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Crítica do filme: Okja, Netflix

Se você:
-possui ou já possuiu um animal de estimação querido,
-se você tem dúvidas quanto a indústria alimentícia das carnes e já pensou em tornar-se vegetariano,
-se você já é vegetariano ou
-um ser humano um pouco mais sensível,

a experiência de assistir ao filme Okja, da Netflix, será extremamente complicada para não dizer dolorosa.
Não me entendam mal, o filme é lindo, possui uma fotografia maravilhosa, um roteiro com bom ritmo, personagens carismáticos, efeitos especiais fantásticos, uma protagonista que apesar da pouca idade segurou o papel com excelência e uma boa história. Mas é triste, muito triste.

Pessoalmente achei algumas cenas apelativas ao extremo, mas entendo que este era o intuito da produção, “desromantizar” o processo industrial pecuário. E o final me incomodou a bastante, eu esperava sinceramente que mais fosse feito (não direi mais para não dar spoilers). Chorei feito criança, fiquei mal depois de assistir e não consigo comer carne vermelha desde então – o que me leva a ressaltar algo que a própria Netflix já fez: definitivamente não é um filme para crianças. Papais e mamães de plantão, Okja não é uma opção ok?!

Em tempo, vale a dica: assistam ao documentário Cowspiracy, que infelizmente não é ficção.

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Gypsy, a nova série da Netflix.

Está disponível na Netflix a série Gypsy. Criada por Lisa Rubin e com Naomi Watts no papel principal, a trama conta a história de Jean Halloway, uma psicóloga renomada e que aparentemente possui uma vida estabilizada; casada com o advogado Michael Halloway, com quem tem uma filha, Jean começa a desenvolver relacionamentos ilícitos e conturbados com seus pacientes e pessoas ligadas à eles.
Com 10 episódios, o thriller psicológico mostra uma mulher tomando atitudes extremas e sucumbindo ao desejo – algo que pode colocar tudo a perder.
Apesar de uma certa implicância com a atriz, estou curiosa sobre a série, me interesso bastante por suspenses inteligentes, o que me parece ser o caso. À conferir!

Sense 8 retornará para um episódio final de duas horas!

@netflixbrasil@netflix confirmou e @sense8 voltará para um episódio final especial de duas horas! Felicidade para os fãs, que assim como eu, queriam respostas (e o Wolfgang a salvo❤️)!

Ponto pra netflix que ouviu as milhões de reclamações dos fãs – especialmente brasileiros – e decidiu dar um fechamento para a série!

Agora é só aguardar!

OKJA, novo filme da Netflix

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Estreia hoje o filme OKJA, produção que disputou a Palma de Ouro, em Cannes. Dirigido por Bong Joon-ho e produzido pela Netflix, o filme conta a história de Mija, uma menina que luta para salvar OKJA – uma nova espécie animal geneticamente modificda, apelidada de “super pig” – de ser sequestrada por uma grande e gananciosa multinacional.

A empresa pretende explorar OKJA com concursos, premiações e novas pesquisas para a indústria alimentícia. No elenco estão Tilda Swinton, Jake Gyllenhaal, Paul Dano, Lily Collins e Giancarlo Esposito, dentre outros.

O filme com uma pegada “fantástica” e um trailer que remete à “História sem Fim”, é uma produção sul-coreana-americana e foi escrito por Bong e Jon Ronson. Estou bastante ansiosa para assistir e em breve conto para vocês minha opinião! Confiram!

*Post publicado em 28 de junho de 2017

To the Bone, novo filme da Netflix com Lily Collins

Sou fã confessa da @lilyjcollins desde “Espelho espelho meu” (me julguem!) então fiquei muito feliz quando, esta semana, a @netflix@netflixbrasil divulgou o trailer de To the Bone @tothebonemovie .

O filme conta a história de Ellen (interpretada por Collins), uma garota que luta contra a anorexia. O elenco possui outros nomes de destaque como Keanu Reeves, Liana Liberato e Alex Shap.

O drama, com direção de Marti Noxon de Objetos Cortantes, estreia em 24 de julho! Vamos aguardar!

Crítica: Orange is the new Black, 5a temporada

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É difícil começar a assistir uma série como Orange is the new black e não viciar. As duas primeiras temporadas tiveram um fôlego incrível, e confesso que ao assistir o season finale da 2a, dei tantas demonstrações de empolgação que minha mãe perguntou o que estava acontecendo quando entrou na sala. Por empolgação também comprei o livro que deu origem a série – mas confesso que nunca o li.
E aí veio uma terceira temporada MUITO sem graça e chata; arrastada, sem muitas reviravoltas e com um final digno de encerramento de série. Então quando a 4a temporada foi lançada, não me interessei, tinha decidido que iria abandonar a história.
Um ano se passou e vi, sem querer, ao preview do que seria já a 5a temporada, prestes a ser lançada. Minha curiosidade foi atiçada novamente e assisti ambas – 4a e 5a – quase que continuamente. E fiquei muito satisfeita com o resultado!
Com uma nítida mudança na configuração, a trama passou a focar em outras personagens do núcleo principal, não apenas em Piper, e com isso a história ganhou fôlego e uma gama enorme de assuntos a serem tratados, além de colocar em evidência o vasto e talentoso elenco que possui.
Os produtores abriram mão de plots que não funcionavam mais e repetiram os que deram certo (Uzo Aduba é sempre um acerto!). Acertaram também em ambos os seasons finale, onde o final é aberto, com o episódio terminando no ápice da tensão da trama (destaque para os minutos finais da 5a temporada, com uma reviravolta digna de Game of Thrones). É claro que algumas arestas ainda precisam ser aparadas, como a presença insignificante e irritante das personagens “viciadas” Leane e Angie. Já Laverne Cox teve muito menos destaque do que merecia, o que foi uma pena.
Com certeza o ponto alto foi a atuação de Danielle Brooks como Taystee – digna de premiação.
OITNB termina sua 5a temporada com saldo positivo, e deixa um bom gas para a sexta (e possível) última temporada! À aguardar!

Dear White People, Netflix:

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Assisti ao primeiro episódio de Dear White People, nova produção da Netflix baseada no filme homônimo, logo na semana de estreia e não me empolguei; achei confuso, com um enredo que andava em círculos e uma “protagonista” sem carisma. Apesar da curiosidade em torno das polêmicas provocadas pela série, que foi acusada por muitos nos Estados Unidos como “apologia e violência contra brancos, reduzindo-os a esteriótipos racistas”, deixei o seriado de lado, ali na minha lista, sem dar muita atenção.
Até que em uma noite de insônia resolvi dar uma nova chance e tive uma grata surpresa. A dinâmica, onde cada episódio é focado em um personagem envolvido na trama central prende a atenção do telespectador, e as discussões propostas são mais que válidas nos dias de hoje. O uso de alguns casos reais de racismo nos Estados Unidos deu veracidade e embasamento para os acontecimentos do enredo.
Os destaques vão para os episódios focados em Reggie e Gabe. O primeiro pelo choque sofrido pelo personagem ao constatar que a cor de sua pele se sobrepõe a todo seu esforço e dedicação, exaltando sua vulnerabilidade; o segundo por mostrar que mesmo a mais politizada das pessoas pode ter o racismo entranhado em suas origens, repetindo padrões e argumentos condenáveis. Aliás, a presença de Gabe e seu papel como um todo – do início ao fim do programa – “abre caminho” para muitas discussões produtivas (mesmo com a bem mediana interpretação de John Patrick Amedore, de Efeito Borboleta).
Maratonei em um dia e gostei muito do resultado final, a temporada consegue concluir de forma satisfatória os plots abertos e ainda deixa ganchos positivos para uma possível segunda temporada. Apesar da pouca mídia de divulgação e da baixa receptividade – se comparada a outras produções da Netflix – especula-se que a segunda temporada já esteja sendo escrita por Justin Simien.
Indico muito a serie, que me deu pontos de vista diversos sobre um problema antigo e sério que infelizmente, ainda persiste.

Documentário: The Mask you live in

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Oi gente!!!! Segui a indicação da @pitty passada no @saia_justa da @canalgnt e quero repassar pra vcs pq vale a pena: assistam ao documentário The Mask You Live In; sim, tem no netflix.
O documentário aborda a forma errônea como os meninos estão sendo criados, o que está resultando em jovens e adultos depressivos, bullying e alterando a forma como eles enxergam as mulheres. Permeando assuntos como o ensino, a mídia, jogos eletrônicos e a hipermasculinizacao, a obra mostra maneiras de ajudarmos crianças a se tornarem seres humanos melhores.
Com temas levantados com força pela série 13 reasons why e também pelos últimos acontecimentos do Big Brother, assistir a este documentário é uma excelente pedida, e nos faz refletir muito! Confiram!

The Hunting Ground & Bullying

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Na onda das questões levantadas pelo seriado Thirteen Reasons Why, gostaria de indicar para vocês dois documentários muito legais disponíveis no Netflix.
O primeiro chama-se Bullying, foi dirigido por Lee Hirsch e acompanha cinco histórias de famílias e alunos que são por diferentes razões vítimas de bullying em suas escolas. Triste, real e revelador. Gostaria de ressaltar uma cena em que a família de um aluno recorre à conselheira da escola; difícil não lembrar-se da cena de Hannah com Mr. Poter (só que infelizmente é real).
O segundo chama-se The Hunting Ground; dirigido por Kirby Dick, a produção aborda o grande número de ataques sexuais em universidades tradicionais americanas e seus respectivos esforços para encobrir os crimes. Especula-se que a cantora Lady Gaga esteve envolvida na produção, mas a única confirmação que temos é que a música tema Till It Happens to you, cantada por ela, foi composta especialmente para o documentário, e recebeu inúmeras indicações a prêmios, dentre eles o Oscar de 2017.
Gostaria de ressaltar que ambos os documentários são fortes, densos, difíceis de serem assistidos, mas que abordam temas sérios e de extrema importância.
Ps. Verifiquem a classificação indicativa ok?!