Arquivo | junho 2016

Sobre a autora: Tabitha Suzuma

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Tabitha Sayo Victoria Anne Suzuma nasceu em Londres, filha de mãe inglesa e pai japonês, a mais velha de cinco filhos. Ela frequentou o liceu francês, mas saiu da escola aos catorze anos. Dez anos depois, ela se tornou professora e escreveu seu primeiro livro, A Note of Madness. Ela ainda escreveu mais três obras para o público jovem adulto: From Where I Stand, A Voice in the Distance e Without Looking Back. Seu trabalho mais famoso, Forbidden, conta a história de um romance incestuoso entre um irmão e uma irmã. Sua obra mais recente é Hurt, livro lançado em 2013.

Fonte: Skoob

Na época do lançamento do livro no Brasil, em 2014, o jornal Folha de São Paulo fez uma matéria bastante interessante e uma entrevista com a escritora, que fala sobre seu histórico com a depressão; segue link abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/09/1511535-britanica-tabitha-suzuma-romanceia-sua-experiencia-com-depressao.shtml

 

Proibido: Sinopse do Livro

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Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de
uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.

Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.

Eles são irmão e irmã.

Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.

Fonte: Saraiva

Livro X Filme: Como eu era antes de você

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Como acho que já disse anteriormente, eu havia lido o livro pela primeira vez há bastante tempo, e ele tornou-se um de meus preferidos. Em consequência, Lou é uma das personagens literárias que mais gosto, por isso meu temor quando soube que haveria uma adaptação do romance para o cinema, principalmente porque tenho minhas reservas com relação ao talento da atriz Emilia Clarke (me desculpem fãs!).

Assisti ao filme uma semana depois da estreia e já tendo passado toda a comoção. Li muitas críticas, evitando algumas para não perder o efeito surpresa, e por fim, após finalmente ir ao cinema preciso reafirmar aquele velho lema de que “o livro é sempre melhor que o filme”.

Não quero falar mal do filme, muito pelo contrário, ele me agradou bastante – com destaque para a atuação de Sam Claflin, afinal não deve ser fácil atuar na pele de um tetraplégico tão cheio de nuances e temperamento como é o personagem de Will Traynor. Mas a adaptação do roteiro infelizmente deixou a desejar. Algumas tramas importantes do livro, em minha opinião, foram pouco ou não abordadas: a forma como Lou é sempre desmerecida pela família perante a irmã mais inteligente; a própria Treena que é tão citada no livro teve poucas aparições no filme; o desemprego do pai de Lou, que joga sobre a personagem a responsabilidade financeira da família, a relação de Lou e Patrick (destaque para Matthew Lewis, ex Neville Longbotton da saga Harry Potter) que é bem mais complexa, com muitos abusos psicológicos por parte do namorado – e seu término acaba causando os problemas judiciais e a repercussão na imprensa sobre a morte de Will (também não abordados); a infidelidade do Sr. Traynor (Charles Dance, interprete de Tywin em Game of Thrones); a relação conflituosa entre o casal Traynor e como o marido recusa-se a encarar o desejo do filho (algo que foi completamente invertido no filme); e, principalmente, o estupro de Lou e como ele afeta sua personalidade, e até mesmo a forma de se vestir da personagem.

A exclusão de alguns personagens é algo comum em adaptações para o cinema, mas neste caso me incomodou. Os questionamentos feitos pela irmã de Will e a forma como a menina julga Lou, a presença da amante do Sr. Traynor como personificação de sua infidelidade e até mesmo uma melhor explicação sobre a debilitada saúde do avô de Louisa e a relação com ele, deixaram algumas lacunas que, para o expectador que ainda não havia lido o livro, ficaram abertas e mal explicadas. A relação entre Lou e Camilla – cujos diálogos eram muitas vezes necessários para que o desejo de Will seja compreendido – também foi pouco explorada, e a transição da relação entre Lou e Will, feita de forma brusca, não demonstrando a crescente confiança e cumplicidade que é construída entre os dois.

Concluindo, em geral a relação de amor entre os personagens foi muito focada e outros pontos relevantes, ignorados. Talvez fosse necessária mais meia hora de filme para que este romance, tão rico de detalhes e sentimentos, fosse contado de forma mais fiel e completa (mesmo que alguns diálogos do livro tenham sido reproduzidos integralmente). Mas, Como eu era antes de você não deixa de ser um filme agradável, com toques de humor e cenas emocionantes – que ressalto: não atingem o nível do livro e nem emocionam como tal.

Para quem quiser conferir, ele está em cartaz nos principais cinemas de todo o país.

Ps. Eu estava certa em ter medo da atuação de Emilia Clarke; a cena em que ela e Will discutem nas Ilhas Maurício (aliás, algo que também não foi abordado no filme) foi difícil de assistir. Alguém precisa contar pra essa moça que mexer loucamente as sobrancelhas não significa expressar tristeza ou desespero.

 

Resenha: Como Eu era antes de Você, Jojo Moyes

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RESENHA CRÍTICA – CONTÉM FATOS IMPORTANTES DA HISTÓRIA:

Já no Prólogo do livro, o leitor fica a par dos fatos que levam ao atropelamento de Will, causando sua tetraplegia. É impossível não atentar-se para a ironia do acidente: o personagem é atropelado pelo mesmo transporte que desiste de usar minutos antes, pois, devido ao mau tempo, considera imprudência. Nesta única narrativa feita por Will, ficam perceptíveis o seu gosto por esportes radicais, sua arrogância e seu sucesso nos negócios.

A história (com algumas exceções) é narrada por Lou, moradora de uma pequena cidade turística da Inglaterra, que aos 26 anos acaba de perder o modesto emprego que amava. Possui uma forma excêntrica de se vestir e namora Patrick, há seis anos.

A família de Lou é humilde e bastante confusa; mesmo com os perceptíveis laços de ternura, a personagem é sempre desmerecida por seus familiares. A irmã de Lou, Treena, é considerada a “estrela” da casa, mesmo deixando a faculdade devido a uma gravidez inesperada. Lou é severamente criticada por todos todo o tempo, seja por sua inteligência ou tipo físico, e fica claro que ninguém espera algo produtivo dela – mesmo ela sendo responsável por grande parte das finanças que mantém a casa.

Após tentativas desastrosas em outros empregos, e mesmo sem experiência, Lou aceita o trabalho de cuidadora pelo período de seis meses na casa dos Traynor, família de Will. Inicialmente, a personagem enfrenta a clara resistência do paciente, que age agressivamente com todos a sua volta, numa clara demonstração de insatisfação com sua nova condição. Mesmo infeliz Lou persiste no trabalho, pois ele se torna a única fonte de renda de sua família.

Inicialmente, Lou não entende seu papel na dinâmica que envolve Will e tenta sempre agradá-lo e aproximar-se do mesmo, embora sem sucesso. Até que um dia, já insatisfeita com o trabalho, reage de forma explosiva após uma grosseria do rapaz, que modifica sua postura, passando a respeitá-la (é nítido que o personagem não aguenta mais falsas amabilidades devido à sua condição). A partir daí, o desenvolvimento da relação entre os dois tem seu início.

Ao longo das semanas, Lou vai tomando conhecimento dos dramas familiares dos Traynor e de acontecimentos anteriores à sua chegada. Ela acaba simpatizando-se por Will e seu dramático estado de saúde; até que por um descuido, descobre o desejo do personagem de ir para a clínica Dignitas, um local onde são realizados suicídios assistidos. Tal desejo induz a personagem a fazer questionamentos pessoais e morais, levando-a a desistir momentaneamente do emprego. Neste ponto do enredo, ficam claras as mudanças comportamentais da personagem que, incentivada por Will, passa a ter autoconfiança e a demonstrar suas insatisfações.

É fundamental o capítulo narrado por Camilla Traynor, pois é nele que a autora deixa o leitor a par da dinâmica familiar antes e depois o acidente de Will – o casamento já fracassado, a infidelidade do pai e consequente insensibilidade da mãe – o que contribui para um melhor entendimento dos envolvidos na trama. É também no relato de Camilla, que o amor da mãe pelo filho fica evidente e compreende-se sua decisão – ainda que relutante – em apoiá-lo a morrer.

Após ter conhecimento do desejo de Will, Lou compreende então a motivação de sua contratação, e retorna ao emprego tendo como missão pessoal persuadi-lo a desistir da ideia. Seu objetivo é mostrar como a vida pode ser agradável e merece ser vivida, mesmo com as limitações pertinentes à tetraplegia. Durante a execução do “plano”, cada vez mais íntimos, os dois acabam se envolvendo emocionalmente.

Diante do visível sentimento que surge entre cuidadora e paciente, o então indiferente namorado de Lou passa a demonstrar algum interesse e até mesmo ciúme. À medida que a historia avança e a relação entre eles chega ao fim, fica claro que Patrick – uma pessoa de caráter duvidoso, egoísta e extremamente vaidoso – não sentia falta da namorada. Ele estava apenas com o orgulho ferido de supostamente perdê-la para alguém que considera pior que si próprio. Para ele, isso seria uma derrota. Lou também já não nutria sentimentos ou tinha assuntos em comum com Patrick, ou seja, era um relacionamento onde ambos estavam acomodados.

A partir daí, os capítulos narrados pelos outros personagens envolvidos na trama de Will desenham para o leitor as mudanças no caráter da relação entre ele e Lou, e também no comportamento de cada um. Lou torna-se mais segura e determinada, enquanto Will parece mais feliz.

Durante a viagem para as Ilhas Mauricio – a mais ousada “aventura” de Lou – Will deixa claro que não desistirá da eutanásia. Para ele, até mesmo o amor de Lou era um lembrete do homem que ele foi e não seria mais, de tudo que gostaria de fazer e não poderia. Seu sofrimento e incômodos físicos cada vez maiores eram proporcionais à vontade de findá-los, e isto era soberano perante qualquer outro sentimento ou desejo. Fica claro que Lou foi um sopro de felicidade na vida de Will, mas nada seria capaz de fazê-lo mudar de ideia. Diante de todas as suas incapacidades, sua própria morte era a única coisa sobre a qual ainda tinha controle, e este era seu único conforto.

Diante disto, Lou fica frustrada e encara a decisão de Will como um fracasso pessoal, não conseguindo suportar a situação. Completamente abalada, distancia-se completamente dos Traynor, até a véspera da morte, quando a mãe de Will implora por sua presença. E mesmo contra a vontade da própria mãe, Lou atende ao chamado.

Após a morte de Will, através de um relatório jurídico (uma estratégia utilizada com êxito pela escritora), o leitor fica ciente das dificuldades e acusações enfrentadas pelos familiares e cuidadores do personagem. Fica claro que, para os que não estavam diretamente envolvidas com o drama, a decisão de Will é inadmissível. Já no fim do livro, no epílogo, o leitor acompanha Lou seguindo as instruções da carta deixada por Will; ele constrói uma base de autoconfiança para Lou seguir em frente em vida e após sua morte, deixa as ferramentas para que ela possa fazê-lo, mudando definitivamente a personalidade e o destino da personagem.

Concluindo, Como eu era Antes de você, é um livro que aborda temas muito complexos como eutanásia e diferentes tipos de abuso, mas também traz o amor pelo próximo como “conector” de toda a trama, algo característico dos livros da autora Jojo Moyes. Se existe alguma mensagem implícita na história, seria a de que amar significa abdicar das próprias vontades em benefício do outro, seja ele seu filho, amante, irmã ou pais.

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Opinião pessoal: Li o livro duas vezes; uma há bastante tempo atrás e outra agora para escrever a resenha. Emocionei-me em ambas. A história trata do mais puro amor, onde o que cativa o sentimento não é a beleza ou jovialidade e sim a essência do outro. Lou é uma de minhas personagens literárias favoritas, pois não é uma heroína perfeita, ela é testada a todo momento, comete erros e sua personalidade é construída ao longo da história. Sem dúvidas, um dos livros mais especiais que já li e com certeza está na lista dos meus preferidos.

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Como eu era antes de você : Sinopse

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Como eu já havia anunciado, esse semana teremos dobradinha de Jojo Moyes para comemorar o lançamento do filme baseado no romance Como eu era antes de você , que será o livro e resenha da semana! Particularmente, este é um dos livros que mais gosto e por causa dele me apaixonei pela escritora! Leitura obrigatória! E assim que eu for aos cinemas assistir o filme (o quanto antes, espero) teremos também o post Livro x Filme! Fiquem atentos e boa leitura!

Sinopse:

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade – um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas –  e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.

Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Fonte: 2ª capa do livro.

Resenha: Baía da Esperança, Jojo Moyes

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“… Mike diz que, na verdade, tudo se resume a uma história de amor…”.

Se pudéssemos escolher uma palavra que definisse toda a história contada por Jojo Moyes em Baía da Esperança sem dúvidas seria amor. E no livro o encontramos de toda forma: fraternal, maternal, carnal, pelos animais, por um lugar… Sem dúvidas, um romance emocionante.

A história é contada através da narrativa de diversos personagens, o que dá ao leitor uma ampla perspectiva do enredo e diferentes pontos de vista dos acontecimentos. Essa estratégia facilita a compreensão dos personagens, pois não os conhecemos somente através de um único narrador, o que acaba por enaltecer as características pertinentes de cada um.

O romance começa com histórias paralelas em Londres e em Silver Bay, na Austrália. O ritmo é meio lento no início do livro, mas aos poucos as histórias se cruzam e fica bem interessante. Mike, investidor do mercado imobiliário londrino, ao procurar um local para seu novo empreendimento, encontra em Silver Bay as “condições ideais” para o sucesso do projeto. Ao viajar até o local para conseguir as licenças necessárias para o início da obra, Mike hospeda-se no Hotel Baía da Esperança; e é nesse momento que a história se unifica.

Para quem já leu alguns livros do autor Nicholas Sparks, é quase impossível não perceber semelhanças com suas tramas: uma área litorânea intocada pelo tempo, um segredo de família, um relacionamento amoroso improvável, uma causa nobre, ciúmes, um amor que ultrapassa o tempo… Apesar dos pontos em comum, é bem prazeroso perceber a diferença da escrita e na forma de conduzir a narrativa, de cada autor até chegar ao desfecho. Como leitora, perceber tanto as similaridades quanto as diferenças foi algo que me agradou muito.

De volta à história, o personagem de Mike é o típico homem de negócios, que almejou sucesso desde muito cedo e planejou tudo para chegar ao seu objetivo. Extremamente pragmático, ele não tinha muitas paixões em sua vida, e até mesmo seu noivado se encaixava dentro de seus planos para assumir a empresa na qual trabalha, atingindo seu ápice profissional. Mas, ao chegar a Silver Bay, é possível acompanhar como o modo de vida e os residentes do local vão interferindo em sua personalidade, o fazendo repensar seus valores e objetivos, e finalmente cativando paixões que ele nunca sentiu. Chama atenção o seguinte contraste no personagem: no que diz respeito aos negócios, ele é um exímio pesquisador, checando sempre todas as possibilidades. Já com relação às pessoas que o rodeiam, interessa-se muito pouco, nunca se envolvendo profundamente com suas questões, característica que vai se transformando ao longo da história.

O núcleo do Hotel Baía da Esperança é formado principalmente pelas mulheres que o habitam: Kathleen, Liza e sua filha Hanna. Desde o início, fica explícito que a personalidade fechada de Liza é consequência de um trauma de seu passado, segredo guardado por sua tia Kathleen. A principal atividade comercial do local é a observação de golfinhos e baleias, algo que o projeto milionário da empresa de Mike coloca diretamente em risco. Quando as intenções iniciais de Mike vêm à tona, ele já não possui os mesmos objetivos de quando chega a Silver Bay. Aí acontece a grande reviravolta do personagem, onde ele renuncia ao seu antigo modo de vida para lutar por seus ideais. O impasse entre moradores locais e a empresa de Mike torna-se o foco na trama, e “sem querer” acaba tendo como consequência a revelação do segredo de Liza.

No momento que o passado de Liza é exposto, o leitor – que caso ainda não estivesse envolvido com a história – fica completamente absorvido por ela. Várias “pistas” do contexto do que seria seu trauma vão sendo dadas aos poucos ao longo da narrativa, principalmente por Hanna. Sua conflituosa relação com a mãe é reflexo dos medos adquiridos por Liza ao longo de sua vida, e a sequência de encontros e reencontros que ocorrem a partir da revelação são catárticos.

Confesso que quando alguns personagens não tiveram o retorno esperado, mesmo com suas atitudes desprezíveis, fiquei um pouco frustrada, como aquele sentimento de “não é possível que não vá acontecer nada mais grave com esta pessoa?!”. Mas ao avançar um pouco mais na história e finalmente chegar ao seu desfecho, entendi: não é um livro sobre vingança ou sobre justiça, é um livro sobre amor. E ao permitir aos seus personagens encontrar o amor que tanto buscaram, fosse ele por um lugar, um filho, um amante, um irmão, animais ou até mesmo por si próprio, Jojo Moyes entrega sua mensagem e finaliza com elegância e emoção um de seus melhores romances.

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Sobre a autora: Jojo Moyes

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Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Depois de uma carreira variada, incluindo atuações como motorista, digitadora de textos em braille para cegos para a NatWest e escritora de brochuras para Club 18-30. Cursou e formou-se na Royal Holloway e Bedford New College, Universidade de Londres. Em 1992, ela ganhou uma bolsa financiada pelo jornal The Independent para participar do curso de pós-graduação em jornalismo na City University.

Jojo trabalhou como jornalista durante dez anos, incluindo um ano no South China Morning Post, em Hong Kong, e nove anos no The Independent, onde trabalhou várias vezes como repórter, assistente de direção de Artes e também como correspondente de mídia.

Jojo tornou-se escritora em tempo integral desde 2002, quando seu primeiro livro, Sheltering Rain foi publicado. Desde então, ela escreveu onze outros romances, todos os quais foram aclamados amplamente pela crítica.

Jojo ganhou o Prêmio Romantic Novelist’s Award duas vezes, e Como eu era antes de você foi nomeado o Livro do Ano no Prêmio Livro UK Galaxy. Como eu era antes de você já vendeu mais de 3 milhões de cópias em todo o mundo.

Fonte: página oficial da escritora – http://www.jojomoyes.com/

Baía da Esperança: Sinopse

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O livro desta semana é de uma de minhas escritoras preferidas e que com certeza veremos muitas resenhas por aqui. Baía da Esperança foi escrito em 2007 pela autora Jojo Moyes e lançado este ano aqui no Brasil. Como dia 16 deste mês teremos lançamento do filme Como eu era antes de você, baseado em outro romance da mesma escritora, acredito que teremos dobradinha especial da Jojo Moyes aqui no blog! Por enquanto fiquem com as sinopses de Baía da Esperança e em breve a resenha!! Boa Semana e boa leitura a todos!!!

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” Quando Mike Dormer parte de Londres para uma cidadezinha litorânea da Austrália, a fim de empreender a construção de um resort de luxo, tudo o que ele tem em mente é mais um contrato milionário. Mas o destino lhe reserva algo diferente. Baía da Esperança não é um lugar qualquer, e os habitantes do excêntrico, mas decadente, Hotel Silver Bay – a enigmática marinheira Liza McCullen, sua filha de dez anos e tia Kathleen, lendária caçadora de tubarões, além das tripulações de observação de baleias – logo perceberão o apetite predatório do forasteiro Mike. Assim que os efeitos da megaconstrução começam a impactar a vida das baleias e golfinhos da região, os mundos de Liza e Mike entram em um conflito de dramáticos resultados. Perigos inesperados irão confrontar os habitantes locais, sejam criaturas marinhas ou seres humanos. E Mike será obrigado a responder à pergunta que paira sobre Baía da Esperança: até onde se pode chegar, antes de se acabar destruindo aquilo que se ama?”

Fonte: Skoob

” Liza nunca conseguiu fugir do passado. Mas nas praias paradisíacas da encantadora comunidade de Silver Bay ela ao menos encontrou a liberdade e a segurança que procurava – se não para ela, para sua filha pequena, Hannah. Até que Mike Dormer se hospeda no hotel que Liza administra com a tia.

Um perfeito cavalheiro inglês, com roupas elegantes e olhar sério, Mike pode significar o fim de tudo que Liza trabalhou tão arduamente para proteger: não apenas o negócio da família e o lugar de que tanto gosta, mas principalmente a convicção de que ela nunca amaria nem seria digna de amor outra vez.”

Fonte: Contracapa do Livro

Frases do mês: Maio

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Aqui no blog, todo início do mês, será publicada uma coletânea das frases destacadas durante a leitura dos livros do mês anterior! São as melhores citações, frases e diálogos que chamaram atenção ao longo da leitura! Este mês teremos frases dos seguintes livros:

  • Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven
  • A História de Nós Dois – Dani Atkins
  • O Maravilhoso Agora – Tim Tharp

Algumas são lindas e bastante reflexivas! Aproveitem e boa leitura!

“Não nos lembramos de dias, nos lembramos de momentos” – Por Lugares Incríveis

” A esperança está em aceitar sua vida como ela se apresenta agora, mudada para sempre. Se puder fazer isso, a paz virá em seguida.” – Por Lugares Incríveis

” O que percebo agora é que o que importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa” – Por Lugares Incríveis

“-Você colocou as necessidades das pessoas que ama antes das próprias necessidades. Você dá, em vez de receber e o faz tão sem esforço que não acho que se dê conta de quanto isso é grandioso.” – A História de Nós Dois

“… não abra mão dos seus sonhos Emma. São os sonhos que nos fazem quem somos.” – A História de Nós Dois

” Se aquela seria a última vez, eu estava decidida a não desperdiçá-la pensando em todas as coisas que poderiam ter sido.” – A História de Nós Dois

” Não se preocupe o tempo todo sobre quem tem o poder na relação. Se você a faz feliz, esse é o maior poder que você pode ter.” – O Maravilhoso Agora

” … a vida é feita de tardes de quinta-feira. É só ir vivendo uma depois da outra e deixar o resto dar conta de si mesmo.” – O Maravilhoso Agora

” A vida é um oceano, e quase todo mundo está agarrado a um tipo de sonho para se manter na superfície.”  – O Maravilhoso Agora

 

Livro X Filme: O Maravilhoso Agora

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Quando escolhi o livro para fazer a resenha, confesso que primeiramente fui atraída pelo filme, pois sou fã do ator Milles Teller. Porém, segui a indicação de vários leitores de que deveria primeiro ler o livro e depois ver o filme; e realmente concordo que seja o melhor caminho.

Minha impressão como espectadora é que o diretor, James Ponsoldt, e os roteiristas Michael H. Weber e Scott Neustadter, optaram por fazer um filme mais leve, juvenil e focado no romance dos atores principais, do que em contar a história do livro em sua essência. Boa parte da carga densa da história foi retirada: estupro, drogas, vandalismo, agressões… E diversas modificações me incomodaram: a exclusão de personagens (os padrastos sumiram!), a troca do nome de alguns personagens, características físicas tão citadas no livro não foram levadas em conta (Cassidy não era “maravilhosamente gorda”?) e a forma superficial como trataram a questão do alcoolismo que é um ponto chave do relacionamento entre Aimme e Sutter. Mas o que me deixou realmente muito insatisfeita foi a modificação feita na história e essência dos personagens principais.

Começando por Aimee, vivida pela talentosa Shailene Woodley (atriz principal da série Divergente e de A Culpa é das Estrelas), e que foi a adaptação que mais me chateou. Enquanto no livro a personagem é solitária e carente, ao mesmo tempo demonstra resiliência pois, aceita suas dificuldades e segue em frente mesmo com os traumas que sofreu – o estupro, o abuso da mãe e do padrasto e a morte do pai – no filme ela é reduzida a uma menina pobre, inteligente e de pouca interação social. O tema estupro não é abordado no filme, o contexto da morte do pai alterado e a presença do impertinente padrasto, excluída. Aimme passou de uma personagem intrigante (na resenha do livro chego a levantar a questão de como teria sido enriquecedor para o livro se em algum momento tivéssemos a narrativa dela) a uma menininha boba e apaixonada, daquelas de dar tédio, mas sem a devoção e o apego psicológico que tem por Sutter no livro, ficando muito superficial.

Com relação à Sutter, entendo que deixá-lo menos egoísta e detestável dando a ele traços de humanidade era necessário – considerando também que o talento e carisma de Milles Teller (ator também da série Divergente e do premiado Whiplash) ajudam a criar empatia com o telespectador. Porém, com acontecimentos importantes sendo alterados (o jantar na casa da irmã, por exemplo), e relacionamentos não destacados no livro explorados – a relação amistosa entre ele e o professor e, principalmente, entre ele e a mãe – algumas horas parecia que eu estava assistindo a outro enredo com outro personagem completamente diferente. Anularam a essência do personagem que tanto me desagradou, e mesmo assim o personagem não chega a cativar. Mais uma vez ficou superficial, um “Sutter pela metade”, reduzido um menino traumatizado pelo abandono do pai e inconsequente.

E finalmente no filme, o espectador consegue o final que tanto torce ao ler o livro: a mudança na postura de Sutter (que no filme, não é tão chocante quanto seria no livro), com ele se reaproximando da família, buscando seus objetivos de forma responsável e indo ao encontro de Aimee. O filme, diferente do livro, mostra o fechamento de seu enredo, possuindo um “fim” de fato.

Concluindo, acho que este não é apenas um daqueles casos em que “o livro é sempre melhor que o filme”. Mesmo com atores talentosos (Cassidy inclusive é representada por Brie Larson, ganhadora do Oscar de melhor atriz em 2016 e Bob Odenkirk, o maravilhoso Saul de Breakin Bad como Bob/Dan), O Maravilhoso Agora deixa a desejar em termos de adaptação, edição e direção. O resultado final, infelizmente, é um filme superficial e um pouco confuso, que acredito que não me impressionaria mesmo sem nunca ter lido o livro.

Para quem quiser conferir ele está disponível no Telecine, Now e Netflix.