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The Affair e a polêmica 4a temporada:

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Unicamente para atender a um (mau) hábito que adquiri na “Era Pós-Netflix”, onde passei a assistir a temporada de uma série inteira em sequência, aguardei o fim da 4a temporada de The Affair para começar a vê-la. Péssima, péssima ideia.

– ALERTA SPOILERS –

Por mais que eu tente normalmente fugir de spoilers de séries, nunca achei que um dos mais surpreendente deles aconteceria com The Affair. Bastou o episódio 9 ir ao ar para toda a especulação em torno da saída da atriz Ruth Wilson, que interpreta Alison, ganhar forma e vir à tona violentamente. Inusitadamente, fiquei sabendo do destino da personagem por um amigo. A partir daí fui me informar melhor sobre o ocorrido e sim, comecei a assistir aos episódios imediatamente.

Mesmo com toda a polêmica divulgada na mídia envolvendo a saída da atriz – desigualdade salarial com o ator Dominic West, divergências com a produção, grande número de cenas – ao terminar de assistir o episódio 9, onde em uma cena bizarra e maravilhosa Noah e Cole são avisados da morte de Alison (aliás foi o momento em todo o seriado que mais demostrou a diferença de personalidade entre eles), e depois de acompanhar todo os arco dos personagens durante a temporada, achei a morte de Alison muito pertinente e verossímil dentro do roteiro. De uma forma bastante triste, é verdade, mas entendam: estávamos diante de uma personagem que já tinha sofrido vários abusos, foi sexualizada por todos a vida inteira, perdeu um filho em um acidente trágico e culpava-se por isto, tinha uma mãe irresponsável e desorganizada emocionalmente, descobriu ser filha de um estupro de um pai que reaparece quase 40 anos depois querendo um órgão seu (que novela mexicana esse plot do pai né?!), além de um quadro de depressão crônica; portanto um suicídio pertencia ao histórico da personagem. Fechava – tristemente – um ciclo de uma vida dura e extremamente infeliz.

Antes que eu leve uma bronca por dizer algo irresponsável: suicídio não é resposta para nada, não é solução e se você está passando por algo, por menor que seja, procure ajuda! Depressão é algo sério que precisa ser tratado, ok?! Estamos no “setembro amarelo” e quanto mais nos ajudarmos, menos sofreremos com esta dor que só quem passou ou passa, sabe o quao difícil é. Caso queira conversar com alguém procure o CVV (Centro de Valorização da Vida): https://www.cvv.org.br/ da sua cidade.

Voltando ao review….

Mas aí veio o season finale… e revolta é pouco perto do que eu senti.

Primeiro, vimos a mudança drástica que tivemos na estrutura da série, onde ambas as perspectivas que assistimos  no ep10 eram de Alison, porém uma tratava-se da realidade e a outra uma distorção dela, ou até mesmo uma fantasia. Minha interpretação é que a “verdade” está em algum ponto entre as duas narrativas. Segundo: entregaram a um personagem que não tinha nenhuma importância, carga ou envolvimento com o enredo, a responsabilidade de ser o assassino de uma das personagens principais. E mesmo com todo o descontrole dito – mas não mostrado – pertencente à Ben, a cena do assassinato de Alison foi algo “non-sense”, dentro de uma série que sempre abordou assuntos e relacionamentos cotidianos de forma crua e pragmática.

Terminei a temporada, e me dei conta que parecia que eu havia voltado dez anos na minha vida e estava assistindo mais uma vez à morte de Marissa em The O.C. E Alison – assim como Marissa – é uma personagem que possui tanto peso para a trama, que é impossível seguir com a série por mais uma temporada sem que a mesma tenha a sua presença, ou seja: é necessário lançar mão do recurso “quem matou x justiça x vingança” para que o roteiro se mantenha. Assim, Alison não está mais presente, mas o que já vimos e provavelmente iremos ver na 5a e última temporada é a forma como sua ausência afetará os demais personagens da trama, como eles reagirão à sua morte. O que é lamentável para uma produção como The Affair.

Mas vou mudar o foco negativo para o principal ponto positivo desta temporada: a atuação de Joshua Jackson e o excelente desenvolvimento de seu personagem, Cole. Minha adolescente interna tem uma queda pelo ator desde o Pacey de Dawson’s Creek, e até mesmo eu fiquei surpresa com a brilhante atuação feita por ele. A carga dramática do personagem não foi pequena, e no decorrer dos episódios vimos o personagem de Cole amadurecer simultaneamente com o desempenho do ator. Na minha opinião, ele merece um prêmio ou ao menos uma indicação por esta temporada.

Concluindo, é claro que irei assistir à ultima temporada de The Affair, mas admito que as minhas expectativas estão as mais baixas possíveis. Como fã, torço por justiça para Alison e um final feliz para Cole. Já do outro casal de protagonistas – Helen e Noah – eu não consigo nem pensar em algo, minha sensação é que seus plots ficaram apagados diante da morte de Alison e do desenvolvimento de Cole, mesmo com a sempre maravilhosa atuação de Maura Tierney. À aguardar, e torcer por um maior empenho dos roteiristas e redatores, para que a série tenha um encerramento digno de sua qualidade.

 

 

Hoje é dia de Emmy!

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Sim, este ano não foi Domingo e sim na Segunda!

Acontece hoje em Los Angeles – USA, a 70a Cerimônia do Emmy Awards, que será transmitida aqui pelo canal de tv à cabo TNT a partir das 20hrs (lembrando que para quem gostar de  ver as celebridades chegando ao local, o Red Carpet começa às 17hrs no canal E!).

E mais imprevisível do que o dia da semana da premiação, estão as apostas para os ganhadores deste ano. Acho que posso dizer que este será um dos Emmys mais concorridos dos últimos anos; o volume de excelentes produções  e canais na disputa é o maior já visto. Não temos como ter certeza de ganhador algum em um cenário onde The Handmaid’s Tale (Hulu), Game of Thrones (HBO), The Americans(FX), This is Us (NBC) e The Crown (Netflix) estão concorrendo na mesma categoria – Melhor Série de Drama – que também conta com Westworld (HBO) e Stranger Things (Netflix).

Normalmente tenho alguns palpites, esse ano só torcidas, rs! (Sterling K. Brown e Alexis Bledel por exemplo…)

E vocês? Me contem suas torcidas e apostas!

Vejam abaixo a lista completa de categorias e concorrentes (lembrando que alguns vencedores já foram anunciados junto com as categorias técnicas , os vencedores estão destacados) :

Melhor Série de Drama

Stranger Things – Game of Thrones – The Crown – The Handmaid’s Tale – This Is Us – Westworld – The Americans

 

Melhor Série de Comédia

Atlanta – Black-ish – Silicon Valley – Unbreakable Kimmy Schmidt – The Marvelous Mrs. Maisel – Curb Your Enthusiasm – GLOW – Barry

 

Melhor Telefilme

Black Mirror: USS Callister – Paterno -The Tale – Fahrenheit 451 – Flint

 

Melhor Minissérie ou Série Limitada

The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story -Godless – Patrick Melrose – The Alienist – Genius: Picasso

 

Melhor Ator em Série de Drama

Matthew Rhys (The Americans) – Sterling K. Brown (This Is Us) – Milo Ventimiglia (This Is Us) – Jeffrey Wright (Westworld) – Jason Bateman (Ozark) – Ed Harris (Westword)

 

Melhor Atriz em Série de Drama

Claire Foy (The Crown) – Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale) – Evan Rachel Wood (Westworld) – Keri Russell (The Americans) – Sandra Oh (Killing Eve) – Tatiana Maslany (Orphan Black)

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama

David Harbour (Stranger Things) – Mandy Patinkin (Homeland) – Peter Dinklage (Game of Thrones) – Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones) – Joseph Fiennes (The Handmaid’s Tale) – Matt Smith (The Crown)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama

Ann Dowd (The Handmaid’s Tale) – Alexis Bledel (The Handmaid’s Tale) – Yvonne Strahovski (The Handmaid’s Tale) – Millie Bobby Brown (Stranger Things) – Thandie Newton (Westworld) – Lena Headey (Game of Thrones) – Vanessa Kirby (The Crown)

 

Melhor Ator Convidado em Série de Drama

Ron Cephas-Jones (This Is Us) – Gerald McRaney (This Is Us) – Matthew Goode (The Crown) – Cameron Britton (Mindhunter) – Murray Abraham (Homeland) – Jimmi Simpson (Westworld)

 

Melhor Atriz Convidada em Série de Drama

Samira Wiley (The Handmaid’s Tale) – Diana Rigg (Game of Thrones) – Cicely Tyson (How to Get Away with Murder) – Cherry Jones (The Handmaid’s Tale) – Viola Davis (Scandal) – Kelly Jenrette (The Handmaid’s Tale)

 

Melhor Ator em Série de Comédia

Anthony Anderson (Black-ish) – Donald Glover (Atlanta) – William H. Macy (Shameless) – Larry David (Curb Your Enthusiasm) – Bill Hader (Barry) – Ted Danson (The Good Place)

 

Melhor Atriz em Série de Comédia

Pamela Adlon (Better Things) – Alison Janney (Mom) – Lily Tomlin (Grace & Frankie) – Tracee Ellis Ross (Black-ish) – Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel) – Issa Rae (Insecure)

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia

Alec Baldwin (Saturday Night Live) – Louie Anderson (Baskets) – Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt) – Brian Tyree Henry (Atlanta) – Henry Winkler (Barry) – Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel) – Kenan Thompson (Saturday Night Live)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia

Kate McKinnon (Saturday Night Live) – Leslie Jones (Saturday Night Live) – Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel) – Megan Mullally (Will and Grace) – Zazie Beetz (Atlanta) – Betty Gilpin (GLOW) – Laurie Metcalf (Roseanne) – Aidy Bryant (Saturday Night Live)

 

Melhor Ator Convidado em Série de Comédia

Donald Glover (Saturday Night Live) – Lin-Manuel Miranda (Curb Your Enthusiasm) – Bill Hader (Saturday Night Live) – Bryan Cranston (Curb Your Enthusiasm) – Sterling K. Brown (Brooklyn Nine-Nine) – Katt Williams (Atlanta)

 

Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia

Jane Lynch (The Marvelous Mrs. Maisel) – Tina Fey (Saturday Night Live) – Tiffany Haddish (Saturday Night Live) – Wanda Sykes (black-ish) – Maya Rudolph (The Good Place) – Molly Shannon (Will & Grace)

 

Melhor Ator em Série Limitada ou Telefilme

Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Antonio Banderas (Genius: Picasso) – Benedict Cumberbatch (Patrick Melrose) – Jeff Daniels (The Looming Tower) – John Legend (Jesus Christ Superstar) – Jesse Plemons (Black Mirror: USS Callister)

 

Melhor Atriz em Série Limitada ou Telefilme

Jessica Biel (The Sinner) – Michelle Dockery (Godless) – Sarah Paulson (American Horror Story: Cult) – Edie Falco (Law & Order True Crime: The Menendez Murders) – Laura Dern (The Tale) – Regina King (Seven Seconds)

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme

Jeff Daniels (Godless) – Brandon Victor Dixon (Jesus Christ Superstar) – Michael Stuhlbarg (The Looming Tower) – Edgar Ramírez (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Ricky Martin (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Finn Wittrock (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – John Leguizamo (Waco)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme

Penélope Cruz (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Judith Light (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Merritt Wever (Godless) – Adina Porter (American Horror Story: Cult) – Letitia Wright (Black Mirror: Black Museum) – Sara Bareilles (Jesus Christ Superstar)

 

Melhor Direção em Série de Drama

Stranger Things “The Gate”, Ross e Matt Duffer – Game of Thrones “Beyond the Wall”, Alan Taylor – Game of Thrones “The Dragon and the Wolf”, Jeremy Podeswa – The Crown “Paterfamilias”, Stephen Daldry – The Handmaid’s Tale, “After”, Kari Skogland – Ozark, “The Toll”, Jason Bateman – Ozark “Tonight We Improvise”, Daniel Sackheim

 

Melhor Direção em Série de Comédia

Atlanta “FUBU”, Donald Glover – Silicon Valley “Initial Coin Offering”, Mike Judge – Atlanta “Teddy Perkins”, Hiro Murai – Silicon Valley “Chief Operating Officer”, Jamie Babbit – The Marvelous Mrs. Maisel, “Pilot”, Amy Sherman-Palladino – Barry, “Make Your Mark”, Bill Hader – The Big Bang Theory, “The Bow Tie Symmetry”, Mark Cendrowski

 

Melhor Direção em Série Limitada ou Telefilme

American Crime Story, “The Man Who Would Be Vogue”,  Ryan Murphy – Godless, Scott Frank – Twin Peaks, David Lynch – The Looming Tower, “9/11”, Craig Zisk – Jesus Christ Superstar, David Leveraux e Alex Rudzinki – Paterno,  Barry Levinson – Patrick Melrose, Edward Berger

 

Melhor Roteiro em Série de Drama

The Handmaid’s Tale, “June”, Bruce Miller – The Americans, “START”, Joel Fields e Joe Weisberg – Stranger Things, “The Gate, Ross e Matt Duffer – The Crown, “Mystery Man”, Peter Morgan – Game of Thrones, “The Dragon and the Wolf”, David Benioff e D. B. Weiss – Killing Eve, “Nine Face”, Phoebe Waller-Bridge

 

Melhor Roteiro em Série de Comédia

Atlanta, “Alligator Man”, Donald Glover – Atlanta, “Barbershop”, Stefani Robinson – Silicon Valley, “Fifty-One Percent”, Alec Berg – The Marvelous Mrs. Maisel, “Pilot”, Amy Sherman-Palladino – Barry, “Make Your Mark”, Alec Berg e Bill Hader – Barry, “Loud, Fast And Keep Going”, Liz Sarnoff

 

Melhor Roteiro em Série de Limitada ou Telefilme

American Crime Story “Creator/Destroyer”, Tom Rob Smith e Maggie Cohn – Godless, Scott Frank – American Crime Story “House By The Lake”, Tom Rob Smith – Twin Peaks, David Lynch e Mark Frost – American Vandal, “Clean Up”, Kevin McManus e Matthew McManus – Patrick Melrose, David Nicholls

 

Melhor Programa de Esquetes

Saturday Night Live – Portlandia – Drunk History – Tracey Ullman’s Show – I Love You, America – At Home with Amy Sedaris

 

Melhor Programa de Variedade

Full Frontal with Samantha Bee – Jimmy Kimmel Live! – Last Week Tonight – The Daily Show with Trevor Noah – The Late Late Show with James Corden – The Late Show with Stephen Colbert

Review: American Horror Story: Apocalypse – EP01 – “The End”

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Como foi amplamente divulgado, a 8ª temporada da série American Horror Story intitulada “Apocalypse”, será um crossover entre as temporadas Murder House (1ª) e Coven (3ª). Neste cenário, pouco foi dito sobre a trama, mas logo veio à público os atores envolvidos na produção e, consequentemente, personagens que retornariam à série. É importante frisar que alguns atores interpretarão mais de um personagem, alguns já conhecidos e outros novos – como é o caso de Sarah Paulson que atuará como Billy Jean, Cordélia e a vilã Veneable.

 

– ALERTA SPOILERS –

!!!

Mas se você estava ansioso para rever seus personagens já conhecidos, não foi isso que aconteceu em “The End”; logo no início do episódio somos apresentados à bilionária Coco (Leslie Grossman), seu cabeleireiro Gallant (Evan Peters) e sua assistente Mallory (Billy Lourd) em meio a um cenário de caos total. O noticiário em looping e os alertas de celular explicam que o mundo está sofrendo uma série de ataques nucleares em consequência da 3ª Guerra Mundial, e que o próximo deles acontecerá em Los Angeles. Após saber que tem acesso a um local seguro comprado por seu pai, Coco embarca em um avião com seus companheiros e também com a avó de Gallant, Evie (Joan Collins), uma deslumbrada atriz que já viveu seus dias de glória. Do avião, eles assistem ao míssil atingindo a cidade.

Em outro plot acompanhamos o atleta Timothy (Kyle Allen) ser aceito na UCLA minutos antes do ataque. Logo em seguida, agentes de uma empresa intitulada Cooperativa invadem sua casa e o levam para “um local seguro”, alegando interesse no DNA do jovem. Na quarentena ele conhece outra jovem, Emily (Ashley Santos), que foi levada da mesma forma. Após uma passagem de tempo de 2 semanas, eles são levados para o “tal lugar seguro”, chamado Posto 3.

Chegando lá são recebidos por Mrs. Veneable (S. Paulson) que lhes explica o funcionamento do lugar e suas regras. Neste momento vemos Kathy Bates como Miriam Mead, uma militar “braço direito” de Veneable. Aliás, aparentemente mais uma vez K. Bates faz um papel de co-protagonista, o que é um enorme desperdício de talento cometido por Ryan Murphy.

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Neste momento informações importantes são passadas ao telespectador: A Cooperativa é criada pela junção de “12 mentes brilhantes” – chamadas de Visionários, abastecida com financiamento privado e não possui nenhum vínculo político ou militar. Os habitantes dos postos de segurança foram escolhidos por suas qualidades – como é o caso de Timothy – ou pagaram para estar ali – por exemplo, Coco. As regras do local são bastante simples e resumem-se a não sair do local e a não fazer sexo não autorizado. Os habitantes são divididos em castas: os “púrpuras” – a elite, e os “cinzas” – os serviçais. Não há nenhum tipo de tecnologia e após uma cena com Timothy, fica implícito que existem forças sobrenaturais no local.

Responsáveis pelo comando do local, Veneable e Miriam aplicam castigos e torturas aos habitantes, muitas vezes por diversão, algo claramente contrário às intenções da Cooperativa. Aliás, o caráter da relação entre as duas personagens ainda não ficou muito claro.

Após uma nova passagem de tempo de 18 meses o narrador, Timothy, nos deixa a par do “Inverno-nuclear”, o que deixa o mundo externo ainda mais inóspito. Vemos também o início do relacionamento amoroso – nada discreto – de Timothy e Emily, contrariando as regras do local. Os demais habitantes mostram-se exaustos e irritadiços diante de sua situação.

Até que um belo dia o alarme é acionado informado a entrada de algo no terreno. Então acompanhamos a chegada de um homem montado em uma carruagem preta, e cuja identificação da Cooperativa traz o nome de ninguém mais, ninguém menos que: Michael Langdon. Sim, o filho de Tate e Vivien na 1ª temporada, mais conhecido como o Anticristo. Só que agora ele não é um bebe assustador, já é um jovem adulto, que chega ao Posto pedindo para falar com Veneable.

Então a mesma trilha sonora de Murder House se inicia e Michael (Cody Fern) entra no Posto e informa à Mrs. Veneable sobre a existência de um “Santuário”, um local definitivo de sobrevivência, já que é uma questão de tempo até que ocorra uma invasão no Posto ou os seus recursos se esgotem. E ele está ali para avaliar quais as pessoas são realmente merecedoras de acompanha-lo, podendo levar todos ou ninguém. Por fim, vemos que os cavalos que trouxeram Michael são abatidos por Miriam e devorados por algo que ainda não enxergamos – provavelmente zumbis. E desta forma o episódio chega ao fim!

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Enquanto aguardamos ansiosos pela próxima semana, podemos traçar algumas linhas de pensamento… e aqui compartilho com vocês algumas das minhas teorias:

. Pelo que pude perceber nos teasers promocionais, provavelmente haverá um “retorno” no tempo provocado pelas bruxas, de forma que elas impeçam a Guerra e os ataques antes que os mesmos aconteçam – o que resultaria em uma guerra entre elas e Michael. Então provavelmente teremos duas linhas temporais no decorrer da temporada.

. Serão muitas referências bíblicas e esotéricas nesta temporada, a começar pelo próprio Anticristo e seu nome Michael, cujo significado é “aquele que é similar à Deus” e que em algumas culturas afro-brasileiras é sincretizado como o orixá Exu; os jovens Timothy e Emily naquele contexto teriam uma linguagem similar a de Adão e Eva no Paraíso e o “fruto-proibido”, seria o sexo. A carruagem na qual Michael chega ao Posto me lembrou alguma imagem dos anjos do Apocalipse também.

. Curiosidade: as músicas tocadas em repeat no Posto são: “Calling Occupants of Interplanetary Craft”, da dupla Carpenters e depois “The Morning After” de Maureen McGovern. Olhando melhor as letras, o pobre Gallant não estava tão errado em achar que eram mensagens… quem sabe, não são?

Gostei bastante do episódio, tivemos muitas “apresentações” de personagens e roteiro, deixando um gostinho de crossover somente no final, com a chegada de Michael. Mas foi muito bom ver Sarah Paulson finalmente como uma vilã digna do talento dela. Ansiosa pelo restante da temporada! Caso tenham alguma dúvida ou pergunta, ou queiram dividir suas teorias comentem aqui embaixo ok?! Beijos!

 

 

 

Game Of Thrones e o polêmico S07E06 (SPOILERS)

Ontem, assistimos ao penúltimo episódio da sétima temporada de Game Of Thrones, TVshow baseado na série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, do escritor americano George R. R. Martin. A produção do canal HBO é uma das séries de maior sucesso e repercussão das últimas décadas, quebrando recordes de orçamento, produção, audiência e colecionando milhares de fãs de diferentes “tribos” e idades em todo o mundo.

 

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Game of Thrones destacou-se desde o início por seguir à risca o que foi escrito pelo autor, independente se os acontecimentos agradariam o público ou não. Particularmente, eu entendi que estava assistindo a algo diferente quando, na 1ª temporada, vi Ned Stark (no momento um dos personagens mais queridos e centrais da trama) ser decapitado. Aliás, me lembro bem em pensar: “ele não vai morrer, nunca iriam matar um personagem desta importância” e bom… ele foi o primeiro de uma extensa e dolorosa lista – desafio alguém que não tenha enchido os olhinhos durante a morte de Hodor. Então, somados à uma história muito bem escrita e a uma grandiosa produção, GOT sempre contou com o elemento surpresa, o que foi essencial pro crescimento da série, atraindo fãs que a amam e também amam odiá-la em algum momento.

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Atualmente, a história contada na série encontra-se mais avançada do que nos livros, já que o último volume publicado corresponde ao final da 5ª temporada, e não existe uma previsão confirmada de quando o escritor entregará o próximo. Sendo assim, o enredo a partir da 6ª temporada é escrito pelos roteiristas da série, com alguma supervisão de George R. R. Martin. É importante ter isto em mente ao longo deste texto.

Seis anos se passaram e chegamos ao episódio de ontem, que foi um enorme divisor de águas entre os fãs da saga. No mundo todo, telespectadores estão divididos por sentimentos de amor e ódio pelos últimos acontecimentos, e “pipocaram” textos em forúns, lives, facebook, twitter e blogs (inclusive neste). E independente se você é do time “amei” ou “odiei” uma coisa é certa: o que assistimos ontem está muito distante do que nos foi apresentado nas primeiras temporadas.

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Não sei se seria correto dizer que odiei o episódio, mas estou bastante frustrada com os rumos que a série está tomando. Li bastante conteúdo na internet, desde de sites especializados à blogs de fãs, vi algumas lives (Monet, Omelete e Galileu, sendo o último o meu favorito), assisti novamente o episódio e então cheguei à algumas conclusões do “porque” do mal-estar causado. E aqui estão elas:

  • Sétima Temporada x Tempo:

Acho que este é o ponto que rendeu o maior número de reclamações: a temporalidade em Westeros. O que antes demorava duas temporadas para acontecer, na sétima acontece no mesmo episódio. E ontem isso foi muito intensificado: vimos Gendry ir e voltar do encontro com os White Walkers para a Muralha mais rápido que o Usain Bolt, Daenerys chegar com os dragões até além da muralha em questão de minutos e Jon retornar para a muralha machucado sobre um cavalo que correu mais do que se estivesse no Grande Prêmio.

E não é a primeira vez que coisas deste tipo acontecem na temporada: os navios de Euron Greyjoy transitavam por Westeros como se fossem foguetes. Não, não estou pedindo por legendas tipo “dias depois”, mas acho que a velocidade dos acontecimentos está atrapalhando o desenvolvimento dos mesmos na trama. Sabemos o orçamento que GOT demanda da HBO, e o desejo do canal em entregar episódios grandiosos, cheios de efeitos,batalhas e cenas especiais, e por isto, a decisão por uma temporada mais curta. Mas, talvez, os dois episódios reduzidos dos habituais dez por temporada tenham afetado diretamente o desenvolvimento e a qualidade da história.

  • Daenerys X Jon Snow: romance e luto pelo dragão.

É mais simples do que parece. Uma Rainha que se autodenomina “mãe dos dragões” não pode ter aquela reação pobre de ontem ao ver o assassinato de um de seus filhotes e ponto. E muito menos estar mais preocupada com o retorno do possível, provável e futuro “mozão” do que triste por perder um de seus dragões. Mas, como quero ser justa, vamos considerar alguns fatos: a temporalidade da série pode mais uma vez ter atrapalhado, já que os acontecimentos não se desenvolveram; Daenerys já passou por muitas coisas incluindo estupros, ser vendida e assistir ao assassinato do próprio irmão, então seu emocional é mais que “endurecido”; e o principal deles: Emilia Clarke é péssima atriz (sinto muito, mas é).

Outra questão é que por mais que um romance entre Jon e Dany agrade este nunca foi o foco da série. O mais perto de romance que já vimos em GOT foram as relações de Tyrion com uma prostituta (me desculpem, não lembro o nome), Robb Stark e Talisa (não preciso lembrar como terminou) e Jaime e Cersei (um caso básico de incesto entre gêmeos). Um romance fofinho não combina com GOT, que possui um universo de guerras, casamentos arranjados, estupros, mortes bizarras, algo como o “Montanha” e etc – simplesmente não se encaixa no contexto. Os dois sentirem uma atração um pelo outro e sucumbirem a isto ok, mas aquela ceninha melosa com aperto de mão não cabe no contexto. E mais uma coisa para esclarecer: não aguento mais ler que caso os dois fiquem de fato juntos seria incesto assim como Jaime e Cersei; não é. Daenerys é irmã de Rhaegar, possível pai de Jon, e um relacionamento entre tia e sobrinho por mais estranho e nada convencional que seja não é igual a um relacionamento entre irmãos.

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  • O plot de Sansa e Arya:

O episódio de ontem transitou basicamente por três núcleos: Pedra do Dragão – Além da Muralha – Winterfell, sendo grande a interação entre os dois primeiros, o que deixou Winterfell flutuando entre conflitos políticos e guerra. A questão entre as irmãs Aria e Sansa é importante e tem tudo para revelar a desprezível personalidade de Mindinho (e até mesmo resultar em sua morte, por que não?!), mas ficou tão picotada e inserida entre outras cenas de maior impacto, que perdeu força. Parecia um “respiro” na tensão do que estava acontecendo além da Muralha. Era melhor que o episódio de ontem tivesse sido focado somente na batalha, deixando o plot das irmãs para o próximo. Em tempo: observem como mais uma vez a pressa em entregar os acontecimentos está afetando a qualidade da trama.

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  • GOT e o fanservice:

Quando terminou o episódio de ontem, fiquei incomodada com o fato de uma batalha daquela magnitude ter causado somente as mortes de Thoros e Benjen, o que não é nada parecido com o que assistimos em outras temporadas em GOT. Morreu o dragão, claro, e isto foi impressionante, o que realça ainda mais o pequeno número de mortes de humanos. Adoro Thormund, ele é um dos poucos alívios cômicos da série, mas ontem uma morte cabia ao ciclo dele, pois estava lutando contra seus primeiros inimigos, no seu território, etc, e não aconteceu. E como estou focando no episódio passado, não vou me estender a outros exemplos, como Jaime caindo em um lago com armadura de ferro – e sobrevivendo.

Eu assisti a exatamente ao que eu queria e aí está outro ponto que não se encaixa em GOT. Cadê o efeito surpresa de outros tempos? Nesta temporada, os produtores estão entregando exatamente o que os fãs gostariam de assistir. Não que isto seja ruim, mas se a série for finalizada com base nos desejos dos fãs, será um final muito indigno para tudo que George R R Martin construiu. Os roteiristas precisam correr atrás de um equilíbrio urgentemente, senão corremos o risco de ter um fechamento muito simplório diante de uma história que construiu um enredo bastante complexo e de qualidade.

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Como o foco foi no episódio passado, e não sou expert em Game of Thrones, não quis me estender a outras falhas que vem aparecendo, como: o papel de Tyrion até agora na temporada, a ausência de Missandei nos últimos episódios, os resgate do dragão morto com aquele “mar” de correntes (mas ok, eles tinham um urso polar, metros e mais metros de correntes não é tão impensável assim), por que Daenerys foi com os três dragões e na outra batalha usou somente Drogon, dentre outros… E se o final se encaminhar focado em uma guerra entre mortos e vivos, é isso mesmo a que deve se resumir Game of Thrones, depois de todas as tramas políticas e temporadas passadas? Será?

Só consigo concluir que os roteiristas tem um desafio enorme pela frente pois, agradar ao público, entregar um conteúdo de qualidade e honrar o que já foi escrito por George R R Martin não será uma tarefa fácil.

Vamos aguardar. E torcer por um final de temporada melhor do que o episódio que assistimos ontem.

 

Adaptações de obras de Agatha Christie

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Depois do sucesso em 2015 da adaptação para as telas de E Não Sobrou Nenhum (cujo título original é o incorreto e polêmico “O caso dos 10 negrinhos”), obra de enorme sucesso da inglesa Agatha Christie, a BBC anunciou a produção de mais 07 especiais baseados em obras da escritora.
O conto “Testemunha de Acusação” também será adaptado, em um especial com duas partes.

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Caso você não conheça – e deveria – Agatha Christie é uma das escritoras de maior sucesso da história, contabilizando cerca de 4 bilhões de livros vendidos e traduções em inúmeros idiomas, além de peças de teatro produzidas. A inglesa só perde para Shakespeare e a Bíblia em números. Faleceu em 1976, após publicar cerca de 80 romances, entrar para o Guinness Book e ser condecorada pela Rainha da Inglaterra.

Em tempo: Não consegui achar a adaptação de 2015 para assistir, se alguém souber, por favor me fale! 🙏🏻 (não vale apple tv !)

Fonte: hypeness.com.br

Resenha: Atypical – Netflix

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Divulgada de forma despretensiosa, a série Aypical, produção da Netflix pode ter sido uma das séries de maior destaque em termos de humor e inteligência que assisti nos últimos tempos. A trama criada por Robia Rashid gira entorno de Sam, um jovem autista de 18 anos que inicia uma busca pela parceira ideal. Ao mesmo tempo em que a história narra a jornada do personagem principal, também mostra a forma como o transtorno afeta seus familiares e todos à sua volta.

Quando comecei a assistir a série, achei o personagem de Sam caricato demais, lembrando bastante o Sheldon de The Big Bang Theory. Mas, ao poucos, o ator Keir Gilchrist vai achando seu tom, e consegue cativar o telespectador. Aliás, não existe nenhum personagem fraco ou irrelevante em Atypical; todos os envolvidos na trama possuem falas inteligentes e personalidades interessantes (do barman ao namorado da irmã de Sam). É impossível não destacar a atuação de Brigette Lundy-Paine como Casey, irmã de Sam. Pelos olhos da garota podemos enxergar outra visão do transtornno, onde a irmã que ama, protege e cuida do irmão, também se frustra com a atenção e o cuidado que o mesmo demanda – o que foi feito de forma muito humana e realista pelos roteiristas da série.

Aliás, se pudesse resumir Atypical em uma palavra, seria equilíbrio; o humor e o drama são oferecidos ao público na medida certa, e as informações sobre o transtorno também. Por mais que o autismo seja o pano de fundo da trama, ele não é o foco principal dela.

Diferente de outra produção do canal com temática parecida – 13 reasons why – nenhum diálogo é demasiadamente dramático ou cômico, ambos caminham juntos por toda a temporada, sendo impossível isolar as cenas por gêneros. Este artificio enriqueceu bastante a história e a forma como ela é contada. Concluindo, mais uma vez a Netflix acerta em cheio em uma aposta, e entrega uma série inteligente e de qualidade para públicos de diferentes idades, abordando um tema que deve ser discutido, repensado e liberado de “tabus”.

Big Little Lies ganha nova temporada!

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Esta semana, o presidente de programação da HBO, Casey Bloys, confirmou o início da elaboração e produção de uma segunda temporada de Big Little Lies, produção de sucesso do canal, baseada na obra de Liane Moriarty.
O executivo informou que foi feita a solicitação de uma continuação da história para a escritora, que aceitou o desafio e já está trabalhando nela.
Apesar das atrizes como Nicole Kidman por exemplo, manifestarem o desejo de continuarem na produção, o diretor responsável pela 1a temporada, Jean-Marc Vallée, já manifestou que não participará do novo projeto.
Lembrando, a série conta com grandes nomes em seu elenco como Reese Witherspoon, Shailene Woodley e Laura Dern, e conta a história de três mães com vidas aparentemente ordinárias que acabam envolvidas em um assassinato.
Vale ressaltar que a produção está indicada ao Emmy deste ano, em diversas categorias, entre elas a de melhor minissérie.
Pessoalmente tenho um pouco de medo da escritora sucumbir à pressão comercial e entregar uma continuação que não se equipare com a primeira temporada em termos de qualidade (o que seria péssimo) – aquela velha história: não saber a hora de parar. Mas tendo a acreditar no nome da HBO e que o canal não entregaria um material para o público que não fosse bom. Vamos aguardar…
Fonte: site Omelete www.omelete.com.br

Resenha: The Leftovers, HBO

The-Leftovers

Terminei ontem (tardiamente) de assistir à série da HBO, The Leftovers, baseada no livro homônimo de Tom Perrota, publicado em 2011. A produção já foi finalizada, então assisti a suas 3 e únicas temporadas em sequência (pelo Now, mas está disponível também no HBO GO).
TL não é uma série para ser maratonada; os episódios devem ser assistidos aos poucos, refletidos e discutidos. Tamanho é o número de referências da série – históricas, religiosas, musicais – que minha sugestão é que a cada episódio a review do mesmo seja lida (gostei muito das críticas do Ligados em Séries), porque você pode ter deixado passar algo importante ou essencial escondido no contexto da história.
Se você procura uma história de perguntas e respostas está não é uma série ideal. A trama foca muito na jornada e no desenvolvimento de seus complexos e maravilhosos personagens. Aborda temas como religião, ocultismo, sobrenatural e física quântica – ou seja, tem muito pontos em comum com Lost, antiga produção de Damon Lindelof, um dos responsáveis pela série.
Mas se vc ficou traumatizado com Lost, não desista de TL; diferente da série anterior, nesta produção Lindelof preocupou -se em dar respostas às perguntas essenciais (mesmo que fique a cargo do telespectador acreditar nelas ou não).
Com uma trilha sonora que merece destaque e diálogos bem escritos e densos, The Leftovers me surpreendeu. A HBO nos entregou um drama de alta qualidade. Indico!
Ps1. Me ajudou muito a leitura do livro Matéria Escura, de Blake Crouch; ali estão várias referências que ajudam a entender alguns pontos da série e suas referências.
Ps2. Impossível não perceber as semelhanças do penúltimo episódio com o filme Melancolia, de Lars Von Trier.
Ps3. Em tempo: pela 1a vez a série foi indicada ao Emmy na categoria de melhor atriz coadjuvante com Ann Dowd. Há quem diga que a indicação veio da ausência de GOT na premiação deste ano, mas pessoalmente achei merecida e ainda acho que Carrie Coon merecia não apenas a indicação, como o prêmio.

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