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Crítica do filme: O Círculo, Dave Eggers

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Mesmo não gostando de ver adaptações literárias para o cinema antes de ler o livro, devido à falta de tempo, fui assistir “O Círculo” sem ter feito a leitura. Com elenco conhecido – Emma Watson, Tom Hanks, John Boyega – e direção de James Ponsoldt, a adaptação da história de Dave Eggers traz como tema principal a discussão entre público x privado na era das redes sociais. A obra conta a história de Mae, uma jovem que consegue a oportunidade de trabalhar no “Círculo”, empresa do Vale do Silício, aos moldes de Google/Facebook, mas que reuniu tds as redes em uma só, unificando todo o sistema. A plataforma obtém o controle de toda e qualquer informação dos seus usuários.
Fui assistir ao filme empolgada, pois o tema é interessante e sou fã da Emma Watson. Mas infelizmente, tive umas das maiores decepções no que diz respeito ao cinema. Sério, o filme é horrível! Atuações sofríveis de quase todos os atores, enredo pobre e previsível, diálogos tenebrosos, e ares de “1984” teen. Qdo a história finalmente tem um turnover, sinalizando uma melhora, o filme simplesmente acaba. Saindo da sala de cinema, vi os olhares constrangidos das pessoas embasbacadas em perder 2hrs de suas vidas assistindo “aquilo”. Mas ainda não havia desistido do livro.
Li mais de 20 resenhas, e qse todas tinham em comum a seguinte frase: “o livro não é bom, a narrativa é arrastada, mas a discussão proposta é importante”. Gente, que a discussão é importante ninguém duvida, Black Mirror (Netflix) ta aí esfregando isto na nossa cara. Então, ler um livro de mais de 500 pgs somente pela temática proposta estava me incomodando, até que encontrei a crítica feita por Camila von Holdefer (www.camilavonholdefer.com.br)e sou muito grata a ela por sua sinceridade e competência. Sem rodeios, Camila dissecou a obra de Eggers, julgando-a ser o rascunho de algo maior, que duvida da inteligência do leitor e conta com cenas de sexo (que o filme não abordou) constrangedoras. Diante de seus argumentos nítidos e concisos, decidi não fazer a leitura.
Pode ser que em algum momento eu mude de opinião, mas por ora, assistir a um dos piores filmes que já vi foi o suficiente sobre O Círculo por um bom tempo. Vamos em frente!

A Cabana, o filme:

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Estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 06, o filme A Cabana, adaptação da obra literária escrita por William P. Young, que se tornou um best seller mundial.
Com nomes conhecidos no elenco como Sam Worthington (Avatar), Octavia Spencer (vencedora do Oscar por Histórias Cruzadas) e a brasileira Alice Braga, o filme conta a história de Mack, um pai atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado. Porém, eu uma cabana nas montanhas há sinais de que ela teria sido violentada e assassinada no local. Anos depois, ele recebe um misterioso chamado para voltar a esse local, onde ele receberá uma enorme lição de vida.
Confesso que tenho o livro mas nunca li. Tá na famosa “pilha de livros para ler” e sempre algum outro furava a fila ou me interessava mais. Desta vez vou fazer algo que não gosto e evito: assistir primeiro ao filme. Quem sabe a adaptação desperte em mim finalmente o desejo de realizar esta leitura? Em breve conto para vocês, aguardem.

 

Estreia do filme Cinquenta Tons mais Escuros

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Falta apenas dez dias para o lançamento da adaptação cinematográfica de “Cinquenta tons mais escuros”, o segundo livro da trilogia “Cinquenta tons de cinza” da escritora E. L. James. Com Jaime Dornan no papel de Christian Gray e Dakota Johnson como Anastasia, o filme tem o grande desafio de apagar as más impressões deixadas pelo seu antecessor – lançado em 2015, e que chegou a ser o grande ganhador do prêmio “Framboesa de Ouro”, que elege os piores desempenhos do ano.

O livro também causou muita polêmica e atraiu críticas positivas e negativas, fosse pela qualidade da escrita da autora, o, a abordagem do tema sadomasoquismo de forma “romântica” ou a altíssima tiragem de toda a trilogia (que teve seus volumes diversas semanas nas listas dos mais vendidos em todo o mundo).

Gostando ou não, o fato é que Cinquenta Tons de Cinza ao misturar romance e erotismo atraiu olhares curiosos de mulheres e homens de diversas idades – permitidas é claro, já que se trata de um conteúdo adulto – e abriu espaço para um gênero que já foi marginalizado e há algum tempo andava esquecido no fundo das prateleiras das livrarias. Tornou-se tema de conversa e discussão em diversos veículos de comunicação e “rodas de conversa”.

Particularmente, estou ansiosa pela estreia – apesar de não ter gostado nem um pouco do primeiro filme – principalmente porque este conta com James Foley, responsável pela série House of Cards – na direção. Vamos aguardar e conferir!

 

Ainda sobre Animais Noturnos: pós filme

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Passado algum tempo da estreia, e após terminar a leitura do livro Tony e Susan – no qual o filme foi baseado – assisti à Animais Noturnos. O longa dirigido pelo genial Tom Ford, conta com Amy Adams, Jake Gyllenhaal e Aaron Taylor Johnson, o último vencedor do Globo de Ouro, no elenco.

Este foi um dos poucos casos em que o filme é tão bom quanto o livro. Enquanto o livro nos deixa mais a par da covardia e agonia de Tony (o personagem agrada mt mais no filme), a adaptação facilita o entendimento dos 3 “tempos” abordados: passado e presente de Susan, e a história que está sendo lida por ela. Algumas modificações de enredo e estrutura foram feitas na adaptação (inclusive com a inserção de alguns fatos), mas nada que incomodasse ou alterasse a estrutura da história que estava sendo contada e sua essência, aliás o roteiro merece todos os créditos positivos possíveis.

Indico ambos, mas já aviso: está longe de ser um momento “light” de lazer, muito pelo contrário, acho que “agonia” é a palavra-chave.
Ps. Já disse o quanto a fotografia e o figurino são fantásticos?! Já disse que o Tom Ford é um gênio?!

 

Obs: Post publicado no instagram @leitoradinamica em jan/2017

Livro x Filme: Animais Noturnos

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Eu sempre gosto de ler o livro antes de assistir a adaptação cinematográfica (mas já aconteceu do filme me cativar mt e eu ir em busca do livro, por exemplo Jogos Vorazes). Então semana passada comecei minha leitura de Tony & Susan, livro do autor Austin Wright que deu origem ao filme Animais Noturnos, dirigido pelo genial Tom Ford.

Estou muito ansiosa para assistir ao filme, então achei que iria devorar o livro mas isso não aconteceu. A leitura é difícil, complexa e visceral – está longe de ser leve e rápida, mas muito boa. Portanto aguardem pq em breve teremos post livro x filme, e sim, indico muito o livro e deixo vcs com a sinopse!
“Há vinte e cinco anos, Susan Morrow deixou Edward Sheffield, seu primeiro marido. Certo dia, instalada confortavelmente na casa em que mora com os filhos e o segundo marido, ela recebe, pelo correio, um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance de Edward. Ele lhe pede que leia seu livro – Susan sempre foi sua melhor crítica, justifica. Ao iniciar a leitura, Susan é arrastada para dentro da vida do personagem Tony Hastings, um professor de matemática que leva a família de carro para a casa de veraneio no Maine. Quando a vida comum e civilizada dos Hastings é desviada de seu curso de forma violenta e desastrosa, Susan se vê às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.”

Obs: Post publicado no instagram @leitoradinamica em jan/2017

Livro X Filme: O Quarto de Jack

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Bastante tempo após a estreia, e passado o entusiasmo pós-oscar, esta semana eu finalmente assisti ao filme O Quarto de Jack, baseado no livro O Quarto da escritora irlandesa Emma Donoghue.

Eu li o livro no início do ano, logo após a cerimônia do Oscar que premiou a protagonista Brie Larson como melhor atriz, movida por pura curiosidade pela história que havia inspirado o filme. Confesso que foi um dos livros mais “pesados” que me recordo de ter lido nos últimos tempos e, me desculpem, mas não haverá resenha dele (existem livros que não consigo reler e este é um deles).

Apesar de muito bem escrito, a densa narrativa continha alguns fatos que incomodaram bastante, e me fizeram refletir se eram de fato pertinentes para a história ou se a autora os havia inserido no contexto somente com a intenção de chocar o leitor. Mesmo com o terrível contexto da história, não consegui criar empatia pela personagem Ma (a mãe de Jack), o que me incomodou, e suas atitudes que me desagradavam bastante, acentuaram isso. Após a primeira parte da história e seu clímax, a narrativa ficou confusa, cansativa e fiquei decepcionada ao chegar ao final. Concluindo, trata-se de um bom livro que conta uma emocionante história, mas que pessoalmente, não me agradou.

Então acabei procrastinando o ato de ver o filme, fazendo-o somente agora. E posso dizer que esse é um dos raros casos em que a adaptação cinematográfica me agradou mais que o livro. A história é contada em sua essência, e a ligação entre Jack, a mãe e o Quarto continua sendo o fio condutor. Porém diversos pontos foram omitidos ou modificados e… Confesso que fiquei aliviada com alguns deles.

Mesmo me agradando o fato de o filme ser menos “perturbador” que o livro, a adaptação pecou um pouco. Personagens e tramas paralelas que foram excluídos da história fizeram falta, pois a tensa adaptação de Jack ao “mundo real” acabou sendo contada de forma muito simplista. Também tiveram temas como o abuso da mídia, a rejeição do avô de Jack e a frustação da Mãe com a sua situação (e principalmente com as possibilidades que lhe foram roubadas), que foram pincelados na história e não apresentados como deveriam, já que eram pertinentes ao contexto geral. Mas infelizmente, este tipo de situação ocorre quando temos uma narrativa muito densa e extensa adaptada para o cinema.

Já no contexto positivo, os fatos que me incomodaram durante a leitura foram excluídos em grande parte – com exceção da questão do dente da Mãe, que mesmo com todo o conceito existente por trás, é muito nojenta. Mas nos pouparam de outros momentos bem constrangedores – a “amamentação” de Jack foi um deles.

Tanto no livro quanto no filme, o enredo não dá muito espaço para conhecermos o sequestrador (“Velho Nick”), e também não enfatiza de forma clara o “destino” dele após a descoberta do Quarto. O que é positivo, pois o sequestro/estupro está presente na história (obviamente), mas não chega a ser seu tema central.

No que diz respeito às atuações, acho que Jacob Tremblay merecia mais qualquer prêmio do que a atriz Brie Larson; a atuação dela está muito boa (não sei se o suficiente para o Oscar), mas o menino é brilhante. A direção e a fotografia do filme merecem destaque.

Concluindo, acho válido tanto a leitura do livro quanto assistir ao filme, ambos são fortes e bem construídos (e se possível nesta ordem: livro depois filme). Porém, apesar de não ter me emocionar tanto, o filme me agradou mais, me deixando mais “confortável” como expectadora.

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Caso tenha se interessado pela história, segue abaixo a Sinopse do Livro:

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“Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la.
O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.”

Fonte: Saraiva

Livro X Filme: Como eu era antes de você

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Como acho que já disse anteriormente, eu havia lido o livro pela primeira vez há bastante tempo, e ele tornou-se um de meus preferidos. Em consequência, Lou é uma das personagens literárias que mais gosto, por isso meu temor quando soube que haveria uma adaptação do romance para o cinema, principalmente porque tenho minhas reservas com relação ao talento da atriz Emilia Clarke (me desculpem fãs!).

Assisti ao filme uma semana depois da estreia e já tendo passado toda a comoção. Li muitas críticas, evitando algumas para não perder o efeito surpresa, e por fim, após finalmente ir ao cinema preciso reafirmar aquele velho lema de que “o livro é sempre melhor que o filme”.

Não quero falar mal do filme, muito pelo contrário, ele me agradou bastante – com destaque para a atuação de Sam Claflin, afinal não deve ser fácil atuar na pele de um tetraplégico tão cheio de nuances e temperamento como é o personagem de Will Traynor. Mas a adaptação do roteiro infelizmente deixou a desejar. Algumas tramas importantes do livro, em minha opinião, foram pouco ou não abordadas: a forma como Lou é sempre desmerecida pela família perante a irmã mais inteligente; a própria Treena que é tão citada no livro teve poucas aparições no filme; o desemprego do pai de Lou, que joga sobre a personagem a responsabilidade financeira da família, a relação de Lou e Patrick (destaque para Matthew Lewis, ex Neville Longbotton da saga Harry Potter) que é bem mais complexa, com muitos abusos psicológicos por parte do namorado – e seu término acaba causando os problemas judiciais e a repercussão na imprensa sobre a morte de Will (também não abordados); a infidelidade do Sr. Traynor (Charles Dance, interprete de Tywin em Game of Thrones); a relação conflituosa entre o casal Traynor e como o marido recusa-se a encarar o desejo do filho (algo que foi completamente invertido no filme); e, principalmente, o estupro de Lou e como ele afeta sua personalidade, e até mesmo a forma de se vestir da personagem.

A exclusão de alguns personagens é algo comum em adaptações para o cinema, mas neste caso me incomodou. Os questionamentos feitos pela irmã de Will e a forma como a menina julga Lou, a presença da amante do Sr. Traynor como personificação de sua infidelidade e até mesmo uma melhor explicação sobre a debilitada saúde do avô de Louisa e a relação com ele, deixaram algumas lacunas que, para o expectador que ainda não havia lido o livro, ficaram abertas e mal explicadas. A relação entre Lou e Camilla – cujos diálogos eram muitas vezes necessários para que o desejo de Will seja compreendido – também foi pouco explorada, e a transição da relação entre Lou e Will, feita de forma brusca, não demonstrando a crescente confiança e cumplicidade que é construída entre os dois.

Concluindo, em geral a relação de amor entre os personagens foi muito focada e outros pontos relevantes, ignorados. Talvez fosse necessária mais meia hora de filme para que este romance, tão rico de detalhes e sentimentos, fosse contado de forma mais fiel e completa (mesmo que alguns diálogos do livro tenham sido reproduzidos integralmente). Mas, Como eu era antes de você não deixa de ser um filme agradável, com toques de humor e cenas emocionantes – que ressalto: não atingem o nível do livro e nem emocionam como tal.

Para quem quiser conferir, ele está em cartaz nos principais cinemas de todo o país.

Ps. Eu estava certa em ter medo da atuação de Emilia Clarke; a cena em que ela e Will discutem nas Ilhas Maurício (aliás, algo que também não foi abordado no filme) foi difícil de assistir. Alguém precisa contar pra essa moça que mexer loucamente as sobrancelhas não significa expressar tristeza ou desespero.

 

Livro X Filme: O Maravilhoso Agora

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Quando escolhi o livro para fazer a resenha, confesso que primeiramente fui atraída pelo filme, pois sou fã do ator Milles Teller. Porém, segui a indicação de vários leitores de que deveria primeiro ler o livro e depois ver o filme; e realmente concordo que seja o melhor caminho.

Minha impressão como espectadora é que o diretor, James Ponsoldt, e os roteiristas Michael H. Weber e Scott Neustadter, optaram por fazer um filme mais leve, juvenil e focado no romance dos atores principais, do que em contar a história do livro em sua essência. Boa parte da carga densa da história foi retirada: estupro, drogas, vandalismo, agressões… E diversas modificações me incomodaram: a exclusão de personagens (os padrastos sumiram!), a troca do nome de alguns personagens, características físicas tão citadas no livro não foram levadas em conta (Cassidy não era “maravilhosamente gorda”?) e a forma superficial como trataram a questão do alcoolismo que é um ponto chave do relacionamento entre Aimme e Sutter. Mas o que me deixou realmente muito insatisfeita foi a modificação feita na história e essência dos personagens principais.

Começando por Aimee, vivida pela talentosa Shailene Woodley (atriz principal da série Divergente e de A Culpa é das Estrelas), e que foi a adaptação que mais me chateou. Enquanto no livro a personagem é solitária e carente, ao mesmo tempo demonstra resiliência pois, aceita suas dificuldades e segue em frente mesmo com os traumas que sofreu – o estupro, o abuso da mãe e do padrasto e a morte do pai – no filme ela é reduzida a uma menina pobre, inteligente e de pouca interação social. O tema estupro não é abordado no filme, o contexto da morte do pai alterado e a presença do impertinente padrasto, excluída. Aimme passou de uma personagem intrigante (na resenha do livro chego a levantar a questão de como teria sido enriquecedor para o livro se em algum momento tivéssemos a narrativa dela) a uma menininha boba e apaixonada, daquelas de dar tédio, mas sem a devoção e o apego psicológico que tem por Sutter no livro, ficando muito superficial.

Com relação à Sutter, entendo que deixá-lo menos egoísta e detestável dando a ele traços de humanidade era necessário – considerando também que o talento e carisma de Milles Teller (ator também da série Divergente e do premiado Whiplash) ajudam a criar empatia com o telespectador. Porém, com acontecimentos importantes sendo alterados (o jantar na casa da irmã, por exemplo), e relacionamentos não destacados no livro explorados – a relação amistosa entre ele e o professor e, principalmente, entre ele e a mãe – algumas horas parecia que eu estava assistindo a outro enredo com outro personagem completamente diferente. Anularam a essência do personagem que tanto me desagradou, e mesmo assim o personagem não chega a cativar. Mais uma vez ficou superficial, um “Sutter pela metade”, reduzido um menino traumatizado pelo abandono do pai e inconsequente.

E finalmente no filme, o espectador consegue o final que tanto torce ao ler o livro: a mudança na postura de Sutter (que no filme, não é tão chocante quanto seria no livro), com ele se reaproximando da família, buscando seus objetivos de forma responsável e indo ao encontro de Aimee. O filme, diferente do livro, mostra o fechamento de seu enredo, possuindo um “fim” de fato.

Concluindo, acho que este não é apenas um daqueles casos em que “o livro é sempre melhor que o filme”. Mesmo com atores talentosos (Cassidy inclusive é representada por Brie Larson, ganhadora do Oscar de melhor atriz em 2016 e Bob Odenkirk, o maravilhoso Saul de Breakin Bad como Bob/Dan), O Maravilhoso Agora deixa a desejar em termos de adaptação, edição e direção. O resultado final, infelizmente, é um filme superficial e um pouco confuso, que acredito que não me impressionaria mesmo sem nunca ter lido o livro.

Para quem quiser conferir ele está disponível no Telecine, Now e Netflix.