Arquivo | agosto 2016

Sinopse do livro: Férias, de Marian Keyes

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E vamos dar início à leitura do segundo volume do Especial Irmãs Walsh, da escritora Marian Keyes: Férias!

Vejam a Sinopse abaixo:

“Marian Keyes retrata o universo feminino de modo irreverente e cômico. As protagonistas dos seus livros não são beldades, elas têm problemas comuns a qualquer mortal.

Em Melancia, o primeiro grande sucesso da autora, Claire é abandonada pelo marido com uma filha recém-nascida nos braços e volta para a casa dos pais. Rachel Walsh, personagem principal de Férias!, é irmã de Claire e, após perder o emprego em Nova York, ser deixada pelo namorado Luke Costello e quase morrer de overdose, é obrigada pelo pai a se internar em uma clínica para dependentes químicos na Irlanda.

Pensando que iria para um spa curtir férias, Rachel se revolta quando descobre que está internada em um centro de reabilitação, e se recusa  a admitir que tem sérios problemas, afinal, “não era magra o bastante para ser uma toxicômana”. Ela precisará atravessar uma intensa jornada até reconhecer seus erros e reconquistar as pessoas que mais ama.”

Fonte: Site Grupo Editorial Record /Bertrand Brasil

http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=24918

 

 

Resenha: Uma curva no tempo, Dani Atkins

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Narrado pela protagonista chamada Rachel, o livro escrito por Dani Atkins começa com uma pequena introdução a respeito de suas “duas vidas” que, para o leitor, inicialmente não faz muito sentido. Porém é nesta mesma página que o tempo “presente” da história retorna cinco anos antes, para o acontecimento chave da história: o acidente no jantar de despedida.

Na primeira versão do trágico acidente, Rachel e seus amigos recém-formados no ensino médio, encontravam-se pela última vez antes que todos deixassem a cidade de Great Bishopford. O grupo era formado por sete pessoas, dentre elas Rachel, seu namorado Matt, Jimmy (seu amigo de infância), Sarah (melhor amiga da protagonista) e a exuberante e nada confiável Cathy.

Os fatos narrados nos momentos que antecedem o acidente serão de grande importância para o entendimento da história. Durante o jantar, podemos perceber a amizade entre Rachel e Sarah (e as dúvidas delas com relação ao caráter de Cathy), os sentimentos de Jimmy por Rachel e a consequente animosidade entre ele e Matt; a insegurança de Rachel em seu relacionamento também fica evidente.

E no desenrolar do evento, um carro desgovernado invade o restaurante, no exato local onde o grupo de amigos estava sentado. Todos conseguem sair a tempo, com exceção de Rachel que fica presa durante a confusão. Matt faz menção de ajuda-la, mas é contido por Cathy, enquanto Jimmy retorna salvando a vida da amiga, entretanto ele não consegue escapar, e acaba morrendo ao fazê-lo.

A história avança cinco anos para o seu presente; nele Rachel encontra-se completamente atingida física e psicologicamente pelo acidente que matou Jimmy. Culpando-se pela morte do amigo, abandonou seus objetivos, afastou-se de Matt e dos amigos e nunca mais retornou à sua cidade natal. Tornou-se uma pessoa isolada, convivendo pouco até mesmo com seu pai, que está com câncer. No que diz respeito à sua própria saúde, a personagem sente fortes dores de cabeça e lida de forma negligente com o fato, apesar da insistência do médico que a acompanha desde o acidente.

Mesmo relutante, Rachel decide ir até Great Bishopford para o casamento de Sarah, após muita insistência da amiga. Chegando à cidade, decide enfrentar as memórias que tanto luta para esquecer, e faz um tour pela cidade antes de comparecer ao jantar de despedida de solteira da amiga. Nele, passa por sua antiga casa e pela de Jimmy – algo catártico e bastante doloroso, que acaba agravando suas já fortes dores de cabeça.

E é na despedida de Sarah que os amigos se reúnem pela primeira vez após o trágico acidente. Todos agem de forma superficial e evitam falar sobre Jimmy, de forma que o jantar corre bem, até Rachel sentir outra forte enxaqueca e precisar ir embora. Matt lhe oferece uma carona, desagradando uma ciumenta Cathy – sua atual namorada.

Após uma difícil conversa com Matt, Rachel fica perturbada e decide visitar o túmulo de Jimmy. Lá, completamente abalada, suas dores se agravam ainda mais e ela desmaia.

Ao acordar no hospital, Rachel encontra uma nova realidade; ela está no hospital porque foi agredida durante um assalto, tornou-se uma profissional de sucesso, está noiva de Matt, seu pai não está doente, e o mais impressionante: Jimmy está vivo. O acidente, antes fatal, agora era sinônimo de sorte, pois todos conseguiram se salvar. Conseguindo lembrar-se somente dos cinco anos seguintes à morte de Jimmy e sem saber nada desta “nova vida”, Rachel inicia uma busca para provar a veracidade de suas lembranças e também familiarizar-se com o que desconhece.

Neste processo, Rachel reaproxima-se de Jimmy, o único além de seu pai que não duvida de sua sanidade. Esta reaproximação fortalece a amizade de que a personagem tanto sentia falta, e permite que antigos sentimentos e desejos venham à tona. Após algumas descobertas, os dois assumem o que sentem de fato e passam a viver uma história de amor, e Rachel finalmente volta a sentir-se feliz e satisfeita com sua vida.

E como todo bom romance, o livro parece estar se encaminhando para o “felizes para sempre” mais provável de todos, até que uma revelação deixa o leitor completamente desconcertado e muda o caráter e o sentido de tudo que acabou de ser lido.

Uma curva no tempo é daqueles livros que provocam amor e ódio nos leitores nas últimas cinco páginas. É possível encontrar opiniões extremamente positivas e emocionadas sobre o livro e ao mesmo tempo em que outras julgam ser o pior livro já escrito. Mas sempre há um ponto em comum: o final é sem dúvida impressionante.

Pessoalmente, ainda estou refletindo sobre o desfecho e não consegui definir uma posição; há momentos em que acho que a história fala sobre amor, esperança e segundas chances, de uma forma poética até. Enquanto em outras horas, só consigo pensar que é tudo uma terrível brincadeira de mau-gosto, bem piegas, de deixar qualquer um desiludido com a vida. Sinceramente, não tenho opinião formada.

Porém, é inegável a qualidade da escrita de Dani Atkins e a forma inteligente como ela conduziu a história, relacionando pequenos fatos a grandes acontecimentos. O enredo é muito bem construído e amarrado, sem pontas soltas, e nenhuma informação é irrelevante. Confesso que o desfecho, para os mais atentos, fica nítido em algum momento da história – mas não perde seu efeito surpresa ou deixa de provocar reflexão no leitor. Concluindo, independente das impressões finais, o livro merece ser lido.

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Nova série de livros do universo Harry Potter, escrita por J. K. Rowling

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Conforme divulgado recentemente no site Pottermore (www.pottermore.com) e também na Rolling Stone (http://www.rollingstone.com/), será lançado no dia 06 de setembro deste ano pela escritora J. K. Rowling uma série de 03 títulos em e-book centrados na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, do universo Harry Potter, chamada Pottermore Presents.

Algumas dessas histórias serão inéditas, e outras já foram divulgadas no próprio site. Serão histórias mais curtas, intituladas: Hogwarts: An Incomplete and Unreliable Guide; Short Stories from Hogwarts of Power, Politics and Pesky Poltergeists; e Short Stories from Hogwarts of Heroism, Hardship and Dangerous Hobbies.

De acordo com a CEO do site, Susan Jurevics, esta coleção revelará detalhes intrincados da vida de alguns personagens, suas histórias e inspirações. Dentre os assuntos abordados pela série, saberemos o motivo pelo qual a família Black sempre batiza suas crianças com nomes peculiares, e também o que a própria escritora J. K. Rowling pensa a respeito da Prof. Umbridge.

Confira abaixo a sinopse dos três volumes (tradução livre):

. Hogwarts: An Incomplete and Unreliable Guide: Explora o universo da própria escola de magia, desvendando tudo, desde detalhes sobre os fantasmas de Hogwarts, até o que acontece quando o Chapéu Seletor não consegue se decidir sobre para qual casa irá enviar um aluno.

. Short Stories from Hogwarts of Power, Politics and Pesky Poltergeists: Adentra as raízes mais sombrias do mundo dos bruxos. Aprenderemos mais sobre os problemas enfrentados pelo Ministério da Magia, os horrores da prisão de Azkaban e conheceremos um conto original escrito por J. K. Rowling sobre o Prof. Slughorn.

. Short Stories from Hogwarts of Heroism, Hardship and Dangerous Hobbies: Neste volume da série, a plataforma Pottermore homenageia parte de equipe da Hogwarts. Saberemos mais sobre o Prof. Kettleburn, de Trato das Criaturas Mágicas, bem como um novo conto de JK Rowling sobre a Prof. Minerva McGonagall, e sua participação na Segunda Guerra dos bruxos.

O site também informa que a tradução em português será lançada simultaneamente com a versão original, no dia 06 de setembro. Em breve, a série estará disponível para reservas no site da Saraiva (http://www.saraiva.com.br/livros-digitais); por enquanto a reserva do título em inglês está disponível nos sites da Amazon e Barnes & Noble.

Hoje, foi divulgado pelo site um pequeno extrato do primeiro capitulo do conto sobre a Prof. McGonagall. Veja a seguir:

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Adaptação de Antes que eu vá para os cinemas

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Conforme divulgado recentemente no Blog da Editora Intrínseca (http://www.intrinseca.com.br/blog/), o livro Antes que eu vá da escritora americana Lauren Oliver – autora da série Delírio –  ganhará uma adaptação cinematográfica, já em fase de produção.

O livro, lançado em 2011 no Brasil pela Intrínseca, conta a história de Samantha Kingston, uma popular estudante do ensino médio que ganha a chance de reviver sete vezes o dia de sua morte; confira a Sinopse:

“Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta – desde a melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, ela desvenda o mistério que envolve sua morte – e, finalmente, descobre o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.

Em Antes que eu vá, Lauren Oliver expõe as complexas relações que se formam dentro de uma escola, fugindo dos estereótipos habituais. Suas personagens, que inicialmente transparecem simplesmente egoísmo e superficialidade, são densas, guardam segredos e mágoas. Ao tentar mudar os acontecimentos do dia ao qual está presa, sua heroína se humaniza e, pela primeira vez, reflete sobre sua relação com as amigas, com a família, e sobre como seria o “último dia” que gostaria de viver.”

O filme tem estreia prevista para abril de 2017 e conta com a direção da americana Ry Russo-Young, conhecida por alguns filmes independentes como, por exemplo, Nobody Walks, cujo roteiro ela dividiu com Lena Dunham, famosa pela série Girls.

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O elenco principal é formado por Zoey Deutch no papel de Samantha Kingston (que atuou também em Dezesseis Luas), Halston Sage como Lindsay (conhecida por Cidades de Papel), o youtubber premiado pelo Teen Choice Awards Kian Lawley, Logan Miller (Como sobreviver a um ataque zumbi), Elena Kampouris (Casamento Grego 2), Medalion Rahimi e Cynthy Wu. Abaixo algumas imagens das filmagens, divulgadas pela Intrínseca:

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Eu, que li o livro a exatos cinco anos atrás, lembro muito pouco da história mas recordo que fiquei impressionada com o livro, sugerindo inclusive como leitura para outras pessoas. Pois já resgatei meu exemplar – que não estava comigo – e pretendo reler e resenhar o mesmo em breve!!! Vamos Aguardar!!!

 

Sinopse do Livro: Uma Curva no Tempo, Dani Atkins

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A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona?

A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

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Às vésperas de saírem da cidade para a faculdade, Rachel Wiltshire e seus amigos sofreram um terrível acidente. Durante o jantar de despedida do grupo, um carro desgovernado atravessou a vidraça do restaurante onde estavam. Rachel escapou por pouco… Na verdade, ela deve sua vida a Jimmy, seu melhor amigo, que se sacrificou para salvá-la.

Cinco anos mais tarde, todos do grupo estão prestes a se reencontrar para o casamento de Sarah. Bem, quase todos. É com muita dificuldade que Rachel se convence a prestigiar a amiga, pois sabe que, para isso, terá de enfrentar os fantasmas do passado. Principalmente a culpa pela morte de Jimmy.

Com a vida destroçada, o rosto desfigurado por uma grande cicatriz e sofrendo de constantes dores de cabeça em decorrência do acidente, Rachel se obriga a encarar os fatos e vai ao cemitério visitar pela primeira vez o túmulo do amigo. Ao chegar lá, sua dor se intensifica a tal ponto que ela acaba desmaiando.

Quando acorda no hospital, Rachel fica surpresa: seu pai parece estar curado do câncer que o devastava, Jimmy está vivo e Matt – seu ex-namorado – alega ser seu noivo.

Sem entender o que lhe aconteceu, Rachel tenta convencer a todos de que nada daquilo pode ser real, mas os médicos apenas a diagnosticam com amnésia.

Desesperada por respostas, Rachel precisa primeiro decidir se vale a pena tentar voltar para a vida que conhecia e que, no fim das contas, era muito pior do que a que ela tem agora…

Fonte: Site Editora Arqueiro

http://www.editoraarqueiro.com.br/livros/curva-no-tempo-uma/

 

Resenha: A Elite, Kiera Cass

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O segundo volume da trilogia A Seleção, inicia-se com a protagonista da história, America, ainda dividida entre seu amor de infância por Aspen e os sentimentos que surgem pelo príncipe Maxon durante a seleção. Agora restam somente seis meninas na competição, o que a torna mais acirrada e traz à tona a essência dos envolvidos – até mesmo do príncipe.

Com uma dinâmica mais acelerada, A Elite aborda de maneira mais intensa as relações de confiabilidade entre os personagens. No caso de America, isso é algo que vai desde a relação com Maxon, à sua amizade com Marlee e a confiança cega que possui em seu pai. Mas, principalmente, trata da segurança que a protagonista precisa ter em si própria.

A relação amorosa de America e Maxon chegará ao ápice com a menina finalmente assumindo o que sente, e se desconstruirá ao longo do livro. Após um acontecimento trágico e cheio de mal-entendidos envolvendo Marlee, o vínculo de confiança existente entre o casal sofre um forte baque, o que abre espaço para que America reaproxime-se de Aspen (agora guarda do Palácio), e para que Maxon se envolva de fato com as outras participantes, principalmente Kriss.

Aliás, a trajetória de Maxon ao longo desde volume é um tanto quanto decepcionante. Se no primeiro livro, somos apresentados a um jovem solitário, bem-intencionado, romântico e apaixonado, neste conhecemos sua insegurança, seu medo da solidão, sua ânsia em agradar o Rei, e até mesmo seu machismo – a passagem em que ele justifica para America seu envolvimento com Celeste é digna de “revirar o estômago”. Durante o decorrer do enredo, o príncipe tem algumas atitudes positivas, mas que ficam pequenas perto da forma como passa a se portar. Somente nos momentos finais do livro é que é possível reconhecer em Maxon a personalidade cativante que é demonstrada em A Seleção.

As invasões rebeldes cada vez mais recorrentes e violentas ao Castelo, e os acontecimentos que levaram à fundação de Iléa ganham mais espaço no enredo. Se no primeiro volume, America questiona brevemente os fatos que levaram a consolidação do sistema político de seu país, neste vemos a personagem buscar de forma cada vez mais analítica sua origem, questionando também a justiça de sua configuração sócio econômica.

Após tomar conhecimento da verdade sobre a história de Gregory Iléa (fundador de Iléa), America vê sua relação com Maxon abalar-se ainda mais, e outro de seus questionamentos é acentuado: ela realmente conseguiria ser princesa de Iléa, sabendo o que sabe agora? Diante deste conflito pessoal, a protagonista não consegue dividir suas aflições com ninguém, já que sua relação com Maxon está cada vez mais fria e Aspen não a entende. Movida por sentimentos contraditórios, America então age de forma impulsiva, expondo não somente a si mesma, mas também o príncipe, traindo sua confiança.

Porém, um acontecimento inesperado ocorre, deixando America e Maxon sozinhos e trancados. Desta forma, o casal é obrigado a conversar e esclarecer todos os seus desapontamentos e desconfianças mútuas (algo que não conseguem fazer claramente em boa parte do livro), levando-os a assumir seus sentimentos.  Maxon confessa estar ferido e que sua confiança foi abalada, mas que ainda tem interesse por America. O príncipe deixa claro que a garota precisará lutar pelo seu amor e confiança, e também acreditar nele antes de tirar conclusões precipitadas.

As consequências da atitude impulsiva de America ganham proporções acima das que ela esperava, despertando a ira do Rei. Em um diálogo ofensivo, o mesmo deixa claro seu descontentamento com a permanência da garota no Castelo, e que fará o possível para dificultar não apenas a sua estadia ali, mas também que ela seja a escolhida pelo príncipe.

A história se encerra com America assumindo seus sentimentos e deixando o caminho de Aspen livre, ao pedir que ele se afaste. Pela primeira vez, a jovem está de fato comprometida com A Seleção e seu desejo de vitória não tem como objetivo a coroa, mas sim o amor de Maxon.

Concluindo, A Elite mantém a narrativa instigante e leve do primeiro livro da trilogia. Aborda temas que estavam em aberto, dando desfechos a eles, e traz à tona novas tramas. O livro funciona bem como elemento de transição entre início e fim da saga, cumprindo seu papel de manter o interesse do leitor com êxito.

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Opinião da Leitora Dinâmica: Se no primeiro volume Maxon me cativou completamente, em A Elite perdi a conta do número de vezes que sua infantilidade e insegurança me decepcionaram. Em nenhum momento desde que iniciei a leitura, tive alguma simpatia por Aspen, e isto se manteve até o fim. Algumas passagens do livro em que o machismo de alguns personagens fica explícito também me desagradaram, mas acredito ter sido esta a intenção da escritora. Minha ansiedade para ler a conclusão da trilogia está alta, mas confesso certo temor diante da quantidade de “pontas soltas” que precisam de desfecho e também da rapidez com que a personalidade dos personagens se modifica – confesso que isto foi algo que não me agradou muito e interferiu na empatia que sentia por alguns, algo que no volume final de uma série, pode ser bem negativo.

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Sinopse do Livro: A Elite, de Kiera Cass

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A vida no palácio não era tão ruim quanto America imaginava. Ou melhor: com todos os mimos e privilégios que estava tendo, ela já mal se lembrava de como era pertencer à casta Cinco. Ser Um, em compensação, era fácil: suas criadas eram costureiras talentosíssimas e faziam vestidos maravilhosos; os banquetes e as festas que frequentava eram incrivelmente divertidos; e o conforto em que vivia agora seria impensável alguns meses atrás. Além de tudo, quando sentia saudade de casa, tinha Aspen por perto.
Ele era compreensivo, companheiro e tinha decidido colocar sua vida em perigo por ela – afinal, o que aconteceria se alguém descobrisse que, além de guarda do palácio, era ex-namorado de uma das candidatas? Era com Aspen que America contava nas horas mais difíceis. Por outro lado, o príncipe Maxon era atraente, bondoso, carinhoso e – o mais importante – desejava America mais do que qualquer outra garota da Elite.
Mas, além de estar com o coração secretamente dividido, também era difícil lidar com o fato de que aceitar Maxon significava ter que aceitar uma coroa. America não tinha certeza se gostaria de ser uma princesa. Apesar da vida glamorosa, havia tantas coisas com as quais ela não concordava e que permaneciam sem explicação: por que o palácio sofria tantos ataques rebeldes? O que era reivindicado? Por que os castigos aos infratores tinham de ser tão violentos? O que estava por trás daquele regime de castas tão cruel?
O tempo está acabando e as dúvidas de America só aumentam.

 

Fonte: Site Editora Seguinte

http://www.editoraseguinte.com.br/titulo/index.php?codigo=55007

 

Resenha: A Seleção, Kiera Cass

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A distopia escrita por Kiera Cass é narrada pela personagem principal: America. A menina de 16 anos é filha do meio de uma família de cinco filhos, onde todos são artistas. Eles vivem em Illéa, uma nova região que se formou após diversas guerras no território da América do Norte. Sua sociedade é divida em oito castas, que vão dos nobres aos mais miseráveis.

Illéa é um estado monárquico, e possui como tradição um processo de seleção para a escolha da futura rainha. Participam 35 cidadãs de diversas províncias e castas, e dentre elas o príncipe deverá escolher sua futura esposa. Apesar de já ter idade suficiente para participar, e diferente de todas as outras moças, este nunca foi o desejo de America. A menina é apaixonada por Aspen, um jovem batalhador pertencente à casta Seis (os serviçais), que é inferior à Cinco (os artistas), à qual sua família pertence. Por este motivo o namoro entre os dois sempre foi escondido, pois é algo considerado malvisto, já que ao casar-se com um homem de casta inferior, a mulher automaticamente passa a ser da casta dele.

Por insistência de Aspen que teme não conseguir dar à America o conforto que gostaria devido às limitações de sua casta, e subornada por sua própria e ambiciosa mãe, America acaba se candidatando para participar da Seleção, com a certeza de que não seria escolhida.

Pouco antes da divulgação do resultado, Aspen termina seu relacionamento com America. O jovem, por orgulho, não aceita que sua namorada o ajude financeiramente, mesmo que seja com o objetivo de casar-se com ele. De forma grosseira, ele rompe com a protagonista, deixando-a de coração partido.

Mesmo triste e para sua surpresa, America é uma das trinta e cinco moças escolhidas para A Seleção. Ao ser selecionada, a jovem passa a morar no Palácio ao lado da família real, a fim de aproximar-se do príncipe. Sua casta é modificada (America deixa de ser uma Cinco e se torna uma Três), e ajudas de custo mensais passam a ser enviadas para a sua família até que a mesma retorne para seu lar – caso seja dispensada pelo príncipe ou eliminada por outro motivo.

Motivada pela ajuda financeira que sua família receberá, pela ambição da mãe e pela tristeza que sente após o rompimento com Aspen, America decide embarcar com as outras selecionadas para o Castelo.

America entre na disputa sem o desejo de sair vitoriosa, apenas quer permanecer ali o maior tempo possível, de forma a garantir a ajuda financeira de sua família. Por acidente, acaba conhecendo o Príncipe Maxon antes das apresentações oficiais, age de forma extremamente incorreta com ele, porém honesta. E assim uma sincera amizade se inicia entre eles.

Inicialmente, America deixa claro para Maxon que ama outra pessoa, e que não tem intenções de se casar com ele, oferecendo-se inclusive para ajuda-lo a escolher sua futura esposa. Mas aos poucos, a relação entre os dois evolui, de forme que a personagem começa a ter sentimentos pelo príncipe. Maxon por sua vez, deixa claro desde o início o interesse que sente por ela. Porém, segue em frente com o processo de Seleção.

A relação de America com as outras selecionadas é cuidadosa, mas ela consegue fazer algumas amizades. Ela também fica muito apegada às suas damas de companhia, pois são pessoas que a lembram de suas origens e em quem ela realmente pode confiar, preferindo muitas vezes ficar em seus aposentos a interagir com as outras participantes.

America e Maxon desenvolvem uma enorme cumplicidade, encontrando-se várias vezes fora dos eventos oficiais, trocando muitas confidências e experiências. Ela conta ao príncipe as dificuldades enfrentadas pelas castas mais baixas, desconhecidas por ele, enquanto ele lhe mostra que a vida no Castelo não é tão simples quanto parece. E é durante um destes passeios que a garota descobre que Aspen, seu ex-namorado, tornou-se Guarda Real do Palácio.

Sem encontrar coragem para contar ao príncipe que, na verdade, aquele Guarda é seu ex-namorado, America observa em estado de choque quando Maxon ordena que Aspen seja seu guarda pessoal. Com a proximidade de Aspen e o esclarecimento de alguns conflitos entre eles, America fica completamente dividida pelo amor que sentia pelo rapaz e o novo sentimento que começa a surgir por Maxon. Tal dúvida faz muito mal à garota, que ao final do primeiro volume da série, toma uma decisão: quer distância de Aspen para que possa finalmente dedicar-se a competição e entender, de fato, o que sente por Maxon. Porém, Aspen deixa claro que não desistirá assim tão fácil de sua amada.

As semelhanças com a trilogia Jogos Vorazes, da autora Suzanne Collins, são muitas: desde a segregação da sociedade através do sistema de castas (em JV temos os distritos) até o amor da protagonista pela irmã, a idealização de seu pai e sua determinação em fazer o melhor pelas pessoas que ama. Sem citar o conflito do primeiro amor, que remete às origens X o sentimento construído por uma segunda pessoa que pertence a uma nova realidade.

Já com relação ao livro A Rainha Vermelha, apesar das semelhanças, temos uma diferença crucial: enquanto A Seleção tem em seu plano principal a história de amor entre os personagens principais, o outro livro tem a guerra e os ideais dos personagens em foco. Ambos os livros abordam temas parecidos, mas de forma e intensidade bastante diversas.

Concluindo, A Seleção é uma leitura que prende do início ao fim, apesar do final ser um pouco solto, ficando claro que há uma continuação. Os personagens são carismáticos e não se mostram “de cara” o que instiga a curiosidade. Sem dúvidas, a leitura faz jus ao seu sucesso.

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Sobre a autora: Kiera Cass

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Kiera Cass cresceu na Carolina do Sul nos Estados Unidos; ao terminar o ensino médio, queria ingressar no mercado teatral então foi para a Coastal Carolina University, onde se fornou em Teatro Musical. Logo depois ingressou na Radford University para estudar Música, mas acabou mudando para Comunicação e em seguida para História, que foi sua formação final.

Mudou-se para Blacksburg onde se casou e teve filhos. Em 2007, muito abalada após uma tragédia local, tentou de diversas formas superar o trauma. Encontrou na escrita um meio de seguir em frente, e sua primeira história foi sobre uma personagem que teve que lidar com seus problemas. Não chegou a finalizar esta obra, pois começou a escrever The Siren (A Sereia, em tradução livre). Adquiriu então o hábito de escrever e deu vida à diversas histórias, incluindo a série de sucesso, A Seleção.

Atualmente, vive em Christiansburg, Virginia, com seu marido e os dois filhos. Recebeu o título de #01bestseller do New York Times com a série A Seleção. Curiosidade: a escritora é apaixonada por cupcakes e material de escritório!

Fonte: Site da escritora (www.kieracass.com) e Skoob.

A Seleção: Sinopse do livro e outras informações!

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O livro desta semana (atendendo a muitos pedidos!) será o best-seller A Seleção, da escritora americana Kiera Cass. A série, de bastante aceitação mundial, tem uma enorme legião de fãs brasileiros. O livro faz parte de uma trilogia, cujas suas duas sequências já foram publicadas: A Elite e A Escolha.

Foram lançados também dois “spin-offs” à trilogia: O Príncipe (que conta a trajetória de Maxton até A Seleção) e O Guarda (narrado por Aspen durante os eventos de A Elite).

Em 2015, foi lançado o 4º volume da série, que se passa duas décadas após o fim de A Escolha, intitulado A herdeira. Sua sequência, o 5º e último volume lançado (este ano), chama-se A Coroa. Ao todo, até agora, a série possui sete publicações.

ADAPTAÇÃO PARA TV E CINEMA:

Em 2012, o canal americano CW comprou os direitos da trilogia, com o objetivo de transformar a história em uma série. O elenco já havia sido previamente escalado: Aimee Teegarden seria a protagonista America, Ethan Peck o príncipe Maxon e William Moseley faria o papel de Aspen. Porém, o piloto da série foi rejeitado pela direção do canal. Posteriormente, um novo piloto – não muito fiel à obra literária – e com elenco e propostas diferentes (mais adulto, inclusive com episódios para maiores de 18 anos), foi produzido pelo canal e novamente rejeitado. Desta maneira, os direitos retornaram para a escritora Kiera Cass.

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Recentemente, foi divulgada no site da Editora Seguinte a notícia que a trilogia irá virar filme. Após um movimentado leilão a Warner Brothers arrematou os direitos da série, que terá seu primeiro filme dirigido por Thea Sharrock (do recente sucesso Como eu era antes de você) e o roteiro escrito por Katie Lovejoy. A produção contará com Denise DiNovi & Alison Greenspan (Se eu ficar, Golpe duplo) e Pouya Shahbazian (Divergente, Insurgente). O elenco ainda não foi definido e nenhum cronograma oficial de produção divulgado.

Segue abaixo a sinopse do primeiro volume, que já estou lendo e confesso – gostando bastante! Em breve a resenha estará no ar! Boa Leitura!

SINOPSE:

“Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe – e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar.”

Fonte: Site da Editora Seguinte