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Resenha: Sete minutos depois da meia-noite

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“Homens são monstros complicados”

Estava querendo uma leitura rápida e leve, e acabei pegando “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, do autor americano Patrick Ness, da prateleira. A leitura foi rápida, mas longe de ser leve.
A obra conta a história de Conor, um garoto de 13 anos cuja mãe está enfrentando um rigoroso tratamento contra o câncer. Na escola, seus amigos ignoram sua presença, com exceção de um grupo que diariamente faz bullying com ele. Todas as noites, Conor tem o mesmo pesadelo; até que em uma delas, à 00:07, ele recebe a visita de um monstro que lhe faz uma proposta: contar ao menino três histórias e depois disto, escutar apenas uma de Conor, a sua verdade.

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Apesar de muito bem escrito e de conter elementos de fantasia, o livro é triste do começo ao fim, daqueles que levam às lágrimas em vários momentos. A narrativa desenvolve-se perfeitamente, e muitos dos diálogos e personagens exigem reflexão. Não se engane pelo tamanho do livro, pois ele traz bastante conteúdo.

Terminada a leitura, fui pesquisar sobre o autor e descobri algo tocante: a ideia para “Sete minutos” foi dada a ele por Siobhan Dowd, escritora inglesa que lutava contra o câncer e faleceu em 2007 com apenas 47 anos. Temendo não conseguir finalizar a obra devida sua condição, Siobhan entrega a temática central da história para seu amigo Patrick, que a executa com louvor. É importante falar que todos os direitos autorais do livro vão para a Fundação Siobhan Dowd.
A história foi adaptada para o cinema e está no catálogo da Netflix. Com Sigourney Weaver e Felicity Jones no elenco, além de belas imagens, consegue ser ainda mais emocionante que o livro. É um daqueles raros casos em que o filme se equipara em qualidade ao livro. Leiam, assistam ou ambos; trata-se de uma história essencial sobre amor, culpa e luto.
Ps. Em minha opinião, apesar do que diz a indicação, não é um filme para crianças. E prepare o lencinho.

 

O Som do Amor, de Jojo Moyes.

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Esqueça tudo que você já leu de Jojo Moyes. O Som do Amor – cujo título não faz jus à história – é um enorme “ponto fora da curva” na carreira da escritora. E antes que vcs me arremessem objetos eu digo: isto foi EXCELENTE.
O livro possui um dos melhores ritmos e o maior número de reviravoltas (sem perder a qualidade) que já li. Somado a isto, personagens muito complexos e carismáticos, descritos de forma inteligente por um narrador “onipresente” – que conta a história e ao mesmo tempo as reflexões de todos.
Jojo foi capaz de escrever um livro com uma carga enorme de “suspense e conspiração” sem perder a beleza de sua escrita, com passagens e diálogos maravilhosos., carregados de emoção.
Vi nesta obra algo que tb já vi em “Quem é você Alasca?”: quando o enredo é bem pensado e amarrado, nos envolvemos com os personagens, acompanhamos seu amadurecimento e quando o grande “ápice” da história é revelado, você percebe que ele foi iniciado capítulos atrás, de uma forma sutil e nem um pouco descarada. Ou seja, o trabalho foi bem feito.
Não quero falar mais para não dar spoilers, então insisto: desconsiderem o título e a sinopse e leiam. E não pq eles sejam ruins, mas a rica história que é contada vai muito além deles. Entrou na briga pelo meu top10.
Ps. Foto tirada na Urca, com a Baía de Guanabara ao fundo.

Tudo e todas as coisas, de Nicola Yoon

 

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Tudo e todas as coisas, livro escrito pela jamaicana Nicola Yoon, em um primeiro momento parece mais uma história clichê feita para arrancar lágrimas; mas está muito longe disto. Confesso que só soube do livro quando vi os anúncios do filme e de maneira despretensiosa, comprei o ebook. Até que um belo dia resolvi abrir o link para ler as primeiras páginas e não parei mais, engoli o livro!
Ao mesmo tempo que é lindo ver o crescimento e amadurecimento da personagem Mad e a perda da sua inocência, é desesperador ser telespectador da relação doente e simbiótica entre ela e a mãe, que a manipula em diferentes níveis de chantagens mascarados com amor. Em determinado ponto do livro as atitudes da mãe de Madeline ficam tão absurdas, que entregam o “plot twist” do livro.
Olly acaba sendo para o leitor mais carismático que a própria Mad, o que se deve ao fato de o conhecermos através do olhar dela, que está apaixonada por ele. Então natural que o personagem seja mais romantizado.
Se tenho alguma crítica à fazer, é ao final. Ficou corrido, faltaram informações intermediárias e elaboração nos fatos finais. Não sei se é a intenção da escritora fazer um outro volume, mas pessoalmente achei que algumas pontas ficaram soltas e algumas questões em aberto que me incomodaram. Mas no todo fiquei muito satisfeita com a leitura.
Com relação ao filme eu não assisti; ele estreou dia 15/06 e quando procurei um cinema para assistir no dia 29 ele já havia saído de cartaz, o que foi uma pena, pois estou bastante curiosa. O jeito é aguardar entrar no Now, Netflix ou em outra plataforma que eu possa assistir e fazer a comparação. Sigo aguardando! Recomendo!

 

Resenha do Livro: Agora e para sempre, Lara Jean – Jenny Han, Ed. Intrínseca

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Saber a hora de parar. Acredito que isto seja essencial para o escritor, mas entendo a questão comercial, contratos, marketing, etc. E aí infelizmente escritores fantásticos terminam trilogias igualmente maravilhosas com volumes fracos. E eu sinto muito que isto tenha acontecido com Jenny Han.
A própria escritora já falou que não tinha planos de escrever um terceiro livro, mas diante do justificado sucesso dos dois primeiros volumes da série “Para todos os garotos que já amei”, outro foi solicitado. E antes que vocês me matem nos comentários aqui embaixo entendam: o livro não é ruim mas está muito aquém da qualidade dos outros dois.
Li em dois dias e fiquei com a sensação de que não tinha lido história nenhuma, não absorvi nada. O livro tem algumas temáticas interessantes, como a frustração de Lara Jean ao não entrar na faculdade que sempre sonhou, o embate de Margot e a madrasta, a relação de Peter com o pai, o confronto entre Lara J. e a mãe de Peter, a primeira vez do casal protagonista… Todos plots ótimos mas MUITO pouco ou quase não desenvolvidos. Li esperando consequências dos atos, ações e ao final do livro – com exceção do casamento – parecia que os personagens estavam iguais ao início dele. Não houve uma “curva de amadurecimento” – ok, talvez um pouco por parte de Lara Jean – mas infinitamente menor do que nos volumes anteriores.
Amo Jenny Han, li todos os livros dela com exceção da série com Siobhan Vivian (que já está na fila), mas fiquei frustrada com este livro. Talvez por ter me apaixonado pelos outros e me impressionado muito com eles. Na minha opinião, a escritora poderia sim ter parado ao fim do segundo livro e a história teria sido concluída com excelência.

Resenha do livro: Eu e Você no fim do Mundo

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O livro “Eu e você no fim do mundo” da escritora americana Siobhan Vivian (responsável por diversos romances como a série “Olho por olho”, escrita em parceria com Jenny Han, de “Para todos os garotos que já amei”), me chamou atenção no momento em que vi o post da Intrínseca.
O enredo conta a história de Keeley, uma menina muito bem humorada e impulsiva, cuja cidade – Aberdeen – deve ser evacuada devido a uma iminente inundação. Diante do fim de suas vidas como são e de seus lares, a protagonista e seus amigos veem no acontecimento a oportunidade de aproveitar ao máximo o tempo que ainda tem juntos; e Keeley de declarar finalmente sua paixão pelo veterano Jesse Ford.
Mesmo conhecendo e gostando da escrita de Siobhan, o livro me surpreendeu; a temática de “fim do mundo” onde os personagens reagem das mais diversas e extremas formas possíveis sempre me agrada. Todo o contexto envolvendo a personagem principal é bem desenvolvido e resolvido, desde o campo familiar, até suas amizades e conflitos pessoais.
Se houve algum ponto que possa ser ressaltado como negativo, para mim seria o final. Não o desfecho em si,mas a forma como ele foi “acelerado” perante o desenrolar do livro como um todo. Minha percepção foi de que seriam necessários três capítulos extras para o fechamento, de maneira que ele se equiparasse com o restante do enredo. Faltaram algumas lacunas a serem preenchidas e melhor explicadas. Mas isto realmente não interfere na qualidade do livro como um todo.
O livro está classificado como “young adult” (aliás demorei certo tempo para encontra-lo na Saraiva, que juntou a seção aos livros infantis – revejam isto por favor!), mas considerei uma leitura extremamente madura. Indico!
Ps (com mini spoiler): durante a leitura fui nutrindo uma raiva absurda pelas “amigas” de Keeley, Morgan e Elise, algo que se confirmou ao final do livro. Apesar de seus erros e sua infantilidade, Keeley também é muito magoada e até mesmo humilhada pelo restante do “trio”. Mesmo assim, a protagonista tenta pedir perdão e recebe inúmeras grosserias em resposta. Terminei o livro com uma raiva colossal de Morgan, que escreveu aquela carta ridícula para mais uma vez magoar a dita “amiga”

Resenha do Livro: Matéria Escura, Blake Crouch

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Comecei a ler ” Matéria Escura” (Blake Crouch, Ed. Intrínseca) extremamente empolgada; havia ficado sabendo do livro através da Carla Paredes do Blog Futilidades e fiquei muito curiosa.
Ao longo dos primeiros capítulos a trama me deixou intrigada e toda a parte didática envolvendo física quântica, os mundos sobrepostos, e a teoria do Gato de Schrodinger despertaram minha atenção a ponto de me fazer pesquisar mais sobre o assunto – que de fato é interessantíssimo!
Inicialmente, o protagonista Jason Dessen também cativa; seu sentimento inicial de insatisfação com a própria vida seguido por seu desespero para retoma-la causa empatia no leitor. Como já dizia o pensador “cuidado com o que você deseja pois pode se tornar realidade”- e no caso de Dessen, vemos que esta realidade não é tão gratificante assim, levando o personagem a reavaliar seus desejos e questionamentos, tornando-se grato pela vida que construiu ate então.
E ok, ia tudo muito bem, até a entrada de Jason e Amanda na caixa; a partir daí o livro vira uma enrolação sem fim e em determinado momento da leitura confesso que meu único pensamento era “não é possível que este ainda não é o mundo certo”. Acredito que três cenários seriam mais que suficientes para passar a ideia ao leitor sem que a história ficasse tediosa ou algo semelhante demais ao filme “Efeito Borboleta” (sucesso antigo estrelado por Ashton Kutcher).
Mas, apesar disso, o livro termina de forma concisa e poética, o que equilibra toda a “ciência” presente no enredo. Não posso dizer que entrou para a lista dos melhores livros que já li, mas considero a leitura válida, visto que tem como base um tema bastante interessante. 🎞Aproveitando, aqui vai uma curiosidade: os direitos do livro foram vendidos para a Sony antes mesmo do seu lançamento. O mesmo será adaptado para o cinema com direção de Roland Emmerich (Independence Day) e produção de Matt Tolmach (O Espetacular Homem-Aranha). 📽🎥À conferir!

Resenha: Nimona, Noelle Stevenson

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Com história e ilustrações de autoria da americana Noelle Stevenson (premiada pelo Eisner Award e finalista do National Book Award), Nimona possui uma sinopse aparentemente simples e “comum” ao mundo dos quadrinhos: “Nimona é uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu”. Porém ao iniciarmos a leitura, percebemos que Nimona foi criado para quebrar padrões.

De forma brilhante, a autora consegue contar a história de sua anti-heroína com extrema sutileza e tratando diversos assuntos, como: feminismo, fantasia, homossexualidade, exclusão, amizade, valores, relações familiares, perdão, política, dentre outros. Os desenhos possuem mais que um papel meramente ilustrativo do enredo, tornando-se parte crucial dele em muitos momentos (destaque para a mudança do cabelo da personagem principal à medida que sua personalidade vai se transformando), o que enriquece muito o desenvolvimento da obra.

Os diálogos entre Nimona e Ballister são complexos, e ao mesmo tempo em que constroem o relacionamento entre os personagens, contam muito a respeito de ambos. Sempre em conflito, Ballister mostra até o final do livro que seus valores são sólidos, priorizando sempre o coletivo e o “correto a se fazer”; o personagem inicia o livro como vilão e termina como o herói que sempre foi. Sem muitos spoilers, sua relação com Sir Ouropelvis, apesar de subentendida, foi algo inesperado e que deu um toque especial à obra.

Já Nimona, ao mesmo tempo em que conta muito sobre si e mostra sua personalidade impulsiva e intempestiva, deixa muitas lacunas em aberto. Não consigo afirmar se haverá uma continuação, mas o fato é que foi criado todo um universo propício a isto. Os personagens foram explorados, mas não esgotados sua totalidade, principalmente ao que diz respeito ao passado de Nimona e os abusos sofridos por ela (que acabaram moldando sua personalidade), e também ao real papel e iniciativa da Instituição.

Com relação ao final, se eu afirmar que o mesmo me agradou, estarei mentindo. Fiquei com aquela sensação enorme de “preciso saber mais”. Faltou um melhor direcionamento no futuro dos personagens, principalmente de Nimona, que diante de tantas injustiças merecia algo mais concreto e positivo em seu desfecho. O final é pertinente, não atrapalha a história ou o resultado como um todo, mas não acompanha o nível com o qual a mesma foi construída.

Pessoalmente, torço e espero por uma continuação, e indico enfaticamente a leitura; mesmo e principalmente para leitores que como eu, não sejam muito atraídos pelo mundo dos HQ’s.

Resenha: Teia dos Sonhos, Karine Aragão.

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Quando comecei a leitura de Teia dos Sonhos, meu primeiro pensamento foi: “nossa que narrativa imatura!”. Então corri para conferir novamente os dados da escritora – a idade dela, na verdade. E foi aí que me dei conta da perspicácia de Karine Aragão: o livro é narrado por Júlia, uma adolescente de 16 anos. Logo, nada mais justo que sua fala seja confusa, imatura, romântica e até mesmo incoerente em alguns momentos, pois se trata de uma adolescente, de forma que todas estas características são pertinentes. Sendo assim, fica clara a intenção da escritora, que não é mais uma adolescente (rs!).

A história se desenrola a partir do suicídio de Laura, melhor amiga da protagonista, e seus desdobramentos. Atendendo a um pedido da mãe de Laura, Júlia vai em busca das razões que levaram sua amiga a uma atitude tão finita e desesperada. Durante este processo de busca e amadurecimento, a protagonista enfrentará suas próprias questões, se envolverá emocionalmente com Bernardo e descobrirá que diferente do que achava, não sabia tudo a respeito de Laura.

Sem falar muito mais sobre a história para não dar spoilers, gostaria de citar alguns pontos positivos e negativos do enredo. No que diz respeito aos pontos altos, o livro possui vários, mas o que mais chama atenção é todo o processo de amadurecimento de Julia, desde a “não-relação” com o pai, a reaproximação da mãe e a forma com a qual a personagem liga com o bullying (assunto tratado de forma muito delicada). Durante a leitura é possível perceber que a escritora colocou muito de si própria e de suas experiências na história, dando veracidade à mesma e enriquecendo-a.

Com relação aos pontos negativos, como leitora, fiquei carente de uma explicação melhor e mais profunda sobre os motivos e problemas que levaram Laura ao suicídio. Entendo que a ênfase do enredo era na história de Julia e em suas percepções, mas tratando-se de uma leitura que dialoga diretamente com o público jovem, seria muito positivo abordar mais a fundo o tema, já que o número de suicídios envolvendo adolescentes cresce a cada dia. A não abordagem não interfere na história, mas teria sido interessante entender um pouco melhor os “demônios” enfrentados pela personagem.

Posso dizer que Teia dos Sonhos é um livro que deve ser lido por pessoas de todas as idades, pois mostra um ponto de vista frequentemente ignorado – muitas vezes as emoções dos adolescentes são tratadas com descaso – e também pela sutileza com a qual Karine Aragão desenha a trama. Recomendo!

Nota da Leitora Dinâmica: Se você ainda não leu o livro pare por aqui, porque lá vem spoiler! Muitas vezes uma amizade pode nos aprisionar e nos impedir de crescer; ao longo do livro vemos como o jeito imaturo e impulsivo de Laura interferia na personalidade de Julia, e como a personagem se “descobriu” positivamente após a ausência da amiga. E não, não me conformei até agora com a atitude de Laura diante do interesse de Bernardo por Julia – uma tremenda falha de caráter.

Resenha: Alucinadamente Feliz, Jenny Lawson

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Quando comprei o livro Alucinadamente Feliz em uma livraria, confesso que o fiz atraída pela capa e título. Já sabia que se tratava de um livro de não ficção, e este ponto pesou bastante ao decidir iniciar a leitura, pois só tenho lido ficção ultimamente.

Esperava algo bem diferente do que li; não posso dizer que não gostei do livro – muito pelo contrário, várias passagens me arrancaram gargalhadas. Mas, achei que iria ler algo com início/meio/fim e que tivesse como gancho a morte do amigo da escritora, citada na sinopse, e encontrei algo bem diferente.

O livro reúne um apanhado de histórias e postagens da autora, a maioria sobre sua forma de lidar com seus transtornos mentais (ansiedade, depressão, toc, etc) e também sobre sua vida pessoal e experiências de um modo geral. As postagens não se relacionam entre si, e os problemas psicológicos citados anteriormente são o único pano de fundo em comum entre elas.

A escrita de Jenny Lawson é rápida e divertida, e de fato você tem a sensação de que ela está conversando diretamente com você e lhe contando “casos” de sua vida no decorrer da leitura. Ela aborda temas importantes como o preconceito com as pessoas que tem distúrbios psicológicos e os desafios enfrentados por elas com muito bom humor, e de uma forma nada convencional, fazendo jus ao subtítulo da capa que diz ser “um livro engraçado sobre coisas horríveis”.

No que diz respeito a minha opinião como leitora, preciso fazer algumas ressalvas: o livro é engraçado, bem escrito, aborda temas importantes, mas torna-se cansativo em determinado ponto. Durante a leitura, encontrei algumas histórias tão absurdas que me peguei questionando a veracidade delas, ou se a autora estava exagerando em alguns pontos para deixá-las mais divertidas. Também achei o livro longo para o que se propõe, e esta sensação se deve à falta de uma estrutura linear na obra, pois como não há um gancho que conecte um capítulo ao outro, não desperta no leitor aquela curiosidade em terminar a leitura (o que de fato aconteceu, demorei mais de uma semana para finalizar a mesma).

Não entendam mal, o livro é bom, deve ser lido, mas se você está querendo algo com uma certa cronologia deve procurar outro título. Este é um livro para ser lido aos poucos, sem muito “compromisso” e tempo, talvez simultaneamente com outra leitura; desta maneira será algo bastante divertido e em muitos momentos questionador.

Sobre o livro: As Cores da Vida, Kristin Hannah

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Aquele momento em que vc começa a superar o bloqueio literário causado pelo último livro. Iniciando minha próxima leitura: As Cores da Vida, da escritora Kristin Hannah, e distribuído pela editora Arqueiro. Já leram? Eu confesso que me apaixonei primeiro pela capa e depois pela sinopse, que mostro pra vcs mais abaixo!

“Uma arrebatadora história sobre irmãs, rivalidade, perdão e, em última análise, o que significa ser uma família.

As irmãs Winona, Aurora e Vivi Ann perderam a mãe cedo e foram criadas por um pai frio e distante. Por isso, o amor que elas conhecem vem do laço que criaram entre si. Embora tenham personalidades bastante diferentes, na verdade são inseparáveis.

Winona, a mais velha e porto seguro das irmãs, nunca se sentiu em casa no rancho da família e sabe que não tem as qualidades que o pai valoriza.

Mas, sendo a melhor advogada da cidade, ela está determinada a lhe provar seu valor.” Aurora, a irmã do meio, é a pacificadora. Ela acalma as tensões familiares e se desdobra pela felicidade de todos – ainda que esconda os próprios problemas.

E Vivi Ann é a estrela entre as três. Linda e sonhadora, tem o coração grande e indomável e é adorada por todos. Parece que em sua vida tudo dá certo. Até que um forasteiro chega à cidade… Então tudo muda. De uma hora para a outra, a lealdade que as irmãs sempre deram por certa é posta à prova. E quando segredos dolorosos são revelados e um crime abala a cidade, elas se veem em lados opostos da mesma verdade.”

Nota da Leitora Dinâmica:

As Cores da Vida foi o primeiro livro que li da escritora americana Kristin Hannah; mas tenho certeza que foi o primeiro de muitos. Como eu já havia contado à vocês, comprei o livro pela capa e simplesmente terminei a leitura apaixonada pela história e pela maneira com a qual ela foi contada.
Sem rodeios, detalhismos excessivos ou floreios literários, e com um ritmo bastante acelerado, a autora conta a história das irmãs Grey, e sua família. Sem um personagem principal ou narrador definido, somos capazes de acompanhar diferentes pontos de vista de uma mesma situação ao longo da história, que atravessa mais de uma década.

Com diálogos extremamente humanos e que enaltecem os sentimentos dos personagens, o livro foi um ótimo reinício pós bloqueio para mim, mostrando que muitas vezes a simplicidade é a melhor e mais honesta forma de se contar uma boa e emocionante história. E após finalizar a leitura, percebi que a capa não é somente linda, mas tem sua razão de ser, e de forma sutil mostra a base de toda a narrativa.

Recomendo! E muito!

Obs: Post publicado no instagram @leitoradinamica em dez/2016