Arquivos

Hoje é dia de Emmy!

70th-emmy-horiz-700x380

Sim, este ano não foi Domingo e sim na Segunda!

Acontece hoje em Los Angeles – USA, a 70a Cerimônia do Emmy Awards, que será transmitida aqui pelo canal de tv à cabo TNT a partir das 20hrs (lembrando que para quem gostar de  ver as celebridades chegando ao local, o Red Carpet começa às 17hrs no canal E!).

E mais imprevisível do que o dia da semana da premiação, estão as apostas para os ganhadores deste ano. Acho que posso dizer que este será um dos Emmys mais concorridos dos últimos anos; o volume de excelentes produções  e canais na disputa é o maior já visto. Não temos como ter certeza de ganhador algum em um cenário onde The Handmaid’s Tale (Hulu), Game of Thrones (HBO), The Americans(FX), This is Us (NBC) e The Crown (Netflix) estão concorrendo na mesma categoria – Melhor Série de Drama – que também conta com Westworld (HBO) e Stranger Things (Netflix).

Normalmente tenho alguns palpites, esse ano só torcidas, rs! (Sterling K. Brown e Alexis Bledel por exemplo…)

E vocês? Me contem suas torcidas e apostas!

Vejam abaixo a lista completa de categorias e concorrentes (lembrando que alguns vencedores já foram anunciados junto com as categorias técnicas , os vencedores estão destacados) :

Melhor Série de Drama

Stranger Things – Game of Thrones – The Crown – The Handmaid’s Tale – This Is Us – Westworld – The Americans

 

Melhor Série de Comédia

Atlanta – Black-ish – Silicon Valley – Unbreakable Kimmy Schmidt – The Marvelous Mrs. Maisel – Curb Your Enthusiasm – GLOW – Barry

 

Melhor Telefilme

Black Mirror: USS Callister – Paterno -The Tale – Fahrenheit 451 – Flint

 

Melhor Minissérie ou Série Limitada

The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story -Godless – Patrick Melrose – The Alienist – Genius: Picasso

 

Melhor Ator em Série de Drama

Matthew Rhys (The Americans) – Sterling K. Brown (This Is Us) – Milo Ventimiglia (This Is Us) – Jeffrey Wright (Westworld) – Jason Bateman (Ozark) – Ed Harris (Westword)

 

Melhor Atriz em Série de Drama

Claire Foy (The Crown) – Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale) – Evan Rachel Wood (Westworld) – Keri Russell (The Americans) – Sandra Oh (Killing Eve) – Tatiana Maslany (Orphan Black)

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama

David Harbour (Stranger Things) – Mandy Patinkin (Homeland) – Peter Dinklage (Game of Thrones) – Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones) – Joseph Fiennes (The Handmaid’s Tale) – Matt Smith (The Crown)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama

Ann Dowd (The Handmaid’s Tale) – Alexis Bledel (The Handmaid’s Tale) – Yvonne Strahovski (The Handmaid’s Tale) – Millie Bobby Brown (Stranger Things) – Thandie Newton (Westworld) – Lena Headey (Game of Thrones) – Vanessa Kirby (The Crown)

 

Melhor Ator Convidado em Série de Drama

Ron Cephas-Jones (This Is Us) – Gerald McRaney (This Is Us) – Matthew Goode (The Crown) – Cameron Britton (Mindhunter) – Murray Abraham (Homeland) – Jimmi Simpson (Westworld)

 

Melhor Atriz Convidada em Série de Drama

Samira Wiley (The Handmaid’s Tale) – Diana Rigg (Game of Thrones) – Cicely Tyson (How to Get Away with Murder) – Cherry Jones (The Handmaid’s Tale) – Viola Davis (Scandal) – Kelly Jenrette (The Handmaid’s Tale)

 

Melhor Ator em Série de Comédia

Anthony Anderson (Black-ish) – Donald Glover (Atlanta) – William H. Macy (Shameless) – Larry David (Curb Your Enthusiasm) – Bill Hader (Barry) – Ted Danson (The Good Place)

 

Melhor Atriz em Série de Comédia

Pamela Adlon (Better Things) – Alison Janney (Mom) – Lily Tomlin (Grace & Frankie) – Tracee Ellis Ross (Black-ish) – Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel) – Issa Rae (Insecure)

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia

Alec Baldwin (Saturday Night Live) – Louie Anderson (Baskets) – Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt) – Brian Tyree Henry (Atlanta) – Henry Winkler (Barry) – Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel) – Kenan Thompson (Saturday Night Live)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia

Kate McKinnon (Saturday Night Live) – Leslie Jones (Saturday Night Live) – Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel) – Megan Mullally (Will and Grace) – Zazie Beetz (Atlanta) – Betty Gilpin (GLOW) – Laurie Metcalf (Roseanne) – Aidy Bryant (Saturday Night Live)

 

Melhor Ator Convidado em Série de Comédia

Donald Glover (Saturday Night Live) – Lin-Manuel Miranda (Curb Your Enthusiasm) – Bill Hader (Saturday Night Live) – Bryan Cranston (Curb Your Enthusiasm) – Sterling K. Brown (Brooklyn Nine-Nine) – Katt Williams (Atlanta)

 

Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia

Jane Lynch (The Marvelous Mrs. Maisel) – Tina Fey (Saturday Night Live) – Tiffany Haddish (Saturday Night Live) – Wanda Sykes (black-ish) – Maya Rudolph (The Good Place) – Molly Shannon (Will & Grace)

 

Melhor Ator em Série Limitada ou Telefilme

Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Antonio Banderas (Genius: Picasso) – Benedict Cumberbatch (Patrick Melrose) – Jeff Daniels (The Looming Tower) – John Legend (Jesus Christ Superstar) – Jesse Plemons (Black Mirror: USS Callister)

 

Melhor Atriz em Série Limitada ou Telefilme

Jessica Biel (The Sinner) – Michelle Dockery (Godless) – Sarah Paulson (American Horror Story: Cult) – Edie Falco (Law & Order True Crime: The Menendez Murders) – Laura Dern (The Tale) – Regina King (Seven Seconds)

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme

Jeff Daniels (Godless) – Brandon Victor Dixon (Jesus Christ Superstar) – Michael Stuhlbarg (The Looming Tower) – Edgar Ramírez (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Ricky Martin (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Finn Wittrock (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – John Leguizamo (Waco)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme

Penélope Cruz (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Judith Light (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Merritt Wever (Godless) – Adina Porter (American Horror Story: Cult) – Letitia Wright (Black Mirror: Black Museum) – Sara Bareilles (Jesus Christ Superstar)

 

Melhor Direção em Série de Drama

Stranger Things “The Gate”, Ross e Matt Duffer – Game of Thrones “Beyond the Wall”, Alan Taylor – Game of Thrones “The Dragon and the Wolf”, Jeremy Podeswa – The Crown “Paterfamilias”, Stephen Daldry – The Handmaid’s Tale, “After”, Kari Skogland – Ozark, “The Toll”, Jason Bateman – Ozark “Tonight We Improvise”, Daniel Sackheim

 

Melhor Direção em Série de Comédia

Atlanta “FUBU”, Donald Glover – Silicon Valley “Initial Coin Offering”, Mike Judge – Atlanta “Teddy Perkins”, Hiro Murai – Silicon Valley “Chief Operating Officer”, Jamie Babbit – The Marvelous Mrs. Maisel, “Pilot”, Amy Sherman-Palladino – Barry, “Make Your Mark”, Bill Hader – The Big Bang Theory, “The Bow Tie Symmetry”, Mark Cendrowski

 

Melhor Direção em Série Limitada ou Telefilme

American Crime Story, “The Man Who Would Be Vogue”,  Ryan Murphy – Godless, Scott Frank – Twin Peaks, David Lynch – The Looming Tower, “9/11”, Craig Zisk – Jesus Christ Superstar, David Leveraux e Alex Rudzinki – Paterno,  Barry Levinson – Patrick Melrose, Edward Berger

 

Melhor Roteiro em Série de Drama

The Handmaid’s Tale, “June”, Bruce Miller – The Americans, “START”, Joel Fields e Joe Weisberg – Stranger Things, “The Gate, Ross e Matt Duffer – The Crown, “Mystery Man”, Peter Morgan – Game of Thrones, “The Dragon and the Wolf”, David Benioff e D. B. Weiss – Killing Eve, “Nine Face”, Phoebe Waller-Bridge

 

Melhor Roteiro em Série de Comédia

Atlanta, “Alligator Man”, Donald Glover – Atlanta, “Barbershop”, Stefani Robinson – Silicon Valley, “Fifty-One Percent”, Alec Berg – The Marvelous Mrs. Maisel, “Pilot”, Amy Sherman-Palladino – Barry, “Make Your Mark”, Alec Berg e Bill Hader – Barry, “Loud, Fast And Keep Going”, Liz Sarnoff

 

Melhor Roteiro em Série de Limitada ou Telefilme

American Crime Story “Creator/Destroyer”, Tom Rob Smith e Maggie Cohn – Godless, Scott Frank – American Crime Story “House By The Lake”, Tom Rob Smith – Twin Peaks, David Lynch e Mark Frost – American Vandal, “Clean Up”, Kevin McManus e Matthew McManus – Patrick Melrose, David Nicholls

 

Melhor Programa de Esquetes

Saturday Night Live – Portlandia – Drunk History – Tracey Ullman’s Show – I Love You, America – At Home with Amy Sedaris

 

Melhor Programa de Variedade

Full Frontal with Samantha Bee – Jimmy Kimmel Live! – Last Week Tonight – The Daily Show with Trevor Noah – The Late Late Show with James Corden – The Late Show with Stephen Colbert

Game Of Thrones e o polêmico S07E06 (SPOILERS)

Ontem, assistimos ao penúltimo episódio da sétima temporada de Game Of Thrones, TVshow baseado na série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, do escritor americano George R. R. Martin. A produção do canal HBO é uma das séries de maior sucesso e repercussão das últimas décadas, quebrando recordes de orçamento, produção, audiência e colecionando milhares de fãs de diferentes “tribos” e idades em todo o mundo.

 

ddd

Game of Thrones destacou-se desde o início por seguir à risca o que foi escrito pelo autor, independente se os acontecimentos agradariam o público ou não. Particularmente, eu entendi que estava assistindo a algo diferente quando, na 1ª temporada, vi Ned Stark (no momento um dos personagens mais queridos e centrais da trama) ser decapitado. Aliás, me lembro bem em pensar: “ele não vai morrer, nunca iriam matar um personagem desta importância” e bom… ele foi o primeiro de uma extensa e dolorosa lista – desafio alguém que não tenha enchido os olhinhos durante a morte de Hodor. Então, somados à uma história muito bem escrita e a uma grandiosa produção, GOT sempre contou com o elemento surpresa, o que foi essencial pro crescimento da série, atraindo fãs que a amam e também amam odiá-la em algum momento.

fdgdgdfg

Atualmente, a história contada na série encontra-se mais avançada do que nos livros, já que o último volume publicado corresponde ao final da 5ª temporada, e não existe uma previsão confirmada de quando o escritor entregará o próximo. Sendo assim, o enredo a partir da 6ª temporada é escrito pelos roteiristas da série, com alguma supervisão de George R. R. Martin. É importante ter isto em mente ao longo deste texto.

Seis anos se passaram e chegamos ao episódio de ontem, que foi um enorme divisor de águas entre os fãs da saga. No mundo todo, telespectadores estão divididos por sentimentos de amor e ódio pelos últimos acontecimentos, e “pipocaram” textos em forúns, lives, facebook, twitter e blogs (inclusive neste). E independente se você é do time “amei” ou “odiei” uma coisa é certa: o que assistimos ontem está muito distante do que nos foi apresentado nas primeiras temporadas.

jjjj

Não sei se seria correto dizer que odiei o episódio, mas estou bastante frustrada com os rumos que a série está tomando. Li bastante conteúdo na internet, desde de sites especializados à blogs de fãs, vi algumas lives (Monet, Omelete e Galileu, sendo o último o meu favorito), assisti novamente o episódio e então cheguei à algumas conclusões do “porque” do mal-estar causado. E aqui estão elas:

  • Sétima Temporada x Tempo:

Acho que este é o ponto que rendeu o maior número de reclamações: a temporalidade em Westeros. O que antes demorava duas temporadas para acontecer, na sétima acontece no mesmo episódio. E ontem isso foi muito intensificado: vimos Gendry ir e voltar do encontro com os White Walkers para a Muralha mais rápido que o Usain Bolt, Daenerys chegar com os dragões até além da muralha em questão de minutos e Jon retornar para a muralha machucado sobre um cavalo que correu mais do que se estivesse no Grande Prêmio.

E não é a primeira vez que coisas deste tipo acontecem na temporada: os navios de Euron Greyjoy transitavam por Westeros como se fossem foguetes. Não, não estou pedindo por legendas tipo “dias depois”, mas acho que a velocidade dos acontecimentos está atrapalhando o desenvolvimento dos mesmos na trama. Sabemos o orçamento que GOT demanda da HBO, e o desejo do canal em entregar episódios grandiosos, cheios de efeitos,batalhas e cenas especiais, e por isto, a decisão por uma temporada mais curta. Mas, talvez, os dois episódios reduzidos dos habituais dez por temporada tenham afetado diretamente o desenvolvimento e a qualidade da história.

  • Daenerys X Jon Snow: romance e luto pelo dragão.

É mais simples do que parece. Uma Rainha que se autodenomina “mãe dos dragões” não pode ter aquela reação pobre de ontem ao ver o assassinato de um de seus filhotes e ponto. E muito menos estar mais preocupada com o retorno do possível, provável e futuro “mozão” do que triste por perder um de seus dragões. Mas, como quero ser justa, vamos considerar alguns fatos: a temporalidade da série pode mais uma vez ter atrapalhado, já que os acontecimentos não se desenvolveram; Daenerys já passou por muitas coisas incluindo estupros, ser vendida e assistir ao assassinato do próprio irmão, então seu emocional é mais que “endurecido”; e o principal deles: Emilia Clarke é péssima atriz (sinto muito, mas é).

Outra questão é que por mais que um romance entre Jon e Dany agrade este nunca foi o foco da série. O mais perto de romance que já vimos em GOT foram as relações de Tyrion com uma prostituta (me desculpem, não lembro o nome), Robb Stark e Talisa (não preciso lembrar como terminou) e Jaime e Cersei (um caso básico de incesto entre gêmeos). Um romance fofinho não combina com GOT, que possui um universo de guerras, casamentos arranjados, estupros, mortes bizarras, algo como o “Montanha” e etc – simplesmente não se encaixa no contexto. Os dois sentirem uma atração um pelo outro e sucumbirem a isto ok, mas aquela ceninha melosa com aperto de mão não cabe no contexto. E mais uma coisa para esclarecer: não aguento mais ler que caso os dois fiquem de fato juntos seria incesto assim como Jaime e Cersei; não é. Daenerys é irmã de Rhaegar, possível pai de Jon, e um relacionamento entre tia e sobrinho por mais estranho e nada convencional que seja não é igual a um relacionamento entre irmãos.

dddddd

 

  • O plot de Sansa e Arya:

O episódio de ontem transitou basicamente por três núcleos: Pedra do Dragão – Além da Muralha – Winterfell, sendo grande a interação entre os dois primeiros, o que deixou Winterfell flutuando entre conflitos políticos e guerra. A questão entre as irmãs Aria e Sansa é importante e tem tudo para revelar a desprezível personalidade de Mindinho (e até mesmo resultar em sua morte, por que não?!), mas ficou tão picotada e inserida entre outras cenas de maior impacto, que perdeu força. Parecia um “respiro” na tensão do que estava acontecendo além da Muralha. Era melhor que o episódio de ontem tivesse sido focado somente na batalha, deixando o plot das irmãs para o próximo. Em tempo: observem como mais uma vez a pressa em entregar os acontecimentos está afetando a qualidade da trama.

aaaaa

  • GOT e o fanservice:

Quando terminou o episódio de ontem, fiquei incomodada com o fato de uma batalha daquela magnitude ter causado somente as mortes de Thoros e Benjen, o que não é nada parecido com o que assistimos em outras temporadas em GOT. Morreu o dragão, claro, e isto foi impressionante, o que realça ainda mais o pequeno número de mortes de humanos. Adoro Thormund, ele é um dos poucos alívios cômicos da série, mas ontem uma morte cabia ao ciclo dele, pois estava lutando contra seus primeiros inimigos, no seu território, etc, e não aconteceu. E como estou focando no episódio passado, não vou me estender a outros exemplos, como Jaime caindo em um lago com armadura de ferro – e sobrevivendo.

Eu assisti a exatamente ao que eu queria e aí está outro ponto que não se encaixa em GOT. Cadê o efeito surpresa de outros tempos? Nesta temporada, os produtores estão entregando exatamente o que os fãs gostariam de assistir. Não que isto seja ruim, mas se a série for finalizada com base nos desejos dos fãs, será um final muito indigno para tudo que George R R Martin construiu. Os roteiristas precisam correr atrás de um equilíbrio urgentemente, senão corremos o risco de ter um fechamento muito simplório diante de uma história que construiu um enredo bastante complexo e de qualidade.

fffffff

Como o foco foi no episódio passado, e não sou expert em Game of Thrones, não quis me estender a outras falhas que vem aparecendo, como: o papel de Tyrion até agora na temporada, a ausência de Missandei nos últimos episódios, os resgate do dragão morto com aquele “mar” de correntes (mas ok, eles tinham um urso polar, metros e mais metros de correntes não é tão impensável assim), por que Daenerys foi com os três dragões e na outra batalha usou somente Drogon, dentre outros… E se o final se encaminhar focado em uma guerra entre mortos e vivos, é isso mesmo a que deve se resumir Game of Thrones, depois de todas as tramas políticas e temporadas passadas? Será?

Só consigo concluir que os roteiristas tem um desafio enorme pela frente pois, agradar ao público, entregar um conteúdo de qualidade e honrar o que já foi escrito por George R R Martin não será uma tarefa fácil.

Vamos aguardar. E torcer por um final de temporada melhor do que o episódio que assistimos ontem.

 

Big Little Lies ganha nova temporada!

gettyimages-634218662-h_2017

Esta semana, o presidente de programação da HBO, Casey Bloys, confirmou o início da elaboração e produção de uma segunda temporada de Big Little Lies, produção de sucesso do canal, baseada na obra de Liane Moriarty.
O executivo informou que foi feita a solicitação de uma continuação da história para a escritora, que aceitou o desafio e já está trabalhando nela.
Apesar das atrizes como Nicole Kidman por exemplo, manifestarem o desejo de continuarem na produção, o diretor responsável pela 1a temporada, Jean-Marc Vallée, já manifestou que não participará do novo projeto.
Lembrando, a série conta com grandes nomes em seu elenco como Reese Witherspoon, Shailene Woodley e Laura Dern, e conta a história de três mães com vidas aparentemente ordinárias que acabam envolvidas em um assassinato.
Vale ressaltar que a produção está indicada ao Emmy deste ano, em diversas categorias, entre elas a de melhor minissérie.
Pessoalmente tenho um pouco de medo da escritora sucumbir à pressão comercial e entregar uma continuação que não se equipare com a primeira temporada em termos de qualidade (o que seria péssimo) – aquela velha história: não saber a hora de parar. Mas tendo a acreditar no nome da HBO e que o canal não entregaria um material para o público que não fosse bom. Vamos aguardar…
Fonte: site Omelete www.omelete.com.br

Resenha: The Leftovers, HBO

The-Leftovers

Terminei ontem (tardiamente) de assistir à série da HBO, The Leftovers, baseada no livro homônimo de Tom Perrota, publicado em 2011. A produção já foi finalizada, então assisti a suas 3 e únicas temporadas em sequência (pelo Now, mas está disponível também no HBO GO).
TL não é uma série para ser maratonada; os episódios devem ser assistidos aos poucos, refletidos e discutidos. Tamanho é o número de referências da série – históricas, religiosas, musicais – que minha sugestão é que a cada episódio a review do mesmo seja lida (gostei muito das críticas do Ligados em Séries), porque você pode ter deixado passar algo importante ou essencial escondido no contexto da história.
Se você procura uma história de perguntas e respostas está não é uma série ideal. A trama foca muito na jornada e no desenvolvimento de seus complexos e maravilhosos personagens. Aborda temas como religião, ocultismo, sobrenatural e física quântica – ou seja, tem muito pontos em comum com Lost, antiga produção de Damon Lindelof, um dos responsáveis pela série.
Mas se vc ficou traumatizado com Lost, não desista de TL; diferente da série anterior, nesta produção Lindelof preocupou -se em dar respostas às perguntas essenciais (mesmo que fique a cargo do telespectador acreditar nelas ou não).
Com uma trilha sonora que merece destaque e diálogos bem escritos e densos, The Leftovers me surpreendeu. A HBO nos entregou um drama de alta qualidade. Indico!
Ps1. Me ajudou muito a leitura do livro Matéria Escura, de Blake Crouch; ali estão várias referências que ajudam a entender alguns pontos da série e suas referências.
Ps2. Impossível não perceber as semelhanças do penúltimo episódio com o filme Melancolia, de Lars Von Trier.
Ps3. Em tempo: pela 1a vez a série foi indicada ao Emmy na categoria de melhor atriz coadjuvante com Ann Dowd. Há quem diga que a indicação veio da ausência de GOT na premiação deste ano, mas pessoalmente achei merecida e ainda acho que Carrie Coon merecia não apenas a indicação, como o prêmio.

The-Leftovers-capa

Estreia de Game of Thrones

Imagem5

Ontem foi ao ar depois de uma loooonga espera, o primeiro episódio da sétima temporada de Game Of Thrones. Fazendo um review bem por alto para não dar spoilers, vimos no previously um recap dos acontecimentos (bem antigos até) ocorridos com a família Stark, e tivemos uma cena pré crédito pra lá de maravilhosa e empolgante. Ficou a sensação de que ao longo desta temporada veremos uma “redenção” dos Starks, algo muito aguardado pelos fãs da série.
No geral o episódio foi bastante introdutório, abordando e situando praticamente todos os núcleos e seus passos seguintes, e apesar de uma certa enrolação com Sam em Citadela, foi bem dinâmico.
Alguns pontos merecem ser destacados: os períodos que Sansa passou ao lado de Jeoffrey e Ramsay podem ter afetado mais a personagem do que esperado (teremos uma nova Cersei?); tivemos uma ideia do que Jon Snow irá enfrentar em sua batalha com o Rei da Noite e foi difícil não se arrepiar com Daenerys na cena final.
Sem dúvidas, esta temporada promete.

Sobre a série: Big Little Lies, HBO

biglittlelies01-590x237

Sei que estou atrasada, já havia recebido algumas msgs “vc não tá vendo Big Little Lies?”, mas o fato é que a Netflix me deixou mal acostumada e, com exceção de GOT, prefiro ver as séries quando todos os episódios estão disponíveis. Então assisti a temporada toda de uma vez só.
O livro de Liane Moriarty é muito bom, a história é muito bem amarrada e a personalidade das 3 personagens principais analisadas à fundo. Por isso fiquei temerosa quando soube da adaptação mas, gostei bastante da série.
Assim como a grande maioria das produções da HBO, a fotografia e o figurino são impecáveis; outro destaque é a trilha sonora, que em grande parte das cenas ficou a cargo de Chloe, uma estratégia diferente e bem interessante (aliás, tem playlist no Spotify). Quanto às atrizes, o trio funciona bem; Reese W. está impecável desde o início, e Nicole K. em uma atuação crescente, digna de indicação à prêmio. O único elo fraco foi a escalação de Shailene Woodley como Jane; a atriz não convence como mãe solteira de uma criança fruto de um estupro, atua ora com uma expressividade forçada, ora de forma inexpressiva e acaba apagada por suas colegas de cena. Quem leu o livro sabe do “psicológico complexo” de Jane, e a atuação da atriz não honrou as “nuances” da personagem. (Mas faço aqui um “mea culpa”: não gosto de Shailene como atriz). Um destaque foi a atuação de Laura Dern como Renata; mesmo não estando entre o trio principal, a atriz roubou a maioria das cenas em que esteve presente.
Algumas modificações na estrutura da história foram feitas e pessoalmente, não me agradaram. O plot do “affair” de Madeline é desnecessário para a história. A sequência final – e que amarra toda a trama – ficou confusa e não recebeu a devida importância. A exclusão do enredo dos abusos sofridos por Bonnie, minimizaram sua reação e o “acontecimento fatal”. Apesar dos altos e baixos o resultado final é positivo, mas se o número de episódios fosse maior, teria sido excelente.
Assistam, mas leiam o livro antes – que como quase sempre acontece, é bem melhor.
Ps1. Destaque para o elenco infantil, quero uma Chloe para mim!
Ps2. Aceito tb uma fantasia igual a da Madeline na Triva Night tb!

Pequenas Grandes Mentiras na HBO!

hbo

A HBO divulgou a data de estreia de Big Little Lies, série baseada no livro Pequenas Grandes Mentiras, da autora Liane Moriarty: 19 de fevereiro de 2017!

O livro é sensacional, distribuído no Brasil pela @intrinseca. Já a série conta com nomes de peso como Nicole Kidman, Shailene Woodley e Reese Witherspoon. Jean-Marc Vallée é o responsável pela direção. A trama conta a história conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida ordinária em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é uma estonteante mulher cuja vida parece perfeita e Jane é uma jovem mãe solteira que luta para criar o filho. Os filhos dessas três mulheres estudam juntos, onde acontece uma misteriosa tragédia.

Vamos aguardar!

Obs: Post publicado no instagram @leitoradinamica em dez/2016