Ainda sobre Animais Noturnos: pós filme

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Passado algum tempo da estreia, e após terminar a leitura do livro Tony e Susan – no qual o filme foi baseado – assisti à Animais Noturnos. O longa dirigido pelo genial Tom Ford, conta com Amy Adams, Jake Gyllenhaal e Aaron Taylor Johnson, o último vencedor do Globo de Ouro, no elenco.

Este foi um dos poucos casos em que o filme é tão bom quanto o livro. Enquanto o livro nos deixa mais a par da covardia e agonia de Tony (o personagem agrada mt mais no filme), a adaptação facilita o entendimento dos 3 “tempos” abordados: passado e presente de Susan, e a história que está sendo lida por ela. Algumas modificações de enredo e estrutura foram feitas na adaptação (inclusive com a inserção de alguns fatos), mas nada que incomodasse ou alterasse a estrutura da história que estava sendo contada e sua essência, aliás o roteiro merece todos os créditos positivos possíveis.

Indico ambos, mas já aviso: está longe de ser um momento “light” de lazer, muito pelo contrário, acho que “agonia” é a palavra-chave.
Ps. Já disse o quanto a fotografia e o figurino são fantásticos?! Já disse que o Tom Ford é um gênio?!

 

Obs: Post publicado no instagram @leitoradinamica em jan/2017

Um pensamento sobre “Ainda sobre Animais Noturnos: pós filme

  1. Foi muito divertido e gostei. Isso não faz de “Animais Noturnos” um filme enfadonho ou desinteressante. O fato é que as duas tramas chamam a atenção, embora a história do livro seja muito mais intensa – e valeria um filme apenas sobre ela! Além disso, os cortes que intercalam as tramas são muito bem orquestrados, e aqui vale dar destaque aos match cuts que aumentam ainda mais a fluidez da narrativa e as lembranças da protagonista. Se Amy Adams consegue dar profundidade na tristeza de Susan, é Jake Gyllenhaal (A recomendação, deixo este filme: http://br.hbomax.tv/movie/TTL603379/Demolicao é o melhor de Gyllenhaal) que se destaca com praticamente três personagens diferentes já que um deles sofre algumas mudanças ao longo de um período. Michael Shannon, Aaron Taylor-Johnson e Laura Linney também se destacam, embora seja um pouco exagerado que Linney faça o papel da mãe da personagem principal, quando qualquer atriz um pouco mais velha conseguiria fazer o mesmo com mais veracidade.

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