Arquivo | fevereiro 2017

Tudo o que você precisa saber sobre a cerimônia do Oscar 2017!

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Precisamos dar uma pausa na folia de Carnaval para falar da premiação cinematográfica mais esperada do ano e que acontecerá hoje à noite: a cerimônia do Oscar!

Primeiro aviso importante: este ano a transmissão não acontecerá ao vivo pela Rede Globo, que estará transmitindo a 1ª noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Mas será possível acompanhar outras coberturas na tv a cabo: o canal E! começará a transmitir o pré-oscars às 15:30, incluindo o esperado Red Carpet; já a cerimônia será transmitida pelo canal TNT e terá início às 21:00 (hora de Brasília, ok?).

A cerimônia este ano será comandada pelo apresentador de talk shows americano Jimmy Kimmel, do canal ABC. Será a primeira vez de Kimmel no comando da cerimônia, que no passado esteve a frente de outras premiações, como o Emmy.

Como sempre, temos excelentes indicados, mas as principais apostas giram em torno de La La Land para Melhor Filme e maior vencedor da noite (são 14 indicações), Mahershala Ali para melhor ator por Moonlight: Sob a Luz do Luar, e Viola Davis – liderando todas as apostas – deve levar hoje pelo filme Fences (Um Limite entre Nós), após muitas indicações, o único prêmio que ainda lhe falta.

Já na categoria melhor atriz está difícil palpitar; muitos torcem por Natalie Portman que interpretou Jackie Kennedy, e outros por Isabelle Huppert pelo polêmico Elle. Mas a maioria das apostas vai mesmo para Emma Stone, por La La Land. E obvio, Meryl Streep foi indicada novamente por Florence, quem é esta mulher?.

Agora é só separar a pipoca e conferir. Para ajudar na torcida de vocês, abaixo segue a lista de todos os indicados! Aproveitem!

 

Melhor Filme

A Chegada

Até o Último Homem

Estrelas Além do Tempo

Lion: Uma Jornada para Casa

Moonlight: Sob a Luz do Luar

Um Limite Entre Nós

A Qualquer Custo

La La Land: Cantando Estações

Manchester à Beira-Mar

 

Melhor Diretor

Denis Villeneuve – A Chegada

Mel Gibson – Até o Último Homem

Damien Chazelle – La La Land: Cantando Estações

Kenneth Lonergan – Manchester à Beira-Mar

Barry Jenkins – Moonlight: Sob a Luz do Luar

 

Melhor Atriz

Isabelle Huppert – Elle

Ruth Negga – Loving

Natalie Portman – Jackie

Emma Stone – La La Land: Cantando Estações

Meryl Streep – Florence: Quem é Essa Mulher?

 

Melhor Ator

Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar

Andrew Garfield – Até o Último Homem

Ryan Gosling – La La Land: Cantando Estações

Viggo Mortensen – Capitão Fantástico

Denzel Washington – Um Limite Entre Nós

 

Melhor Ator Coadjuvante

Mahershala Ali – Moonlight: Sob a Luz do Luar

Jeff Bridges – A Qualquer Custo

Lucas Hedges – Manchester à Beira-Mar

Dev Patel – Lion: Uma Jornada para Casa

Michael Shannon – Animais Noturnos

 

Melhor Atriz Coadjuvante

Viola Davis – Um Limite Entre Nós

Naomie Haris – Moonlight: Sob a Luz do Luar

Nicole Kidman – Lion: Uma Jornada para Casa

Octavia Spencer – Estrelas Além do Tempo

Michelle Williams – Manchester à Beira-Mar

 

Melhor Roteiro Original

Taylor Sheridan – A Qualquer Custo

Damien Chazelle – La La Land: Cantando Estações

Yorgos Lanthimos e Efthimis Filippou – The Lobster

Kenneth Lonergan – Manchester à Beira-Mar

Mike Mills – 20th Century Women

 

Melhor Roteiro Adaptado

Eric Heisserer – A Chegada

August Wilson – Um Limite Entre Nós

Allison Schroeder e Theodore Melfi – Estrelas Além do Tempo

Luke Davis – Lion: Uma Jornada para Casa

Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney – Moonlight: Sob a Luz do Luar

 

Melhor Animação

Kubo e as Cordas Mágicas

Moana: Um Mar de Aventuras

Minha Vida de Abobrinha

A Tartaruga Vermelha

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

 

Melhor Documentário em Curta-Metragem

Extremis

4.1 Miles

Joe’s Violin

Watani: My Homeland

Os Capacetes Brancos

 

Melhor Documentário em Longa-Metragem

Fogo no Mar

Eu Não Sou Seu Negro

Life, Animated

O.J.: Made in America

13ª Emenda

 

Melhor Longa Estrangeiro

Terra de Minas (Dinamarca)

A Man Called Ove (Suécia)

O Apartamento (Irã)

Tanna (Austrália)

Toni Erdmann (Alemanha)

 

Melhor Curta-Metragem

Ennemis Intérieurs

La Femme et le TGV

Silent Nights

Sing

Timecode

 

Melhor Curta em Animação

Blind Vaysha

Borrewed Time

Pear Cider and Cigarettes

Pearl

Piper

 

 

Melhor Canção Original

“Audition (The Fools Who Dream)” | Música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul – La La Land: Cantando Estações

“Can’t Stop the Feeling” | Música e canção de Justin Timberlake, Max Martin e Karl Johan Schuster – Trolls

“City of Stars” | Música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul – La La Land: Cantando Estações

“The Empty Chair” | Música e canção de J. Ralph e Sting – Jim: The James Foley Story

“How Far I’ll Go” | Música e canção de Lin-Manuel Miranda – Moana: Um Mar de Aventuras

 

Melhor Fotografia

Bradford Young – A Chegada

Linus Sandgren – La La Land: Cantando Estações

Greig Fraser – Lion: Uma Jornada para Casa

James Laxton – Moonlight: Sob a Luz do Luar

Rodrigo Prieto – Silêncio

 

Melhor Figurino

Joanna Johnston – Aliados

Colleen Atwood – Animais Fantásticos e Onde Habitam

Consolata Boyle – Florence: Quem é Essa Mulher?

Madeline Fontaine – Jackie

Mary Zophres – La La Land: Cantando Estações

 

Melhor Maquiagem e Cabelo

Eva Von Bahr e Love Larson – A Man Called Ove

Joel Harlow e Richard Alonzo – Star Trek: Sem Fronteiras

Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson – Esquadrão Suicida

 

Melhor Mixagem de Som

Bernard Gariépy Strobl e Claude La Haye – A Chegada

Kevin O’Connell, Andy Wright, Robert Mckenzie e Peter Grace – Até o Último Homem

Andy Nelson, Ai-Ling Lee e Steve A. Morrow – La La Land: Cantando Estações

David Parker, Christopher Scarabosio e Stuart Wilson – Rogue One: Uma História Star Wars

Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Mac Ruth – 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi

 

Melhor Edição de Som

Sylvain Bellemare – A Chegada

Wylie Stateman e Renée Tondelli – Horizonte Profundo: Desastre no Golfo

Robert Mackenzie e Andy Wright – Até o Último Homem

Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou Morgan – La La Land: Cantando Estações

Alan Robert Murray e Bub Asman – Sully: O Herói do Rio Hudson

 

Melhores Efeitos Visuais

Craig Hammack, Jason Snell, Jason Billington e Burt Dalton – Horizonte Profundo: Desastre no Golfo

Stephane Ceretti, Richard Bluff, Vincent Cirelli e Paul Corbould – Doutor Estranho

Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon – Mogli: O Menino Lobo

Steve Emerson, Oliver Jones, Brian McLean e Brad Schiff – Kubo e as Cordas Mágicas

John Knoll, Mohen Leo, Hal Hickel e Neil Corbould – Rogue One: Uma História Star Wars

 

Melhor Design de Produção

Patrice Vermette (design de produção) e Paul Hotte (decoração de set) – A Chegada

Stuart Craig (design de produção) e Anna Pinnock (decoração de set) – Animais Fantásticos e Onde Habitam

Jess Gonchor (design de produção) e Nancy Haigh (decoração de set) – Ave, César!

David Wasco (design de produção) e Sandy Reynolds-Wasco (decoração de set) – La La Land: Cantando Estações

Guy Hendrix Dyas (design de produção) e Gene Serdena (decoração de set) – Passageiros

 

Melhor Edição

Joe Walker – A Chegada

John Gilbert – Até o Último Homem

Jake Roberts – A Qualquer Custo

Tom Cross – La La Land: Cantando Estações

Nat Sanders e Joi McMillon – Moonlight: Sob a Luz do Luar

 

Melhor Trilha Sonora

Mica Levi – Jackie

Justin Hurwitz – La La Land: Cantando Estações

Dustin O’Halloran e Hauschka – Lion: Uma Jornada para Casa

Nicholas Britell – Moonlight: Sob a Luz do Luar

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Dica para Mamães e Papais: Meu Pequeno Grande Sonho de Victor Salzeda

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Oi gente! A dica de hoje vai para as mamães e papais de plantão: recebi da minha parceira, a Editora Muiraquitã, este livro lindo chamado “Meu pequeno grande sonho”, do autor Victor Salzeda.

A obra é o roteiro do 1o trabalho autoral da companhia de teatro niteroiense Fabricarte. O livro é o roteiro da peça já existente e, por tratar-se de um musical conta também com as cifras e um cd com as músicas do espetáculo, ótimas ferramentas para entrarmos no mundo criado pelo autor (além de belas ilustrações).

Meu pequeno grande sonho conta de forma poética a história de Fred, um menino que vive nas ruas e que não conhece seus pais cujo sonho é abandonar a vida que leva (praticando pequenos furtos) e conhece-los.

Nas palavras do próprio autor, a história fala de ” amor, felicidade, emoção,e, principalmente de sonhos”; uma ótima leitura para os pequenos e não pequenos. Confiram!

Resenha: Nimona, Noelle Stevenson

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Com história e ilustrações de autoria da americana Noelle Stevenson (premiada pelo Eisner Award e finalista do National Book Award), Nimona possui uma sinopse aparentemente simples e “comum” ao mundo dos quadrinhos: “Nimona é uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu”. Porém ao iniciarmos a leitura, percebemos que Nimona foi criado para quebrar padrões.

De forma brilhante, a autora consegue contar a história de sua anti-heroína com extrema sutileza e tratando diversos assuntos, como: feminismo, fantasia, homossexualidade, exclusão, amizade, valores, relações familiares, perdão, política, dentre outros. Os desenhos possuem mais que um papel meramente ilustrativo do enredo, tornando-se parte crucial dele em muitos momentos (destaque para a mudança do cabelo da personagem principal à medida que sua personalidade vai se transformando), o que enriquece muito o desenvolvimento da obra.

Os diálogos entre Nimona e Ballister são complexos, e ao mesmo tempo em que constroem o relacionamento entre os personagens, contam muito a respeito de ambos. Sempre em conflito, Ballister mostra até o final do livro que seus valores são sólidos, priorizando sempre o coletivo e o “correto a se fazer”; o personagem inicia o livro como vilão e termina como o herói que sempre foi. Sem muitos spoilers, sua relação com Sir Ouropelvis, apesar de subentendida, foi algo inesperado e que deu um toque especial à obra.

Já Nimona, ao mesmo tempo em que conta muito sobre si e mostra sua personalidade impulsiva e intempestiva, deixa muitas lacunas em aberto. Não consigo afirmar se haverá uma continuação, mas o fato é que foi criado todo um universo propício a isto. Os personagens foram explorados, mas não esgotados sua totalidade, principalmente ao que diz respeito ao passado de Nimona e os abusos sofridos por ela (que acabaram moldando sua personalidade), e também ao real papel e iniciativa da Instituição.

Com relação ao final, se eu afirmar que o mesmo me agradou, estarei mentindo. Fiquei com aquela sensação enorme de “preciso saber mais”. Faltou um melhor direcionamento no futuro dos personagens, principalmente de Nimona, que diante de tantas injustiças merecia algo mais concreto e positivo em seu desfecho. O final é pertinente, não atrapalha a história ou o resultado como um todo, mas não acompanha o nível com o qual a mesma foi construída.

Pessoalmente, torço e espero por uma continuação, e indico enfaticamente a leitura; mesmo e principalmente para leitores que como eu, não sejam muito atraídos pelo mundo dos HQ’s.

Resenha: Teia dos Sonhos, Karine Aragão.

teia dos sonhos

Quando comecei a leitura de Teia dos Sonhos, meu primeiro pensamento foi: “nossa que narrativa imatura!”. Então corri para conferir novamente os dados da escritora – a idade dela, na verdade. E foi aí que me dei conta da perspicácia de Karine Aragão: o livro é narrado por Júlia, uma adolescente de 16 anos. Logo, nada mais justo que sua fala seja confusa, imatura, romântica e até mesmo incoerente em alguns momentos, pois se trata de uma adolescente, de forma que todas estas características são pertinentes. Sendo assim, fica clara a intenção da escritora, que não é mais uma adolescente (rs!).

A história se desenrola a partir do suicídio de Laura, melhor amiga da protagonista, e seus desdobramentos. Atendendo a um pedido da mãe de Laura, Júlia vai em busca das razões que levaram sua amiga a uma atitude tão finita e desesperada. Durante este processo de busca e amadurecimento, a protagonista enfrentará suas próprias questões, se envolverá emocionalmente com Bernardo e descobrirá que diferente do que achava, não sabia tudo a respeito de Laura.

Sem falar muito mais sobre a história para não dar spoilers, gostaria de citar alguns pontos positivos e negativos do enredo. No que diz respeito aos pontos altos, o livro possui vários, mas o que mais chama atenção é todo o processo de amadurecimento de Julia, desde a “não-relação” com o pai, a reaproximação da mãe e a forma com a qual a personagem liga com o bullying (assunto tratado de forma muito delicada). Durante a leitura é possível perceber que a escritora colocou muito de si própria e de suas experiências na história, dando veracidade à mesma e enriquecendo-a.

Com relação aos pontos negativos, como leitora, fiquei carente de uma explicação melhor e mais profunda sobre os motivos e problemas que levaram Laura ao suicídio. Entendo que a ênfase do enredo era na história de Julia e em suas percepções, mas tratando-se de uma leitura que dialoga diretamente com o público jovem, seria muito positivo abordar mais a fundo o tema, já que o número de suicídios envolvendo adolescentes cresce a cada dia. A não abordagem não interfere na história, mas teria sido interessante entender um pouco melhor os “demônios” enfrentados pela personagem.

Posso dizer que Teia dos Sonhos é um livro que deve ser lido por pessoas de todas as idades, pois mostra um ponto de vista frequentemente ignorado – muitas vezes as emoções dos adolescentes são tratadas com descaso – e também pela sutileza com a qual Karine Aragão desenha a trama. Recomendo!

Nota da Leitora Dinâmica: Se você ainda não leu o livro pare por aqui, porque lá vem spoiler! Muitas vezes uma amizade pode nos aprisionar e nos impedir de crescer; ao longo do livro vemos como o jeito imaturo e impulsivo de Laura interferia na personalidade de Julia, e como a personagem se “descobriu” positivamente após a ausência da amiga. E não, não me conformei até agora com a atitude de Laura diante do interesse de Bernardo por Julia – uma tremenda falha de caráter.

Estreia da 2a Temporada de Love, na Netflix.

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Seguindo a onda de novidades da Netflix para 2017, Love teve a data da estreia de sua 2a temporada divulgada: 10 de março!

Para os que ainda não conhecem a série (ela não tem a divulgação que merece), vale a pena conferir!
A produção é norte-americana e foi criada por Judd Apatow, Paul Rust, e Lesley Arfin exclusivamente para a Netflix.

O elenco conta com Gillian Jacobs e Rust e o enredo é uma visão realista dos namoros, mostrando os pontos de vista masculino e feminino do relacionamento através dos personagens Mickey e Gus. Com a dose de humor certa, é impossível não se identificar com algum aspecto da série! Recomendo!

Segunda Temporada de The OA confirmada!

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Os fãs insistiram e conseguiram! A 2a temporada de The OA foi confirmada ontem em um evento da Netflix (que lançou em sua página no Facebook um vídeo bem engraçado sobre isto!). Confesso que se não tivesse outra temporada eu teria ficado bem frustrada com aquele final SUPER aberto! Vamos aguardar!

Sobre o livro: Nimona, quadrinhos de Noelle Stevenson

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Me interessei por Nimona depois que vi alguns posts sobre ele e por insistência de alguns seguidores que me sugeriram o livro. Comecei a ler sem muitas expectativas mas estou adorando! O livro – com formato de história em quadrinhos – conta a história da anti-heroína Nimona, uma menina metamorfa cujo sonho é ser comparsa de um grande vilão. Porém ao desenvolver uma relação “paterna” com seu ídolo, Nimona descobre que até mesmo grandes vilões seguem algumas regras, o que a deixa decepcionada.
A ideia surgiu do projeto de graduação da autora, Noelle Stevenson, que apesar da pouca idade, é ganhadora de diversos prêmios e colaboradora de gigantes como Disney, Marvel e DC Comics.
A história é sensível e cativa desde o primeiro quadrinho. Até eu, que nunca fui atraída pelo gênero, me vi super interessada na leitura. Destaque para a qualidade da edição da Intrínseca que realça os traços da autora. Indico!
Ps. Para saber mais sobre Noelle, acesse www.gingerhaze.com

Resenha: Alucinadamente Feliz, Jenny Lawson

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Quando comprei o livro Alucinadamente Feliz em uma livraria, confesso que o fiz atraída pela capa e título. Já sabia que se tratava de um livro de não ficção, e este ponto pesou bastante ao decidir iniciar a leitura, pois só tenho lido ficção ultimamente.

Esperava algo bem diferente do que li; não posso dizer que não gostei do livro – muito pelo contrário, várias passagens me arrancaram gargalhadas. Mas, achei que iria ler algo com início/meio/fim e que tivesse como gancho a morte do amigo da escritora, citada na sinopse, e encontrei algo bem diferente.

O livro reúne um apanhado de histórias e postagens da autora, a maioria sobre sua forma de lidar com seus transtornos mentais (ansiedade, depressão, toc, etc) e também sobre sua vida pessoal e experiências de um modo geral. As postagens não se relacionam entre si, e os problemas psicológicos citados anteriormente são o único pano de fundo em comum entre elas.

A escrita de Jenny Lawson é rápida e divertida, e de fato você tem a sensação de que ela está conversando diretamente com você e lhe contando “casos” de sua vida no decorrer da leitura. Ela aborda temas importantes como o preconceito com as pessoas que tem distúrbios psicológicos e os desafios enfrentados por elas com muito bom humor, e de uma forma nada convencional, fazendo jus ao subtítulo da capa que diz ser “um livro engraçado sobre coisas horríveis”.

No que diz respeito a minha opinião como leitora, preciso fazer algumas ressalvas: o livro é engraçado, bem escrito, aborda temas importantes, mas torna-se cansativo em determinado ponto. Durante a leitura, encontrei algumas histórias tão absurdas que me peguei questionando a veracidade delas, ou se a autora estava exagerando em alguns pontos para deixá-las mais divertidas. Também achei o livro longo para o que se propõe, e esta sensação se deve à falta de uma estrutura linear na obra, pois como não há um gancho que conecte um capítulo ao outro, não desperta no leitor aquela curiosidade em terminar a leitura (o que de fato aconteceu, demorei mais de uma semana para finalizar a mesma).

Não entendam mal, o livro é bom, deve ser lido, mas se você está querendo algo com uma certa cronologia deve procurar outro título. Este é um livro para ser lido aos poucos, sem muito “compromisso” e tempo, talvez simultaneamente com outra leitura; desta maneira será algo bastante divertido e em muitos momentos questionador.

Sobre o autor(a): Jenny Lawson

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Jenny Lawson é uma jornalista, escritora e blogueira americana de 43 anos, nascida em Wall, Texas. Ela é a autora do site The Bloggess e anteriormente escreveu o blog I’ll Advised, é co-autora de Good Mom / Bad Mom no Houston Chronicle e foi colunista da revista Sexis. Ela também costumava escrever uma coluna de conselho chamada “Ask The Bloggess” para o The Personal News Network (PNN.com).

Ela sofre de artrite reumatóide, TOC, ADD, depressão e transtorno de ansiedade; escreveu uma autobiografia chamada Let’s Pretend This Never Happened, lançada em 17 de abril de 2012, que foi, em 2012, o número um best-seller do New York Times e é bem conhecida por seu estilo de escrita irreverente.

Fontes: Wikipédia.

 

Blog da escritora: http://thebloggess.com/

Twitter: @TheBloggess