Arquivo | agosto 2017

Game Of Thrones e o polêmico S07E06 (SPOILERS)

Ontem, assistimos ao penúltimo episódio da sétima temporada de Game Of Thrones, TVshow baseado na série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, do escritor americano George R. R. Martin. A produção do canal HBO é uma das séries de maior sucesso e repercussão das últimas décadas, quebrando recordes de orçamento, produção, audiência e colecionando milhares de fãs de diferentes “tribos” e idades em todo o mundo.

 

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Game of Thrones destacou-se desde o início por seguir à risca o que foi escrito pelo autor, independente se os acontecimentos agradariam o público ou não. Particularmente, eu entendi que estava assistindo a algo diferente quando, na 1ª temporada, vi Ned Stark (no momento um dos personagens mais queridos e centrais da trama) ser decapitado. Aliás, me lembro bem em pensar: “ele não vai morrer, nunca iriam matar um personagem desta importância” e bom… ele foi o primeiro de uma extensa e dolorosa lista – desafio alguém que não tenha enchido os olhinhos durante a morte de Hodor. Então, somados à uma história muito bem escrita e a uma grandiosa produção, GOT sempre contou com o elemento surpresa, o que foi essencial pro crescimento da série, atraindo fãs que a amam e também amam odiá-la em algum momento.

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Atualmente, a história contada na série encontra-se mais avançada do que nos livros, já que o último volume publicado corresponde ao final da 5ª temporada, e não existe uma previsão confirmada de quando o escritor entregará o próximo. Sendo assim, o enredo a partir da 6ª temporada é escrito pelos roteiristas da série, com alguma supervisão de George R. R. Martin. É importante ter isto em mente ao longo deste texto.

Seis anos se passaram e chegamos ao episódio de ontem, que foi um enorme divisor de águas entre os fãs da saga. No mundo todo, telespectadores estão divididos por sentimentos de amor e ódio pelos últimos acontecimentos, e “pipocaram” textos em forúns, lives, facebook, twitter e blogs (inclusive neste). E independente se você é do time “amei” ou “odiei” uma coisa é certa: o que assistimos ontem está muito distante do que nos foi apresentado nas primeiras temporadas.

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Não sei se seria correto dizer que odiei o episódio, mas estou bastante frustrada com os rumos que a série está tomando. Li bastante conteúdo na internet, desde de sites especializados à blogs de fãs, vi algumas lives (Monet, Omelete e Galileu, sendo o último o meu favorito), assisti novamente o episódio e então cheguei à algumas conclusões do “porque” do mal-estar causado. E aqui estão elas:

  • Sétima Temporada x Tempo:

Acho que este é o ponto que rendeu o maior número de reclamações: a temporalidade em Westeros. O que antes demorava duas temporadas para acontecer, na sétima acontece no mesmo episódio. E ontem isso foi muito intensificado: vimos Gendry ir e voltar do encontro com os White Walkers para a Muralha mais rápido que o Usain Bolt, Daenerys chegar com os dragões até além da muralha em questão de minutos e Jon retornar para a muralha machucado sobre um cavalo que correu mais do que se estivesse no Grande Prêmio.

E não é a primeira vez que coisas deste tipo acontecem na temporada: os navios de Euron Greyjoy transitavam por Westeros como se fossem foguetes. Não, não estou pedindo por legendas tipo “dias depois”, mas acho que a velocidade dos acontecimentos está atrapalhando o desenvolvimento dos mesmos na trama. Sabemos o orçamento que GOT demanda da HBO, e o desejo do canal em entregar episódios grandiosos, cheios de efeitos,batalhas e cenas especiais, e por isto, a decisão por uma temporada mais curta. Mas, talvez, os dois episódios reduzidos dos habituais dez por temporada tenham afetado diretamente o desenvolvimento e a qualidade da história.

  • Daenerys X Jon Snow: romance e luto pelo dragão.

É mais simples do que parece. Uma Rainha que se autodenomina “mãe dos dragões” não pode ter aquela reação pobre de ontem ao ver o assassinato de um de seus filhotes e ponto. E muito menos estar mais preocupada com o retorno do possível, provável e futuro “mozão” do que triste por perder um de seus dragões. Mas, como quero ser justa, vamos considerar alguns fatos: a temporalidade da série pode mais uma vez ter atrapalhado, já que os acontecimentos não se desenvolveram; Daenerys já passou por muitas coisas incluindo estupros, ser vendida e assistir ao assassinato do próprio irmão, então seu emocional é mais que “endurecido”; e o principal deles: Emilia Clarke é péssima atriz (sinto muito, mas é).

Outra questão é que por mais que um romance entre Jon e Dany agrade este nunca foi o foco da série. O mais perto de romance que já vimos em GOT foram as relações de Tyrion com uma prostituta (me desculpem, não lembro o nome), Robb Stark e Talisa (não preciso lembrar como terminou) e Jaime e Cersei (um caso básico de incesto entre gêmeos). Um romance fofinho não combina com GOT, que possui um universo de guerras, casamentos arranjados, estupros, mortes bizarras, algo como o “Montanha” e etc – simplesmente não se encaixa no contexto. Os dois sentirem uma atração um pelo outro e sucumbirem a isto ok, mas aquela ceninha melosa com aperto de mão não cabe no contexto. E mais uma coisa para esclarecer: não aguento mais ler que caso os dois fiquem de fato juntos seria incesto assim como Jaime e Cersei; não é. Daenerys é irmã de Rhaegar, possível pai de Jon, e um relacionamento entre tia e sobrinho por mais estranho e nada convencional que seja não é igual a um relacionamento entre irmãos.

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  • O plot de Sansa e Arya:

O episódio de ontem transitou basicamente por três núcleos: Pedra do Dragão – Além da Muralha – Winterfell, sendo grande a interação entre os dois primeiros, o que deixou Winterfell flutuando entre conflitos políticos e guerra. A questão entre as irmãs Aria e Sansa é importante e tem tudo para revelar a desprezível personalidade de Mindinho (e até mesmo resultar em sua morte, por que não?!), mas ficou tão picotada e inserida entre outras cenas de maior impacto, que perdeu força. Parecia um “respiro” na tensão do que estava acontecendo além da Muralha. Era melhor que o episódio de ontem tivesse sido focado somente na batalha, deixando o plot das irmãs para o próximo. Em tempo: observem como mais uma vez a pressa em entregar os acontecimentos está afetando a qualidade da trama.

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  • GOT e o fanservice:

Quando terminou o episódio de ontem, fiquei incomodada com o fato de uma batalha daquela magnitude ter causado somente as mortes de Thoros e Benjen, o que não é nada parecido com o que assistimos em outras temporadas em GOT. Morreu o dragão, claro, e isto foi impressionante, o que realça ainda mais o pequeno número de mortes de humanos. Adoro Thormund, ele é um dos poucos alívios cômicos da série, mas ontem uma morte cabia ao ciclo dele, pois estava lutando contra seus primeiros inimigos, no seu território, etc, e não aconteceu. E como estou focando no episódio passado, não vou me estender a outros exemplos, como Jaime caindo em um lago com armadura de ferro – e sobrevivendo.

Eu assisti a exatamente ao que eu queria e aí está outro ponto que não se encaixa em GOT. Cadê o efeito surpresa de outros tempos? Nesta temporada, os produtores estão entregando exatamente o que os fãs gostariam de assistir. Não que isto seja ruim, mas se a série for finalizada com base nos desejos dos fãs, será um final muito indigno para tudo que George R R Martin construiu. Os roteiristas precisam correr atrás de um equilíbrio urgentemente, senão corremos o risco de ter um fechamento muito simplório diante de uma história que construiu um enredo bastante complexo e de qualidade.

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Como o foco foi no episódio passado, e não sou expert em Game of Thrones, não quis me estender a outras falhas que vem aparecendo, como: o papel de Tyrion até agora na temporada, a ausência de Missandei nos últimos episódios, os resgate do dragão morto com aquele “mar” de correntes (mas ok, eles tinham um urso polar, metros e mais metros de correntes não é tão impensável assim), por que Daenerys foi com os três dragões e na outra batalha usou somente Drogon, dentre outros… E se o final se encaminhar focado em uma guerra entre mortos e vivos, é isso mesmo a que deve se resumir Game of Thrones, depois de todas as tramas políticas e temporadas passadas? Será?

Só consigo concluir que os roteiristas tem um desafio enorme pela frente pois, agradar ao público, entregar um conteúdo de qualidade e honrar o que já foi escrito por George R R Martin não será uma tarefa fácil.

Vamos aguardar. E torcer por um final de temporada melhor do que o episódio que assistimos ontem.

 

Adaptações de obras de Agatha Christie

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Depois do sucesso em 2015 da adaptação para as telas de E Não Sobrou Nenhum (cujo título original é o incorreto e polêmico “O caso dos 10 negrinhos”), obra de enorme sucesso da inglesa Agatha Christie, a BBC anunciou a produção de mais 07 especiais baseados em obras da escritora.
O conto “Testemunha de Acusação” também será adaptado, em um especial com duas partes.

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Caso você não conheça – e deveria – Agatha Christie é uma das escritoras de maior sucesso da história, contabilizando cerca de 4 bilhões de livros vendidos e traduções em inúmeros idiomas, além de peças de teatro produzidas. A inglesa só perde para Shakespeare e a Bíblia em números. Faleceu em 1976, após publicar cerca de 80 romances, entrar para o Guinness Book e ser condecorada pela Rainha da Inglaterra.

Em tempo: Não consegui achar a adaptação de 2015 para assistir, se alguém souber, por favor me fale! 🙏🏻 (não vale apple tv !)

Fonte: hypeness.com.br

Resenha: Atypical – Netflix

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Divulgada de forma despretensiosa, a série Aypical, produção da Netflix pode ter sido uma das séries de maior destaque em termos de humor e inteligência que assisti nos últimos tempos. A trama criada por Robia Rashid gira entorno de Sam, um jovem autista de 18 anos que inicia uma busca pela parceira ideal. Ao mesmo tempo em que a história narra a jornada do personagem principal, também mostra a forma como o transtorno afeta seus familiares e todos à sua volta.

Quando comecei a assistir a série, achei o personagem de Sam caricato demais, lembrando bastante o Sheldon de The Big Bang Theory. Mas, ao poucos, o ator Keir Gilchrist vai achando seu tom, e consegue cativar o telespectador. Aliás, não existe nenhum personagem fraco ou irrelevante em Atypical; todos os envolvidos na trama possuem falas inteligentes e personalidades interessantes (do barman ao namorado da irmã de Sam). É impossível não destacar a atuação de Brigette Lundy-Paine como Casey, irmã de Sam. Pelos olhos da garota podemos enxergar outra visão do transtornno, onde a irmã que ama, protege e cuida do irmão, também se frustra com a atenção e o cuidado que o mesmo demanda – o que foi feito de forma muito humana e realista pelos roteiristas da série.

Aliás, se pudesse resumir Atypical em uma palavra, seria equilíbrio; o humor e o drama são oferecidos ao público na medida certa, e as informações sobre o transtorno também. Por mais que o autismo seja o pano de fundo da trama, ele não é o foco principal dela.

Diferente de outra produção do canal com temática parecida – 13 reasons why – nenhum diálogo é demasiadamente dramático ou cômico, ambos caminham juntos por toda a temporada, sendo impossível isolar as cenas por gêneros. Este artificio enriqueceu bastante a história e a forma como ela é contada. Concluindo, mais uma vez a Netflix acerta em cheio em uma aposta, e entrega uma série inteligente e de qualidade para públicos de diferentes idades, abordando um tema que deve ser discutido, repensado e liberado de “tabus”.

Resenha: Sete minutos depois da meia-noite

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“Homens são monstros complicados”

Estava querendo uma leitura rápida e leve, e acabei pegando “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, do autor americano Patrick Ness, da prateleira. A leitura foi rápida, mas longe de ser leve.
A obra conta a história de Conor, um garoto de 13 anos cuja mãe está enfrentando um rigoroso tratamento contra o câncer. Na escola, seus amigos ignoram sua presença, com exceção de um grupo que diariamente faz bullying com ele. Todas as noites, Conor tem o mesmo pesadelo; até que em uma delas, à 00:07, ele recebe a visita de um monstro que lhe faz uma proposta: contar ao menino três histórias e depois disto, escutar apenas uma de Conor, a sua verdade.

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Apesar de muito bem escrito e de conter elementos de fantasia, o livro é triste do começo ao fim, daqueles que levam às lágrimas em vários momentos. A narrativa desenvolve-se perfeitamente, e muitos dos diálogos e personagens exigem reflexão. Não se engane pelo tamanho do livro, pois ele traz bastante conteúdo.

Terminada a leitura, fui pesquisar sobre o autor e descobri algo tocante: a ideia para “Sete minutos” foi dada a ele por Siobhan Dowd, escritora inglesa que lutava contra o câncer e faleceu em 2007 com apenas 47 anos. Temendo não conseguir finalizar a obra devida sua condição, Siobhan entrega a temática central da história para seu amigo Patrick, que a executa com louvor. É importante falar que todos os direitos autorais do livro vão para a Fundação Siobhan Dowd.
A história foi adaptada para o cinema e está no catálogo da Netflix. Com Sigourney Weaver e Felicity Jones no elenco, além de belas imagens, consegue ser ainda mais emocionante que o livro. É um daqueles raros casos em que o filme se equipara em qualidade ao livro. Leiam, assistam ou ambos; trata-se de uma história essencial sobre amor, culpa e luto.
Ps. Em minha opinião, apesar do que diz a indicação, não é um filme para crianças. E prepare o lencinho.

 

Big Little Lies ganha nova temporada!

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Esta semana, o presidente de programação da HBO, Casey Bloys, confirmou o início da elaboração e produção de uma segunda temporada de Big Little Lies, produção de sucesso do canal, baseada na obra de Liane Moriarty.
O executivo informou que foi feita a solicitação de uma continuação da história para a escritora, que aceitou o desafio e já está trabalhando nela.
Apesar das atrizes como Nicole Kidman por exemplo, manifestarem o desejo de continuarem na produção, o diretor responsável pela 1a temporada, Jean-Marc Vallée, já manifestou que não participará do novo projeto.
Lembrando, a série conta com grandes nomes em seu elenco como Reese Witherspoon, Shailene Woodley e Laura Dern, e conta a história de três mães com vidas aparentemente ordinárias que acabam envolvidas em um assassinato.
Vale ressaltar que a produção está indicada ao Emmy deste ano, em diversas categorias, entre elas a de melhor minissérie.
Pessoalmente tenho um pouco de medo da escritora sucumbir à pressão comercial e entregar uma continuação que não se equipare com a primeira temporada em termos de qualidade (o que seria péssimo) – aquela velha história: não saber a hora de parar. Mas tendo a acreditar no nome da HBO e que o canal não entregaria um material para o público que não fosse bom. Vamos aguardar…
Fonte: site Omelete www.omelete.com.br

Resenha: The Leftovers, HBO

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Terminei ontem (tardiamente) de assistir à série da HBO, The Leftovers, baseada no livro homônimo de Tom Perrota, publicado em 2011. A produção já foi finalizada, então assisti a suas 3 e únicas temporadas em sequência (pelo Now, mas está disponível também no HBO GO).
TL não é uma série para ser maratonada; os episódios devem ser assistidos aos poucos, refletidos e discutidos. Tamanho é o número de referências da série – históricas, religiosas, musicais – que minha sugestão é que a cada episódio a review do mesmo seja lida (gostei muito das críticas do Ligados em Séries), porque você pode ter deixado passar algo importante ou essencial escondido no contexto da história.
Se você procura uma história de perguntas e respostas está não é uma série ideal. A trama foca muito na jornada e no desenvolvimento de seus complexos e maravilhosos personagens. Aborda temas como religião, ocultismo, sobrenatural e física quântica – ou seja, tem muito pontos em comum com Lost, antiga produção de Damon Lindelof, um dos responsáveis pela série.
Mas se vc ficou traumatizado com Lost, não desista de TL; diferente da série anterior, nesta produção Lindelof preocupou -se em dar respostas às perguntas essenciais (mesmo que fique a cargo do telespectador acreditar nelas ou não).
Com uma trilha sonora que merece destaque e diálogos bem escritos e densos, The Leftovers me surpreendeu. A HBO nos entregou um drama de alta qualidade. Indico!
Ps1. Me ajudou muito a leitura do livro Matéria Escura, de Blake Crouch; ali estão várias referências que ajudam a entender alguns pontos da série e suas referências.
Ps2. Impossível não perceber as semelhanças do penúltimo episódio com o filme Melancolia, de Lars Von Trier.
Ps3. Em tempo: pela 1a vez a série foi indicada ao Emmy na categoria de melhor atriz coadjuvante com Ann Dowd. Há quem diga que a indicação veio da ausência de GOT na premiação deste ano, mas pessoalmente achei merecida e ainda acho que Carrie Coon merecia não apenas a indicação, como o prêmio.

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Alias Grace, nova produção da Netflix.

Foi divulgado o teaser da série Alias Grace, produção também adaptada de uma obra de Margaret Atwood, escritora de “O conto da aia”, que deu origem ao sucesso The Handmaids Tale, do canal Hulu.
Alias Grace será transmitida pelo canal canadense CBC e distribuída mundialmente pela Netflix.
Adaptada do livro baseado em fatos reais, Vulgo Grace, de 1996 e publicado no Brasil em 2008 pela editora Rocco, a série de 6 episódios conta a história de Grace Marks (interpretada por Sarah Gadon) e se passa no século XIX, no Canadá.
A protagonista será uma imigrante irlandesa acusada juntamente com outro empregado, de assassinar seu patrão e Nancy – sua amante grávida, que também é governanta da casa onde trabalha. Importante ressaltar que Nancy será interpretada por Anna Paquin.
Com data de estreia prevista para 25 de setembro estima-se que a produção esteja disponível simultaneamente na Netflix.

Se for metade do que The Handmaids Tale foi, promete!

Resenha: To the Bones, Netflix

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Eu estava muito ansiosa com a estreia de To the Bones, filme cujo direitos foram comprados pela Netflix logo após a 1a exibição em um festival. Estrelado por Lilly Collins no papel principal, a trama conta as dificuldades de uma jovem com transtornos alimentares em sua recuperação.
Apesar das cenas fortes e chocantes (avisadas logo no início pela netflix), o filme trata o assunto com respeito e sutilezas impecáveis, sem fugir da realidade e da gravidade da situação. Resumindo, trata de forma humana, real e sem glamour.
Para quem viu Lilly Collins como Branca de Neve em Espelho, espelho Meu, o choque visual e também com o amadurecimento da atriz será grande. Aliás todas as atuações são dignas de destaque, desde a mãe egoísta, as companheiras de reabilitação e até mesmo Keanu Reeves como orientador. Mas o parabéns vai mesmo para Alex Sharp como Luke – na minha opinião, brilhante.
Sem dar spoilers, a sequência final é linda, bem dirigida e extremamente poética. To the bone é um filme denso, que aborda temas graves mas que mesmo com todo o drama, consegue ter comédia, romance e cenas de muita beleza e poesia – além de uma bela fotografia.
Assistam, assistam e assistam!
Ps1: a ausência do pai diz muito mais para o contexto do que sua presença. Ilustra como a falta da figura paterna pode afetar de diversas formas negativas o psicológico de uma jovem em formação e todo o campo familiar em seu entorno.
Ps2: a perturbadora e belíssima cena final entre a protagonista e sua mãe deu margem a muitas interpretações e só quem assistiu consegue ter alguma opinião; e pensar novamente e mudar de opinião…. e ai por diante.