Arquivo | setembro 2016

Resenha: Nada, Janne Teller

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Agoniante, perturbador e …maravilhoso. Nada, escrito pela dinamarquesa Janne Teller levanta uma série de questionamentos pessoais, sociais e expõe a essência do ser humano em sua pior forma. É um daqueles casos em que a sinopse não faz jus à história do livro que descreve – o que acredito ser proposital.

Aparentemente “leve”, o romance – que se passa em uma cidade do interior da Dinamarca – inicia-se com um acontecimento peculiar no primeiro dia de aula da classe do sétimo ano. Um aluno chamado Pierre Anthon, sai de sala alegando que “nada importa logo não vale a pena fazer nada”; diante desta afirmação, passa a habitar a árvore em frente sua casa, questionando e provocando seus colegas quando os mesmos passam por ali.

A atitude de Pierre Anthon desperta uma série de dúvidas nos demais alunos, levando-os a questionar o real significado de tudo. Uma espécie de incômodo toma conta de toda a classe, e a solução encontrada por eles para resolver o “problema” é tirar Pierre Anthon de sua árvore. Para isso, eles decidem atirar pedras no colega, utilizando-se de violência para fazê-lo sair do local. Neste momento da história, a escritora expõe a maneira que o “diferente” é capaz de incomodar um grupo, que mesmo sendo de alunos de 13/14 anos, sente a necessidade de extingui-lo para retomar a sua ordem.

Com o fracasso da tentativa de “jogar pedras” e a permanência de Pierre Anthon na árvore, as crianças decidem seguir outro caminho: provar que os questionamentos expostos pelo colega estão errados.  A nova estratégia deles consiste em montar uma pilha com itens que contenham significado, algo que não possa ser contestado por Pierre Anthon, e convença o mesmo de que ele está enganado. Existe a necessidade de tornar o “significado” algo palpável, tanto para o colega questionador, quanto para os próprios alunos que desejam provar que ele está errado.

À medida que a pilha de significados começa a se formar, ceder os objetos passa a ser cada vez mais doloroso para os alunos. Movida por este sentimento, Agnes (narradora da história, canal por onde o leitor conhece a percepção das crianças diante dos acontecimentos), decide “vingar-se” de outra aluna, solicitando seu animal de estimação para a pilha. Este é o ponto inicial em que o limite do aceitável (ou até mesmo do ético) é ultrapassado entre os envolvidos, que ficam ludibriados com o ser-vivo e a representação da vida na pilha, e o significado que isto acrescentou a ela.

A partir deste momento os “significados” solicitados são cada vez mais pesarosos e cruéis, já que os solicitantes passam a agir influenciados pela raiva do que abriram mão. A noção de certo e errado é completamente perdida por eles, que “justificam” seus erros como pertinentes à construção da pilha – algo muito próximo de “os fins justificam os meios”. E é aí que a história torna-se assustadora.

Se antes o livro parecia um romance infanto-juvenil bem elaborado, protagonizado por crianças, agora passa a ser um enredo de horror. Com passagens revoltantes envolvendo um estupro “consentido” pela vítima e pelas demais meninas da classe, o assassinato de um animal inocente, amputações e a banalização de objetos religiosos, o leitor por diversas vezes duvida que esteja lendo um romance protagonizado por crianças – tamanha a crueldade de seus atos.

A elaboração da pilha causa danos em todos, e traz à tona o pior de cada um. Quando sua existência vem a conhecimento da comunidade, as opiniões a respeito do que a mesma representa são as mais contraditórias: uns amam, outros condenam. Porém, a pessoa chave que deu início ao processo, Pierre Anthon, não se comove com o feito e mantém suas verdades imutáveis. Não satisfeito, questiona os colegas novamente, sobre sua postura o perante o sucesso que a obra os trouxe, deixando a maioria novamente em dúvida sobre a existência de um “significado”.

Em um final terrível, provável, e mesmo assim inesperado, o leitor acompanha a crise de consciência que se inicia entre as crianças; mesmo reconhecendo os terríveis atos que cometeram, não são capazes de assumir a culpa pelos mesmos, direcionando-a ao questionamento levantado por Pierre Anthon e a ele próprio.

Concluindo, Nada expõe o lado mais animalesco e cruel do ser humano, algo intrínseco na essência de cada um, já que a maioria das ações cometidas pelos personagens partiu de cada um, não foi “ensinada” por ninguém. Na última fala de sua narradora, o livro entrega sua conclusão de uma forma muito sutil: não são objetos que possuem significado e sim o que eles representam e/ou os atos que rememoram. Compreende-se que o “significado” tão buscado ao longo da história, é na verdade a representatividade de tudo: de atos, sentimentos e escolhas – positivas ou não.

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Nota da LD: Eu diria que é uma heresia sem fim categorizar Nada como leitura Young Adult; este livro é capaz chocar o mais experiente dos leitores. Passei dias pensando em como redigir esta resenha, e cheguei à conclusão que nada que eu escrevesse seria completo, e estaria à altura da infinidade de temas e questões abordadas por Janne Teller. Este é o tipo de livro que deve ser discutido à exaustão, destrinchado e questionado – e mais importante ainda: lido. Particularmente, histórias envolvendo crianças e crueldades me chocam (por exemplo, de A menina que não sabia ler), mas neste caso a história conseguiu conter tudo que há de pior e mais revoltante no ser humano, na minha humilde opinião. Somos capazes de acompanhar atos movidos por inveja, cobiça, vingança, luxúria, abuso de poder, preconceito, avareza – todos cometidos por crianças de 13/14 anos! Para mim foi uma leitura excelente (a qualidade da escrita e a inteligência da escritora são inegáveis), porém chocante, o que torna compreensível a polêmica em torno da obra, chegando a ser proibida. Recomendo sim o livro, mas com todas as advertências possíveis para quem se aventurar, pois é um romance de “dar nó” na cabeça de muita gente – e uma vez lido, impossível de esquecer.

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Sobre a autora: Janne Teller

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O estilo literário da dinamarquesa Janne Teller consiste principalmente em romances e ensaios, mas também contém histórias curtas – e obras para jovens adultos. Sempre concentradas nas perspectivas existenciais maiores da vida e da civilização humana, muitas vezes suas histórias despertam debates controversos e aquecidos. A escritora já recebeu muitos prêmios literários, e seu trabalho já foi traduzido para mais de 25 idiomas.

Pensando em revolucionar os chamados Young Adults, publicou em 2000 na Dinamarca o romance existencial Nada (em dinamarquês Intet). A obra foi aclamada pela crítica e causou uma polêmica generalizada na Escandinávia, sendo inicialmente proibida. Mas desde sua publicação internacional, viu crescer seu sucesso tornando-se um best-seller internacional e, hoje, é considerada uma obra neoclássica por numerosos críticos em todo o mundo. O romance recebeu diversos prêmios, entre eles Michael L. Printz Honor Book para a edição inglesa em 2011 e o Danish Ministry of Culture’s children book da Dinamarca.

Formada em Macroeconomia, Janne Teller trabalhou para as Nações Unidas e na União Europeia na resolução de conflitos e questões humanitárias ao redor do mundo, particularmente na África. Passou a dedicar-se completamente à escrita de ficção a partir de 1995. Durante vários anos, foi membro do Conselho de Associação de Escritores de Ficção Dinamarqueses, e também do Conselho Editorial da versão dinamarquesa da revista intelectual, Lettre International.

A escritora viveu em inúmeros lugares: Bruxelas, Paris, Milão, Dar es Salaam e Maputo. Atualmente, aos 52 anos, ela reside em Nova Iorque, nos EUA.

Fonte: Wikipédia (tradução livre e pessoal)

https://en.wikipedia.org/wiki/Janne_Teller

Sinopse do Livro: Nada, Janne Teller

E vamos à Sinopse da leitura desta semana: Nada, da escritora dinamarquesa Janne Teller. Confesso que quando comecei a leitura achei que seria leve e fácil (o livro é curto), mas estou levando uma “surra”! Cada capítulo é extremamente denso e reflexivo, propondo um questionamento praticamente à cada parágrafo. Mesmo sem finalizar a leitura ouso dizer que o história faz juz aos prêmios e críticas positivas recebidas. Em breve, postarei a resenha, por enquanto fiquem com a sinopse, que não expõe a complexidade do livro:

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“Pierre Anthon está no sétimo ano e tem a certeza de que nada na vida tem importância. Por isso, ele decide abandonar a sala de aula e passar os dias nos galhos de uma ameixeira, tentando convencer seus companheiros de classe a pensar do mesmo modo. Agora, diante da recusa do menino de descer da árvore, seus colegas farão uma pilha de objetos que significam muito para cada um deles, e com isso esperam persuadi-lo de que está errado.

A pilha começa com uma coleção de livros, uma vara de pescar, um hamster de estimação… Contudo, com o passar do tempo, os participantes se desafiam a abrir mão de coisas ainda mais especiais. A pilha de significados logo se transforma em algo macabro e doentio, que coloca em xeque a fé e a inocência da juventude.

Após grande aclamação da crítica e inúmeros prêmios, Nada é considerado um clássico moderno, tendo vendido cerca de 240 mil exemplares na Alemanha e com direitos de tradução para 22 países.”

Fonte: Site Grupo Editorial Record

http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=26760

Sinopse do Livro: O Adulto, Gillian Flynn

Este conto faz parte de uma antologia chamada Rogues, lançada em 2014 e organizada por George R. R. Martin (sim, ele mesmo, o autor da série Game of Thrones, que nos faz amargar a espera de novos livros!). Este ano, após um acordo com a editora Crown Publishers, a Intrínseca publicou somente a história de Gillian Flynn (Garota Exemplar, Objetos Cortantes, Lugares Escuros), escritora querida e aclamada pela crítica internacional.

Vejam a Sinopse:

 

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“Uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes. Seu principal talento é a capacidade de dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir, e sua mais recente ocupação consiste em se passar por vidente, oferecendo o serviço de leitura de aura para donas de casa ricas e tristes.

Certo dia, ela atende Susan Burke, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente. Experiente observadora do comportamento humano, a falsa sensitiva logo enxerga em Susan uma mulher desesperada por injetar um pouco de emoção em sua vida monótona e planeja tirar vantagem da situação.

No entanto, quando visita a impressionante mansão dos Burke, que Susan acredita ser a causa de seus problemas, e se depara com acontecimentos aterrorizantes, a jovem se convence de que há algo tenebroso à espreita. Agora, ela precisa descobrir onde o mal se esconde, e como escapar dele. Se é que há alguma chance.

Em seu estilo inconfundível que arrebatou milhares de fãs, Gillian Flynn traça surpreendentes e intrigantes perfis psicológicos dos personagens e tece uma narrativa repleta de suspense ao mesmo tempo em que brinca com elementos clássicos do sobrenatural.

Vencedor de um Edgar Award, O adulto é uma homenagem às clássicas histórias de terror.”

Fonte: Site Intrínseca – http://www.intrinseca.com.br/livro/648/

 

Sinopse do Livro: Belgravia, Julian Fellowes

Adoro histórias de época! E a ficha técnica do escritor na contracapa, criador de Downton Abbey, fala por si:

julian-fellowes-02 ” Ator, escritor, diretor e produtor de cinema e tv, autor de dois romances e mestre em literatura pela Magdalene College, em Cambridge, Julian Fellowes é o criador da aclamada série de tv Downton Abbey, que também roteirizou e produziu e pela qual recebeu três prêmios Emmy. No cinema, recebeu o Oscar de melhor roteiro original por Assassinato em Gosford Park (2002) e prêmios do Writer’s Guild of America, do The New York Film Critics Circle e da National Society of Film Critics. Natural do Cairo, no Egito, e criado em Londres, Julian Fellowes recebeu em 2011 o título de Barão Fellowes de West Stafford, tornando-se par vitalício do Pariato do Reino Unido e passando em seguida a integrar a Câmara dos Lordes. Atualmente mora com a esposa, Emma, parte do tempo em Dorset e parte em Londres.”

O livro foi publicado inicialmente em 11 capítulos independentes para e-book.

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“Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington.

Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala.

No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square”.

Fonte: Site Intrínseca – http://www.intrinseca.com.br/livro/652/

 

Sinopse do Livro: As cores da vida, Kristin Hannah

O livro me chamou atenção pela capa e, quando li a sinopse, fiquei bastante intrigada e o coloquei direto na cestinha de compras. Não me recordo de já ter lido algo da autora, mas estou com as expectativas bastante altas devido às críticas que li. Vejam então a sinopse e , boa leitura!

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“Uma arrebatadora história sobre irmãs, rivalidade, perdão e, em última análise, o que significa ser uma família.

As irmãs Winona, Aurora e Vivi Ann perderam a mãe cedo e foram criadas por um pai frio e distante. Por isso, o amor que elas conhecem vem do laço que criaram entre si. Embora tenham personalidades bastante diferentes, na verdade são inseparáveis.

Winona, a mais velha e porto seguro das irmãs, nunca se sentiu em casa no rancho da família e sabe que não tem as qualidades que o pai valoriza. Mas, sendo a melhor advogada da cidade, ela está determinada a lhe provar seu valor.

Aurora, a irmã do meio, é a pacificadora. Ela acalma as tensões familiares e se desdobra pela felicidade de todos – ainda que esconda os próprios problemas.

E Vivi Ann é a estrela entre as três. Linda e sonhadora, tem o coração grande e indomável e é adorada por todos. Parece que em sua vida tudo dá certo. Até que um forasteiro chega à cidade…

Então tudo muda. De uma hora para a outra, a lealdade que as irmãs sempre deram por certa é posta à prova. E quando segredos dolorosos são revelados e um crime abala a cidade, elas se veem em lados opostos da mesma verdade.”

Fonte: Site Editora Arqueiro

http://www.editoraarqueiro.com.br/lancamentos/ascoresdavida/

Resenha: Férias, Marian Keyes

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“Ninguém pode nos fazer sentir coisa alguma… Nossos sentimentos são responsabilidade nossa.”

Férias, de autoria da escritora irlandesa Marian Keyes, pode até ter seus momentos “tragicômicos”, mas em nenhum momento se aproxima do título que carrega. Trata-se de um livro denso, difícil, e que aborda um dos maiores males da nossa sociedade: vícios.

A história começa quando Rachel, a irmã do meio da família Walsh (já conhecida no livro Melancia), sofre uma overdose de remédios e drogas em Nova York, onde mora com a melhor amiga Bridget. Diante da exposição da gravidade de seu vício, Rachel é obrigada pela sua família a retornar à Irlanda para tratar-se no centro de reabilitação chamado Claustro.

Apesar das evidências da gravidade do mal que sofreu, Rachel recusa-se a reconhecer que tem um problema e insiste que tudo não passou de um terrível engano. Para ela, seu uso constante de drogas de diferentes tipos não passa de algo recreativo, por mais que suas relações interpessoais e profissionais demonstrem exatamente o contrário; algo que inclusive prejudica e finda seu relacionamento com o namorado, Luke.

Mantendo-se em um estado de constante negação, Rachel não cria objeções à sua internação no Claustro, pois acredita estar indo para um spa cheio de celebridades e luxos. Mesmo já dentro do estabelecimento, projeta a fantasia onde encontrará pessoas famosas em outro setor diferente do seu, que acredita estar passando por obras devido às simplórias condições.

Como não se considera uma dependente química, Rachel sente-se superior aos outros internos, que possuem os mais diversos vícios (álcool, jogos, comida). Porém, aos poucos, a personagem vai se afeiçoando às pessoas e criando uma espécie de vínculo com elas – mesmo que ainda não reconheça sua condição de toxicômana.

Em uma estratégia inteligentíssima da escritora, acompanhamos em paralelo com sua estadia no Claustro, flashbacks do passado de Rachel. Neles, conhecemos sua personalidade (e extrema falta de autoestima), seus relacionamentos amorosos (incluindo Luke), a complexa amizade com Bridget e o agravamento de seus vícios – e suas respectivas consequências.

Durante as sessões de terapia em grupo no Claustro, Rachel passa a reconhecer a raiz das suas inseguranças agravadas por questões familiares, e a forma como usava drogas para não lidar com elas. A aceitação de sua condição de dependente química, e o reconhecimento de seu comportamento negativo, ocorre somente quando é duramente confrontada por Luke e Bridget. E é a partir deste momento que a personagem realmente dedica-se ao seu processo de reabilitação, amadurecendo e ganhando novas perspectivas e valores.

Mesmo disposta e focada em mudar, ao sair do Claustro, uma sequência de acontecimentos levam Rachel a ter uma recaída. Este episódio será essencial para que a personagem conclua alguns assuntos em aberto, e sinta repulsa por sua antiga rotina e seu vício, ganhando “novo fôlego” para permanecer sóbria.

Parte do processo de “cura” da personagem consiste em perdoar, se perdoar e pedir perdão para as pessoas que magoou. Nesta busca, Rachel retorna a Nova York em busca do perdão do Luke.  O final, de certa forma piegas, oferece conforto diante de toda a dura realidade exposta no livro; e também dá “ares de esperança” para a protagonista e os leitores que, por algum motivo, identificam-se com ela.

Concluindo, Marian Keyes trata a questão das drogas de forma honesta, sem floreios, abordando a fundo causas e consequências do problema. É importante ressaltar a constante preocupação da autora em “quebrar” estereótipos, mostrando que o vício é uma doença que pode afetar todo o tipo de pessoa, independente de idade, gênero, raça ou condição social. Férias é aquele livro que simultaneamente entretém, informa e faz pensar.

 

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