um atentado terrorista assassinar o Presidente e outros importantes políticos, uma facção católica extremista toma o poder, transformando o país na República de Gilead. Um regime totalitário e patriarcal baseado nas leis do antigo testamento é implementado, extinguindo os direitos das minorias e mulheres. Neste contexto e com base nas passagens bíblicas, é criada a categoria de “aias”, mulheres férteis cuja única função é procriar.

A personagem principal da série é Offred/June, interpretada maravilhosamente por Elisabeth Moss (merecedora do Emmy, sem dúvida alguma!). Capturada enquanto tentava fugir para o Canadá com seu marido e filha, June torna-se uma Aia, após um rigoroso treinamento envolvendo torturas físicas e psicológicas. Designada para um comandante do alto escalão, passa a se chamar Offred, e é daí que a história se desenrola.

O elenco que conta com nomes como Alexis Bledel (Rory Gilmore), Joseph Fiennes, Samira Wiley (a saudosa Pussey de OITNB), e Ann Dowd dentre outros, é excelente em sua totalidade, com todas as atuações dignas de destaque. Bem escrito, bem dirigido e com uma fotografia impecável, The Handmaid’s Tale vem ganhando grande destaque não apenas pelos motivos já citados, mas também pelas questões feministas e sociais abordadas, principalmente com o conturbado cenário político dos EUA de Trump.

Vejam a série e tirem suas conclusões. Em breve começarei a leitura quase obrigatória do livro – e claro, contarei para vocês o que achei. Assistam!
Ps. Destaque para o ep8, melhor cenografia e trilha sonora + direção que vi em muito tempo!

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Crítica: Orange is the new Black, 5a temporada

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É difícil começar a assistir uma série como Orange is the new black e não viciar. As duas primeiras temporadas tiveram um fôlego incrível, e confesso que ao assistir o season finale da 2a, dei tantas demonstrações de empolgação que minha mãe perguntou o que estava acontecendo quando entrou na sala. Por empolgação também comprei o livro que deu origem a série – mas confesso que nunca o li.
E aí veio uma terceira temporada MUITO sem graça e chata; arrastada, sem muitas reviravoltas e com um final digno de encerramento de série. Então quando a 4a temporada foi lançada, não me interessei, tinha decidido que iria abandonar a história.
Um ano se passou e vi, sem querer, ao preview do que seria já a 5a temporada, prestes a ser lançada. Minha curiosidade foi atiçada novamente e assisti ambas – 4a e 5a – quase que continuamente. E fiquei muito satisfeita com o resultado!
Com uma nítida mudança na configuração, a trama passou a focar em outras personagens do núcleo principal, não apenas em Piper, e com isso a história ganhou fôlego e uma gama enorme de assuntos a serem tratados, além de colocar em evidência o vasto e talentoso elenco que possui.
Os produtores abriram mão de plots que não funcionavam mais e repetiram os que deram certo (Uzo Aduba é sempre um acerto!). Acertaram também em ambos os seasons finale, onde o final é aberto, com o episódio terminando no ápice da tensão da trama (destaque para os minutos finais da 5a temporada, com uma reviravolta digna de Game of Thrones). É claro que algumas arestas ainda precisam ser aparadas, como a presença insignificante e irritante das personagens “viciadas” Leane e Angie. Já Laverne Cox teve muito menos destaque do que merecia, o que foi uma pena.
Com certeza o ponto alto foi a atuação de Danielle Brooks como Taystee – digna de premiação.
OITNB termina sua 5a temporada com saldo positivo, e deixa um bom gas para a sexta (e possível) última temporada! À aguardar!

Dear White People, Netflix:

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Assisti ao primeiro episódio de Dear White People, nova produção da Netflix baseada no filme homônimo, logo na semana de estreia e não me empolguei; achei confuso, com um enredo que andava em círculos e uma “protagonista” sem carisma. Apesar da curiosidade em torno das polêmicas provocadas pela série, que foi acusada por muitos nos Estados Unidos como “apologia e violência contra brancos, reduzindo-os a esteriótipos racistas”, deixei o seriado de lado, ali na minha lista, sem dar muita atenção.
Até que em uma noite de insônia resolvi dar uma nova chance e tive uma grata surpresa. A dinâmica, onde cada episódio é focado em um personagem envolvido na trama central prende a atenção do telespectador, e as discussões propostas são mais que válidas nos dias de hoje. O uso de alguns casos reais de racismo nos Estados Unidos deu veracidade e embasamento para os acontecimentos do enredo.
Os destaques vão para os episódios focados em Reggie e Gabe. O primeiro pelo choque sofrido pelo personagem ao constatar que a cor de sua pele se sobrepõe a todo seu esforço e dedicação, exaltando sua vulnerabilidade; o segundo por mostrar que mesmo a mais politizada das pessoas pode ter o racismo entranhado em suas origens, repetindo padrões e argumentos condenáveis. Aliás, a presença de Gabe e seu papel como um todo – do início ao fim do programa – “abre caminho” para muitas discussões produtivas (mesmo com a bem mediana interpretação de John Patrick Amedore, de Efeito Borboleta).
Maratonei em um dia e gostei muito do resultado final, a temporada consegue concluir de forma satisfatória os plots abertos e ainda deixa ganchos positivos para uma possível segunda temporada. Apesar da pouca mídia de divulgação e da baixa receptividade – se comparada a outras produções da Netflix – especula-se que a segunda temporada já esteja sendo escrita por Justin Simien.
Indico muito a serie, que me deu pontos de vista diversos sobre um problema antigo e sério que infelizmente, ainda persiste.

Bibliotecas do Mundo: Biblioteca Pública de Nova York

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Na série “Bibliotecas do Mundo” temos as imagens da Biblioteca Pública de NY, possuidora do quarto maior sistema do mundo! Devido ao seu tamanho e acervo, precisa de um número impressionante de filiais diferentes – cerca de 93 – distribuídas por Manhattan, Bronx e Staten Island.

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A mais conhecida e “monumental” de todas as instituições é a Filial Central na Quinta Avenida, que é tão famosa por sua coleção de livros quando por suas aparições cinematográficas, que inclui filmes como Bonequinha de Luxo e um episódio do conhecido seriado Seinfeld.
Apesar de pública, é gerenciada pelo poder privado, através de uma corporação não-lucrativa, operando com financiamento público e privado conjuntamente.
Mesmo com o silêncio do local, muitos dizem sentir dificuldades de dar foco às leituras, diante de um ambiente tão incrível, com destaque para o Salão de Leitura Principal Rose.

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Já entrou para a lista dos “sonhos de consumo de viagens”!

Fonte: site Momondo
www.momondo.com.br

Sobre a série: Big Little Lies, HBO

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Sei que estou atrasada, já havia recebido algumas msgs “vc não tá vendo Big Little Lies?”, mas o fato é que a Netflix me deixou mal acostumada e, com exceção de GOT, prefiro ver as séries quando todos os episódios estão disponíveis. Então assisti a temporada toda de uma vez só.
O livro de Liane Moriarty é muito bom, a história é muito bem amarrada e a personalidade das 3 personagens principais analisadas à fundo. Por isso fiquei temerosa quando soube da adaptação mas, gostei bastante da série.
Assim como a grande maioria das produções da HBO, a fotografia e o figurino são impecáveis; outro destaque é a trilha sonora, que em grande parte das cenas ficou a cargo de Chloe, uma estratégia diferente e bem interessante (aliás, tem playlist no Spotify). Quanto às atrizes, o trio funciona bem; Reese W. está impecável desde o início, e Nicole K. em uma atuação crescente, digna de indicação à prêmio. O único elo fraco foi a escalação de Shailene Woodley como Jane; a atriz não convence como mãe solteira de uma criança fruto de um estupro, atua ora com uma expressividade forçada, ora de forma inexpressiva e acaba apagada por suas colegas de cena. Quem leu o livro sabe do “psicológico complexo” de Jane, e a atuação da atriz não honrou as “nuances” da personagem. (Mas faço aqui um “mea culpa”: não gosto de Shailene como atriz). Um destaque foi a atuação de Laura Dern como Renata; mesmo não estando entre o trio principal, a atriz roubou a maioria das cenas em que esteve presente.
Algumas modificações na estrutura da história foram feitas e pessoalmente, não me agradaram. O plot do “affair” de Madeline é desnecessário para a história. A sequência final – e que amarra toda a trama – ficou confusa e não recebeu a devida importância. A exclusão do enredo dos abusos sofridos por Bonnie, minimizaram sua reação e o “acontecimento fatal”. Apesar dos altos e baixos o resultado final é positivo, mas se o número de episódios fosse maior, teria sido excelente.
Assistam, mas leiam o livro antes – que como quase sempre acontece, é bem melhor.
Ps1. Destaque para o elenco infantil, quero uma Chloe para mim!
Ps2. Aceito tb uma fantasia igual a da Madeline na Triva Night tb!

Sobre a série: You, Me & Her

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O Netflix tem um conteúdo enorme, o que consequentemente traz coisas boas e… outras nem tanto.
Quando li sobre a série “You Me Her”, que retrata um relacionamento poliafetivo, fiquei bastante interessada, pois confesso não ter opinião formada sobre o assunto. Fui assistir e fiquei muito, muito decepcionada.
Com Rachel Blanchard (Patricinhas de Beverly Hills, lembra?), Priscilla Faia e Greg Poehler (irmão da comediante Amy Poehler) no elenco, a série não convence. As atuações são fraquíssimas e o enredo ao inserir comédia ao tema beira o “non sense”. As cenas entre os três que poderiam ser sensuais são ensaiadas e frias (e com uma pegada machista, dando sempre ênfase à interação entre as mulheres). Discussões importantes como preconceito, valores ditos tradicionais e as questões que um relacionamento deste caráter envolvem são tratadas de forma frívola.
A série ao invés de tratar o tema (mesmo que seja com bom humor) de forma realista, transforma tudo em uma desculpa para todos os personagens encherem a cara, se drogarem e agirem de forma impulsiva e irresponsável o tempo todo, como se não houve outra coisa a se fazer. Acredito que caso eu estivesse ou defendesse relacionamentos poliafetivos, me sentiria ofendida com a forma com a qual a questão é tratada.
Terminei a 1a temporada, e não recomendo. Curiosamente a série foi renovada e existe uma 2a temporada, ainda em curso.