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The Handmaid’s Tale, nova série do Hulu

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Precisamos falar sobre The Handmaid’s Tale, a nova série do Hulu, plataforma similar ao Netflix. Baseada no livro “O Conto da Aia”, lançado em 1985 por Margareth Atwood, a série encerrou recentemente, sua 1ª temporada de 10 episódios com louvor. A história –uma distopia – acontece nos EUA, em um mundo pós-terrorismo onde mulheres encontram inúmeras dificuldades para gerar filhos.

Após um atentado terrorista assassinar o Presidente e outros importantes políticos, uma facção católica extremista toma o poder, transformando o país na República de Gilead. Um regime totalitário e patriarcal baseado nas leis do antigo testamento é implementado, extinguindo os direitos das minorias e mulheres. Neste contexto e com base nas passagens bíblicas, é criada a categoria de “aias”, mulheres férteis cuja única função é procriar.

A personagem principal da série é Offred/June, interpretada maravilhosamente por Elisabeth Moss (merecedora do Emmy, sem dúvida alguma!). Capturada enquanto tentava fugir para o Canadá com seu marido e filha, June torna-se uma Aia, após um rigoroso treinamento envolvendo torturas físicas e psicológicas. Designada para um comandante do alto escalão, passa a se chamar Offred, e é daí que a história se desenrola.

O elenco que conta com nomes como Alexis Bledel (Rory Gilmore), Joseph Fiennes, Samira Wiley (a saudosa Pussey de OITNB), e Ann Dowd dentre outros, é excelente em sua totalidade, com todas as atuações dignas de destaque. Bem escrito, bem dirigido e com uma fotografia impecável, The Handmaid’s Tale vem ganhando grande destaque não apenas pelos motivos já citados, mas também pelas questões feministas e sociais abordadas, principalmente com o conturbado cenário político dos EUA de Trump.

Vejam a série e tirem suas conclusões. Em breve começarei a leitura quase obrigatória do livro – e claro, contarei para vocês o que achei. Assistam!
Ps. Destaque para o ep8, melhor cenografia e trilha sonora + direção que vi em muito tempo!

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Crítica: Orange is the new Black, 5a temporada

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É difícil começar a assistir uma série como Orange is the new black e não viciar. As duas primeiras temporadas tiveram um fôlego incrível, e confesso que ao assistir o season finale da 2a, dei tantas demonstrações de empolgação que minha mãe perguntou o que estava acontecendo quando entrou na sala. Por empolgação também comprei o livro que deu origem a série – mas confesso que nunca o li.
E aí veio uma terceira temporada MUITO sem graça e chata; arrastada, sem muitas reviravoltas e com um final digno de encerramento de série. Então quando a 4a temporada foi lançada, não me interessei, tinha decidido que iria abandonar a história.
Um ano se passou e vi, sem querer, ao preview do que seria já a 5a temporada, prestes a ser lançada. Minha curiosidade foi atiçada novamente e assisti ambas – 4a e 5a – quase que continuamente. E fiquei muito satisfeita com o resultado!
Com uma nítida mudança na configuração, a trama passou a focar em outras personagens do núcleo principal, não apenas em Piper, e com isso a história ganhou fôlego e uma gama enorme de assuntos a serem tratados, além de colocar em evidência o vasto e talentoso elenco que possui.
Os produtores abriram mão de plots que não funcionavam mais e repetiram os que deram certo (Uzo Aduba é sempre um acerto!). Acertaram também em ambos os seasons finale, onde o final é aberto, com o episódio terminando no ápice da tensão da trama (destaque para os minutos finais da 5a temporada, com uma reviravolta digna de Game of Thrones). É claro que algumas arestas ainda precisam ser aparadas, como a presença insignificante e irritante das personagens “viciadas” Leane e Angie. Já Laverne Cox teve muito menos destaque do que merecia, o que foi uma pena.
Com certeza o ponto alto foi a atuação de Danielle Brooks como Taystee – digna de premiação.
OITNB termina sua 5a temporada com saldo positivo, e deixa um bom gas para a sexta (e possível) última temporada! À aguardar!

Resenha do Livro: Matéria Escura, Blake Crouch

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Comecei a ler ” Matéria Escura” (Blake Crouch, Ed. Intrínseca) extremamente empolgada; havia ficado sabendo do livro através da Carla Paredes do Blog Futilidades e fiquei muito curiosa.
Ao longo dos primeiros capítulos a trama me deixou intrigada e toda a parte didática envolvendo física quântica, os mundos sobrepostos, e a teoria do Gato de Schrodinger despertaram minha atenção a ponto de me fazer pesquisar mais sobre o assunto – que de fato é interessantíssimo!
Inicialmente, o protagonista Jason Dessen também cativa; seu sentimento inicial de insatisfação com a própria vida seguido por seu desespero para retoma-la causa empatia no leitor. Como já dizia o pensador “cuidado com o que você deseja pois pode se tornar realidade”- e no caso de Dessen, vemos que esta realidade não é tão gratificante assim, levando o personagem a reavaliar seus desejos e questionamentos, tornando-se grato pela vida que construiu ate então.
E ok, ia tudo muito bem, até a entrada de Jason e Amanda na caixa; a partir daí o livro vira uma enrolação sem fim e em determinado momento da leitura confesso que meu único pensamento era “não é possível que este ainda não é o mundo certo”. Acredito que três cenários seriam mais que suficientes para passar a ideia ao leitor sem que a história ficasse tediosa ou algo semelhante demais ao filme “Efeito Borboleta” (sucesso antigo estrelado por Ashton Kutcher).
Mas, apesar disso, o livro termina de forma concisa e poética, o que equilibra toda a “ciência” presente no enredo. Não posso dizer que entrou para a lista dos melhores livros que já li, mas considero a leitura válida, visto que tem como base um tema bastante interessante. 🎞Aproveitando, aqui vai uma curiosidade: os direitos do livro foram vendidos para a Sony antes mesmo do seu lançamento. O mesmo será adaptado para o cinema com direção de Roland Emmerich (Independence Day) e produção de Matt Tolmach (O Espetacular Homem-Aranha). 📽🎥À conferir!

Sobre a série: Big Little Lies, HBO

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Sei que estou atrasada, já havia recebido algumas msgs “vc não tá vendo Big Little Lies?”, mas o fato é que a Netflix me deixou mal acostumada e, com exceção de GOT, prefiro ver as séries quando todos os episódios estão disponíveis. Então assisti a temporada toda de uma vez só.
O livro de Liane Moriarty é muito bom, a história é muito bem amarrada e a personalidade das 3 personagens principais analisadas à fundo. Por isso fiquei temerosa quando soube da adaptação mas, gostei bastante da série.
Assim como a grande maioria das produções da HBO, a fotografia e o figurino são impecáveis; outro destaque é a trilha sonora, que em grande parte das cenas ficou a cargo de Chloe, uma estratégia diferente e bem interessante (aliás, tem playlist no Spotify). Quanto às atrizes, o trio funciona bem; Reese W. está impecável desde o início, e Nicole K. em uma atuação crescente, digna de indicação à prêmio. O único elo fraco foi a escalação de Shailene Woodley como Jane; a atriz não convence como mãe solteira de uma criança fruto de um estupro, atua ora com uma expressividade forçada, ora de forma inexpressiva e acaba apagada por suas colegas de cena. Quem leu o livro sabe do “psicológico complexo” de Jane, e a atuação da atriz não honrou as “nuances” da personagem. (Mas faço aqui um “mea culpa”: não gosto de Shailene como atriz). Um destaque foi a atuação de Laura Dern como Renata; mesmo não estando entre o trio principal, a atriz roubou a maioria das cenas em que esteve presente.
Algumas modificações na estrutura da história foram feitas e pessoalmente, não me agradaram. O plot do “affair” de Madeline é desnecessário para a história. A sequência final – e que amarra toda a trama – ficou confusa e não recebeu a devida importância. A exclusão do enredo dos abusos sofridos por Bonnie, minimizaram sua reação e o “acontecimento fatal”. Apesar dos altos e baixos o resultado final é positivo, mas se o número de episódios fosse maior, teria sido excelente.
Assistam, mas leiam o livro antes – que como quase sempre acontece, é bem melhor.
Ps1. Destaque para o elenco infantil, quero uma Chloe para mim!
Ps2. Aceito tb uma fantasia igual a da Madeline na Triva Night tb!

A Cabana, o filme:

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Estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 06, o filme A Cabana, adaptação da obra literária escrita por William P. Young, que se tornou um best seller mundial.
Com nomes conhecidos no elenco como Sam Worthington (Avatar), Octavia Spencer (vencedora do Oscar por Histórias Cruzadas) e a brasileira Alice Braga, o filme conta a história de Mack, um pai atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado. Porém, eu uma cabana nas montanhas há sinais de que ela teria sido violentada e assassinada no local. Anos depois, ele recebe um misterioso chamado para voltar a esse local, onde ele receberá uma enorme lição de vida.
Confesso que tenho o livro mas nunca li. Tá na famosa “pilha de livros para ler” e sempre algum outro furava a fila ou me interessava mais. Desta vez vou fazer algo que não gosto e evito: assistir primeiro ao filme. Quem sabe a adaptação desperte em mim finalmente o desejo de realizar esta leitura? Em breve conto para vocês, aguardem.

 

Desventuras em Série, Netflix

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Terminei “Desventuras em Série”, a mais recente produção do Netflix em associação com a Paramount Television e admito: preciso de mais!
Com Neil Patrick Harris no elenco, a série chama atenção pela qualidade da produção, os cenários fantásticos, o elenco infantil (destaque para o bebê Sunny), a abertura, as piadas irônicas e, principalmente, o narrador da história – representado por Patrick Warburton.

Baseada na série homônima de 13 livros escrita por Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler) e ilustrada por Brett Helquist, a saga conta a história dos órfãos Baudelaire – Violet, Klaus e Sunny, após a morte de seus pais em um incêndio.

A 1a temporada contém 8 episódios e conta a história dos 4 primeiros volumes da série de livros (um livro a cada 2ep) – e está disponível completa no Netflix. A 2a temporada já está confirmada e terá 10 ep – abordando os volumes 5 a 9 – e uma 3a e final temporada já está sendo negociada.

Dica: preparem-se para ficar com a música tema de abertura na cabeça por bastante tempo, rs!
🎶look away, look away🎶

Obs: Post publicado no instagram @leitoradinamica em jan/2017

Pequenas Grandes Mentiras na HBO!

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A HBO divulgou a data de estreia de Big Little Lies, série baseada no livro Pequenas Grandes Mentiras, da autora Liane Moriarty: 19 de fevereiro de 2017!

O livro é sensacional, distribuído no Brasil pela @intrinseca. Já a série conta com nomes de peso como Nicole Kidman, Shailene Woodley e Reese Witherspoon. Jean-Marc Vallée é o responsável pela direção. A trama conta a história conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida ordinária em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é uma estonteante mulher cuja vida parece perfeita e Jane é uma jovem mãe solteira que luta para criar o filho. Os filhos dessas três mulheres estudam juntos, onde acontece uma misteriosa tragédia.

Vamos aguardar!

Obs: Post publicado no instagram @leitoradinamica em dez/2016